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A UFMG iniciou discussões para a implantação temporária e emergencial do regime de ensino híbrido na graduação, que mescla atividades remotas e presenciais. O movimento ocorre no âmbito do amplo planejamento que a Universidade tem feito para que o retorno às atividades presenciais ocorra de maneira gradual e participativa, em consonância com os indicadores da pandemia.
A ideia é que esse regime seja implantado em sintonia com os parâmetros estabelecidos pelo Plano para o retorno presencial de atividades não adaptáveis ao modo remoto. Assim, se as cidades em que a UFMG mantém campi estiverem no cenário de retorno relativo à etapa 1, o teto de ocupação dos espaços físicos será igual a 20%; se estiverem no cenário relativo à etapa 2, o teto de ocupação será de 40%. Os critérios estabelecidos para cada etapa de retorno estão descritos na edição mais recente do plano, publicada no mês passado.
“Não há uma data definida para o retorno presencial amplo, mas temos a expectativa de que seja possível, no segundo período letivo de 2021, ampliar a oferta de atividades presenciais. Nosso foco é o ‘como’, ou seja, vamos estabelecer critérios, diretrizes e parâmetros para essa volta gradual, uma vez que as condições sanitárias são dinâmicas”, afirma a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira.
Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, a expectativa é que o planejamento dessa transição do Ensino Remoto Emergencial (ERE) para o Ensino Híbrido Emergencial (EHE) envolva toda a comunidade acadêmica, de forma a se mensurar o impacto que o retorno de algumas atividades presenciais deve ocasionar na vida da comunidade e da cidade. “A UFMG tem retomado as aulas presenciais de forma gradual, seguindo as orientações das autoridades sanitárias locais e o plano de retorno e o protocolo de biossegurança aprovados pela instituição”, demarca a reitora.
Fórum de debate
O planejamento para a implantação do Ensino Híbrido Emergencial (EHE) será tema do Fórum de Integração Docente que ocorre nesta quarta-feira, dia 21 de julho, das 14h às 16h. A ideia é que, nessas discussões, a Administração Central da Universidade, auxiliada por toda a comunidade acadêmica e pelos colegiados de cursos de graduação e departamentos, possa identificar as atividades curriculares que mais sofreram prejuízos no processo de ensino-aprendizagem ao serem ofertadas remotamente, para que então se possa priorizar o retorno delas para o ensino presencial de forma integral ou parcial – a exemplo das atividades que têm carga horária prática e trabalhos de laboratório e de campo.
Os fóruns on-line são espaços destinados à reflexão de questões relacionadas às mudanças no ensino provocadas pela pandemia. Transmitidos pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC) no YouTube, são abertos à participação de toda a comunidade.
Da edição desta quarta-feira, dia 21, participam a reitora Sandra Goulart Almeida, o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira, o pró-reitor adjunto de Graduação, Bruno Teixeira, as professoras Cristina Alvim e Andréa Rodrigues Motta, presidente do grupo de trabalho instituído pela Câmara de Graduação para o planejamento do retorno gradual às atividades presenciais. A atuação desse grupo de trabalho teve início no dia 11 de junho. Além de docentes e representantes de diversas áreas da Administração Central, ele reúne dois representantes discentes, indicados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Veja a resolução que instituiu o GT.
De acordo com a titular da Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ), Maria José Flores, o encontro desta quarta-feira vai ampliar as discussões que vêm sendo realizadas por dirigentes de diversas instâncias da UFMG – Reitoria, diretorias de unidades acadêmicas, colegiados de cursos e departamentos. “Esperamos que o fórum contribua para também mobilizar estudantes, servidores técnico-administrativos em educação e professores que não ocupam cargos de gestão. É importante que todos conheçam as diretrizes iniciais propostas e se empenhem no enfrentamento desse desafio. Precisamos nos organizar para dar conta de promover uma retomada segura sem deixar nenhum curso para trás”, defende a professora.
Fonte: Ewerton Martins Ribeiro (ufmg.br)

 

 

 

