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A Faculdade de Medicina da UFMG foi um dos centros escolhidos para participar dos estudos da Pfizer para testagem de uma medicação oral contra a covid-19. Três pesquisas vão avaliar a segurança e eficácia do composto PF-07321332 na prevenção da infecção e dos sintomas causados pelo Sars-CoV-2 em grupos diferentes.

A medicação é um antiviral inibidor de protease, classe de drogas também utilizadas contra outros vírus, como o HIV e o da hepatite C. Elas agem para evitar sua replicação completa. O medicamento provoca uma redução da carga viral, impedindo o agravamento da doença com manifestações mais sérias dos sintomas e o risco de morte.

Trata-se de estudo duplo cego, em que os voluntários são aleatoriamente reunidos em um grupo que recebe a medicação avaliada ou em um grupo que recebe placebo. O tratamento é feito com duas doses diárias do composto PF-07321332 associado ao ritonavir (usado para aumentar o nível da droga ativa), por cinco dias seguidos. O acompanhamento terá duração de 24 semanas, com três visitas presenciais no primeiro mês e as demais consultas feitas por telefone.

A participação é gratuita e os voluntários serão ressarcidos com o custo de deslocamento. Embora a pesquisa planeje envolver cerca de 3 mil participantes, em todos os centros, não há limite de recrutamento para a Faculdade de Medicina. A previsão, porém, é que essa etapa se encerre ainda neste mês; os resultados finais serão divulgados até seis meses mais tarde.

“Esse é um dos primeiros estudos feitos com medicação oral e um grande avanço que se soma a outras estratégias de intervenções, tanto preventivas quanto terapêuticas, contra o coronavírus. Uma vez comprovada a eficácia do medicamento, espera-se produção em larga escala e acesso universal, a exemplo do que ocorre com outras doenças infecciosas globais como HIV e tuberculose”, destaca o professor Jorge Andrade Pinto, coordenador dos estudos na Faculdade de Medicina.

O voluntário receberá um tratamento fácil de ser seguido, uma vez que será feito por via oral. Jorge Pinto acrescenta que os antivirais de uso oral têm relevante potencial de escala, já que são mais fáceis de produzir que as vacinas e exigem menos recursos para armazenamento e manuseio.

A medicação testada é a mesma já utilizada em outros dois estudos da Pfizer dos quais a Faculdade de Medicina da UFMG também participa. No segundo estudo (1002), previsto para começar na segunda quinzena de outubro, a segurança e eficácia será em relação à população de baixo risco, incluindo pessoas já vacinadas. O terceiro teste (1006), com início previsto até novembro, tem o objetivo de verificar o composto em uso preventivo para pessoas que convivem com quem foi diagnosticado com covid-19.

Como participar
No momento, estão abertas as inscrições de voluntários para o primeiro estudo (1005), que objetiva avaliar se a medicação reduz a duração e a gravidade da covid-19 em pessoas recentemente diagnosticadas e que apresentem risco aumentado para a forma grave da doença. Podem participar pessoas não vacinadas e que não pretendam se vacinar durante a pesquisa, com pelo menos 18 anos e algum fator clínico como índice de massa corporal acima de 25, tabagismo, 60 anos ou mais de idade, diabetes, doença renal crônica, cardíaca ou pulmonar, imunossupressão ou algum câncer em atividade.

Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (31) 98109-1143 e pelo e-mail cov3001.ufmg@gmail.com, apresentar o exame realizado nos últimos cinco dias com o resultado positivo para covid-19 ou apenas revelar ter desenvolvido manifestações características da doença. Nesse caso, a equipe responsável avaliará os sintomas e fará a testagem. Os voluntários serão recebidos no ambulatório São Vicente, do Hospital das Clínicas da UFMG, para os exames e, posteriormente, na Unidade de Pesquisa Clínica em Vacinas (UPqVac) da Faculdade de Medicina.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina (ufmg.br)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta semana, o teste sorológico IgG desenvolvido pela UFMG para a detecção dos anticorpos produzidos pelo corpo humano contra a covid-19 após a vacinação ou uma eventual contaminação. Para detectar os anticorpos produzidos, o teste avalia o sistema imunológico da pessoa por meio do método Elisa (ensaio de imunoabsorção enzimática).
“Trata-se de um teste de elevado grau de sensibilidade e especificidade, que avalia o status imunológico da pessoa”, explica Flávio da Fonseca Guimarães, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e pesquisador do CTVacinas