O CTVacinas da UFMG terá suas atividades ampliadas para se transformar em um polo nacional de desenvolvimento de imunizantes, fármacos e kits diagnósticos. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o governo estadual anunciaram o aporte de R$ 80 milhões para financiar a expansão do Centro, instalado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec).
O acordo foi acertado em reuniões realizadas na semana passada (13 e 14 de julho), quando a UFMG recebeu a visita do secretário-geral de Governo, Mateus Simões, e do subsecretário de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Felipe Attiê. O MCTI foi representado pelo secretário de Estruturas Financeiras e de Projetos, Marcelo Meirelles, pelo diretor do Departamento de Estruturas para Viabilização Financeira e Projetos, Carlos Marques, e pelo coordenador-geral de Modelagem de Instrumentos Financeiros da Secretaria de Estruturas Financeiras e de Projetos (Sefip) do MCTI, Carlos Alberto Fernandes.
A parceria que une o MCTI, o governo de Minas e a UFMG começou a ser desenhada em fevereiro deste ano, quando a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o pró-reitor de Pesquisa, Mario Montenegro Campos, a professora Ana Paula Fernandes, do CTVacinas, e o vice-governador Paulo Brant reuniram-se em Brasília com o ministro Marcos Pontes. O acordo ora negociado é um desdobramento daquele encontro, cuja pauta central foi a transformação do CTVacinas em um centro nacional de vacinas. “Essas parcerias são fundamentais. Elas miram não apenas o combate a esta pandemia, mas principalmente o futuro de um país que ambiciona ser soberano na produção de vacinas, diagnósticos e medicamentos”, afirma a reitora Sandra Goulart Almeida.
Segundo a reitora, esses recursos se somam a outros liberados por parlamentares estaduais e pela Prefeitura de Belo Horizonte direcionados especificamente para os testes da SpiN-TEC, a vacina contra a covid-19.
Investimentos
Dos R$ 80 milhões aportados no CTVacinas, R$ 30 milhões serão liberados pelo governo de Minas, por meio da Fapemig e da Secretaria Estadual de Saúde. Os outros R$ 50 milhões virão do MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A parceria com o governo de Minas também prevê o compartilhamento de laboratórios e a cooperação em projetos de desenvolvimento entre a Funed e a UFMG como contrapartida ao valor investido.
Fonte: Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e ufmg.br

 

 

A UFMG manteve-se como a quinta melhor universidade da América Latina, a terceira melhor instituição de ensino superior e a melhor federal do país, segundo o ranking do Times Higher Education (THE), um dos três mais importantes do mundo. O resultado da edição 2021 da versão latino-americana do levantamento foi divulgado na última terça-feira, dia 13. Na comparação com a avaliação do ano passado, a UFMG registrou evolução nas dimensões Pesquisa (83,7 para 85,5) e Ensino (90,3 para 91,6).
Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o resultado ratifica a qualidade da UFMG, demonstrada em várias avaliações nacionais e internacionais e em edições anteriores do levantamento do THE. “Ele também indica algo que temos mencionado sistematicamente: UFMG conseguiu melhorar o seu desempenho em todos os campos mesmo com as restrições orçamentárias enfrentadas nos últimos anos. Temos feito muito – e as nossas ações de combate à covid-19 comprovam isso – com recursos cada vez mais escassos”, afirma a reitora.
Sandra Goulart alerta, no entanto, que o desempenho em rankings e em outros modelos de avaliação, como o do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – no qual a UFMG aparece como a universidade mais bem posicionada no país – poderá ficar comprometido no futuro caso a tendência de cortes e bloqueios orçamentários se mantenha. “Necessitamos de investimento sustentável para manter a produção científica, acadêmica e cultural em patamares aceitáveis e competitivos para atender às demandas da sociedade e do país”, afirma a reitora da UFMG.
Impacto
A Pró-reitoria de Pesquisa (PRPq) é a instância responsável por reunir indicadores que sustentam a participação da UFMG nos rankings internacionais. Um dos responsáveis por esse trabalho, o professor Carlos Basílio Pinheiro, diretor de Produção Científica da PRPq, afirma que outro destaque da UFMG no ranking é o critério de Citações, no qual alcançou a nota 79, sendo superada apenas pela PUC do Chile, primeira colocada geral no levantamento. “É um resultado que consolida a UFMG como uma das universidades brasileiras de produção científica mais impactante de toda a América Latina”, resume.
O pró-reitor Mário Montenegro Campos acrescenta que o desempenho da Universidade no THE corrobora outros levantamentos de diferentes perfis aos quais a Universidade se submete. Entre os mais recentes estão a própria avaliação do Inep e a premiação que a UFMG recebeu da Clarivate Analytics como líder no registro de patentes na última década. “Isso mostra o reconhecimento do relevante papel da atuação da UFMG na pesquisa, no ensino, na extensão e na inovação”, pontua.
Critérios
Os critérios usados pelo THE são agrupados em cinco áreas: Ensino (ambiente de aprendizado), Pesquisas (quantidade, investimentos e reputação), Citações (influência e alcance da sua produção científica), Perspectiva internacional (cooperação e intercâmbio de docentes e estudantes) e Renda na indústria (capacidade de uma universidade de contribuir com o setor industrial por meio de inovações, invenções e consultorias).
Pelo terceiro ano consecutivo, o ranking é liderado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, seguida de USP, Unicamp e do Instituto de Tecnologia de Monterrey do México. Abaixo da UFMG e entre as 10 instituições mais bem avaliadas da América Latina, figuram, ainda, a Universidade do Chile, a PUC-RJ, a UFRGS, a Unifesp e a UFRJ.
Nesta edição, 177 universidades de 13 países latino-americanos foram avaliadas. O país com maior representação na lista é o Brasil, com 67 universidades, seguido de Chile (28), Colômbia (24), México (23), Equador (11), Argentina (9) e Peru ( 8 )
Responsável pela organização do levantamento, o Times Higher Education é uma publicação inglesa que veicula conteúdos referentes à educação superior. É vinculada ao jornal The Times, que produz uma série de rankings que estão entre os mais conceituados do mundo.
Fonte: Matheus Espíndola (ufmg.br)

 

 

O Laboratório de Genética Celular e Molecular do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG iniciou os testes do método de detecção da covid-19 que utiliza amostras salivares. Os exames estão sendo feitos em vários estados do país por laboratórios que integram o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19. A rede de laboratórios pretende realizar 30 mil testes, dos quais 10% serão feitos no laboratório do ICB, sob a coordenação do professor Vasco Azevedo, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução.
Parte das amostras analisadas na UFMG está sendo coletada no Centro de Referência e Atendimento à Covid-19 do município de Caeté. Segundo Vasco Azevedo, as amostras colhidas no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte fazem parte do esforço da rede em mostrar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o método de diagnóstico salivar é eficiente. Para isso, os pesquisadores comparam os resultados dos testes feitos com a saliva com aqueles efetuados pelo método swab nosorofaríngeo (RT-PCR), no mesmo indivíduo.
Menos invasivo e mais rápido (sai em dois minutos) que o RT-PCR, o teste salivar utiliza raios infravermelhos que incidem sobre as amostras. Posteriormente, elas são analisadas por inteligência artificial. “Estamos percebendo que os resultados por saliva e por swab são equivalentes, o que prova que o método de testagem salivar é tão eficiente quanto o RT-PCR, recomendado pela Organização Mundial de Sapude (OMS). Comprovar essa eficiência é requisito para que a Anvisa aprove a nova tecnologia”, explica Azevedo.
Segundo os dados que foram enviados à Anvisa, o método de diagnóstico salivar tem acurácia de 92%, o que atesta a sua eficiência e qualidade. Ele foi desenvolvido pelo professor Luiz Ricardo Goulart, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
“Estamos realizando uma espécie de teste clínico com o método de diagnóstico salivar, em moldes semelhantes ao que se faz quando uma vacina é testada. Depois da aprovação da Anvisa, o método será certificado e poderá ser comercializado e utilizado em larga escala”, diz Azevedo.
Para o pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG, André Massensini, que coordena o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19, a validação do teste salivar é importante porque a testagem em massa ajuda no controle da pandemia no país. “Ter mais um método de diagnóstico considerado padrão é essencial para que consigamos aumentar a testagem no Brasil. A UFMG entende a importância de conduzir uma iniciativa como esta e é a instituição responsável pela maior parte dos testes já feitos pela rede”, diz.
O Laboratório de Genética Celular e Molecular do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG iniciou os testes do método de detecção da covid-19 que utiliza amostras salivares. Os exames estão sendo feitos em vários estados do país por laboratórios que integram o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19. A rede de laboratórios pretende realizar 30 mil testes, dos quais 10% serão feitos no laboratório do ICB, sob a coordenação do professor Vasco Azevedo, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução.
Parte das amostras analisadas na UFMG está sendo coletada no Centro de Referência e Atendimento à Covid-19 do município de Caeté. Segundo Vasco Azevedo, as amostras colhidas no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte fazem parte do esforço da rede em mostrar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o método de diagnóstico salivar é eficiente. Para isso, os pesquisadores comparam os resultados dos testes feitos com a saliva com aqueles efetuados pelo método swab nosorofaríngeo (RT-PCR), no mesmo indivíduo.
Menos invasivo e mais rápido (sai em dois minutos) que o RT-PCR, o teste salivar utiliza raios infravermelhos que incidem sobre as amostras. Posteriormente, elas são analisadas por inteligência artificial. “Estamos percebendo que os resultados por saliva e por swab são equivalentes, o que prova que o método de testagem salivar é tão eficiente quanto o RT-PCR, recomendado pela Organização Mundial de Sapude (OMS). Comprovar essa eficiência é requisito para que a Anvisa aprove a nova tecnologia”, explica Azevedo.
Segundo os dados que foram enviados à Anvisa, o método de diagnóstico salivar tem acurácia de 92%, o que atesta a sua eficiência e qualidade. Ele foi desenvolvido pelo professor Luiz Ricardo Goulart, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
“Estamos realizando uma espécie de teste clínico com o método de diagnóstico salivar, em moldes semelhantes ao que se faz quando uma vacina é testada. Depois da aprovação da Anvisa, o método será certificado e poderá ser comercializado e utilizado em larga escala”, diz Azevedo.
Para o pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG, André Massensini, que coordena o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19, a validação do teste salivar é importante porque a testagem em massa ajuda no controle da pandemia no país. “Ter mais um método de diagnóstico considerado padrão é essencial para que consigamos aumentar a testagem no Brasil. A UFMG entende a importância de conduzir uma iniciativa como esta e é a instituição responsável pela maior parte dos testes já feitos pela rede”, diz.
Além dos moradores de Caeté, o ICB também está oferecendo os testes, de forma gratuita, a pessoas da sua comunidade que estão frequentam o campus Pampulha. A intenção é que, futuramente, toda a comunidade universitária possa ter acesso aos testes salivares. “Isso dará mais segurança para o futuro retorno às atividades no campus”, avalia Azevedo. A participação na pesquisa não é aberta à população em geral.
Trabalho em rede
O Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19 foi lançado em julho do ano passado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e já realizou mais de 370 mil testes de diagnóstico da doença – a maior parte foi processada nos laboratórios da UFMG. A iniciativa, que conta com 13 universidades das cinco regiões brasileiras, teve início com uma rede da UFMG dedicada a ampliar a capacidade de testagem da doença, por meio da detecção de marcadores moleculares do vírus Sars-CoV-2. O projeto é financiado com recursos de R$ 32,5 milhões repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Além da UFMG, a rede de laboratórios de campanha congrega as universidades federais Fluminense (UFF), da Paraíba (UFPB), de Pernambuco (UFPE), de Goiás (UFG), de São Paulo (Unifesp), de Santa Maria (UFSM), do Mato Grosso do Sul (UFMS), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Amazonas (Ufam), do Paraná (UFPR), do Oeste da Bahia (Ufob) e a Estadual de Santa Cruz (Uesc/BA).
Da UFMG, participam os professores André Massensini, Betânia Drumond, Erna Kroon, Flávio Fonseca, Giliane Trindade, João Trindade Marques, Jonatas Abrahão, Mauro Teixeira, Renato Santana, Ricardo Gazzinelli, Santuza Teixeira, Vasco Azevedo, Renan Pedra de Souza, vinculados ao Instituto de Ciências Biológicas; Henrique Figueiredo, Maria Isabel Guedes e Zélia Lobato, da Escola de Veterinária; Adriano de Paula Sabino e Ana Paula Moura Fernandes, da Faculdade de Farmácia, e José Nélio Januário, da Faculdade de Medicina.
As informações sobre os testes realizados pelo projeto são atualizadas diariamente.
Fonte: Luana Macieira (ufmg.br)

 

 

Começou a operar nesta última segunda-feira, dia 28, um polo de vacinação contra covid-19 na Escola de Enfermagem no campus Saúde, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A imunização seguirá o cronograma preconizado pela PBH e ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, na Avenida Professor Alfredo Balena, 190, 1º andar, bairro Santa Efigênia.
A diretora da Escola de Enfermagem, Sônia Maria Soares, ressalta que, desde o início da pandemia, a Unidade se pôs à disposição para atuar na campanha de enfrentamento da covid-19. “A Enfermagem sempre teve atuação ativa nas campanhas de vacinação. Temos expertise nessa área, já organizamos várias campanhas. O polo de vacinação é um projeto institucional na modalidade de extensão, que envolve docentes de todos os departamentos da Escola e estudantes dos cursos da área da saúde da UFMG. É um momento histórico, em que demonstramos a nossa responsabilidade social e contribuímos para aumentar os indicadores da vacinação no país”, afirma.
A coordenadora do projeto de extensão, professora Sheila Aparecida Ferreira Lachtim, enfatiza que o objetivo principal é executar atividades referentes à imunização contra covid-19, tais como conferir a situação vacinal dos indivíduos, indicar a necessidade de atualização de outros imunobiológicos e fornecer orientações sobre os possíveis eventos adversos pós-vacinação. “Esperamos proporcionar aos estudantes um momento rico de aprendizado.”
Segundo o diretor de Mobilidade, Estágios e Bolsas da Pró-reitoria de Graduação, professor João Henrique Lara de Amaral, que fez o contato com a direção da Escola de Enfermagem para a parceria com a Prefeitura, a integração dos cursos da área de Saúde da UFMG com o SUS/BH vem-se consolidando ao longo do tempo. “A pronta resposta da Universidade e dos cursos da área da saúde deixa claro o compromisso da UFMG com a saúde da população.”
A estudante do 9º período do curso de Enfermagem Fernanda Alves do Nascimento afirma que participar do projeto valoriza o compromisso da universidade pública com a sociedade e também a importância do SUS. “A vacina é a melhor ferramenta para vencermos a pandemia e vivermos dias melhores com a redução do número de mortes evitáveis”, destaca a estudante.
Condições
Para se vacinarem, as pessoas não podem ter recebido vacina (contra a covid-19 ou outras doenças) nos últimos 14 dias. A pessoa também não deve ter contraído a doença com início de sintomas nos últimos 30 dias. Todas as informações sobre a campanha de vacinação na capital mineira estão disponíveis no Portal da Prefeitura de BH.
O polo de vacinação da Escola de Enfermagem é o segundo montado pela UFMG. Desde março, o campus Pampulha abriga um posto em regime de drive thru, em que as pessoas são imunizadas dentro dos automóveis. O posto está instalado no prédio da Unidade Administrativa 2, com entrada pela portaria da Avenida Antônio Abrahão Caram.
Fonte: Rosânia Felipe / Escola de Enfermagem (ufmg.br)

 

 

Grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, em parceria com outras instituições, acaba de depositar a patente de um teste de baixo custo e alto desempenho para o diagnóstico do Sars-CoV-2. O exame custa menos de R$ 1 por paciente, o que possibilitará que o Sistema Único de Saúde (SUS) realize testagem em massa, monitorando a população e adotando medidas sanitárias mais assertivas de controle da pandemia. O teste, que se vale de plataforma já consagrada em laboratórios de análise, é realizado com amostra sanguínea. O resultado sai em apenas duas horas.
Segundo o professor Rodolfo Cordeiro Giunchetti, do Departamento de Morfologia do ICB e coordenador da pesquisa que deu origem ao kit de diagnóstico, a tecnologia desenvolvida é baseada na detecção de anticorpos. “Se a pessoa já entrou em contato com o Sars-CoV-2, seu organismo produz anticorpos. O nosso kit avalia três tipos de anticorpos (IgG, IgA e IgM), possibilita uma varredura na população e pode ser aplicado em larga escala. Será possível realizar milhares de exames em um dia”, explica.
Giunchetti acrescenta que uma das vantagens da nova tecnologia é que ela pode ser produzida integralmente no Brasil, levando em conta que a área de biotecnologia no país é incipiente e depende muito da importação de insumos. “É extremamente positivo para o país fabricar um produto cujos insumos possam todos ser feitos aqui”, avalia o professor.
Capital intelectual
Ao longo da pandemia, o grupo de pesquisa liderado por Giunchetti desenvolveu mais de 20 testes de diagnóstico para a covid-19. Segundo ele, cinco patentes foram depositadas, incluindo esta última, e outras cinco estão em processo de depósito. O grande número de tecnologias desenvolvidas pela UFMG é, como salienta o professor, uma prova do capital intelectual diferenciado existente na instituição.
“Os pesquisadores e professores das universidades públicas brasileiras conseguem resolver problemas de qualquer área do conhecimento. Temos um conjunto de especialistas com capacidade incrível de desenvolver tecnologia. Está cada vez mais claro que necessitamos de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento tecnológico, visto que isso geraria dinheiro para o país e frearia a fuga de cérebros. O Brasil precisa aproveitar a mão de obra altamente qualificada que forma, estimulando a geração de conhecimento e movimentando a economia”, analisa.
O desenvolvimento do teste foi co-coordenado do professor Alexsandro Galdino, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), e contou com a parceria da Federal de Lavras (Ufla), da Federal da Integração Latino-americana (Unila) e da Fundação de Ensino e Tecnologia de Alfenas (Unifenas).
Rodolfo Giunchetti acrescenta que, como a Universidade não pode produzir e comercializar as tecnologias que desenvolve, a transferência para indústrias de biotecnologia é essencial para que os produtos cheguem ao mercado. No caso do último teste para diagnóstico da covid-19 criado pelos pesquisadores, ele revela, o grupo já está em contato com empresas brasileiras para a produção industrial do kit. “Depois dessa etapa, o teste chegará rapidamente ao mercado e poderá melhorar a atuação do SUS no combate à pandemia”, conclui o professor do ICB.
Fonte: Luana Macieira (ufmg.br)
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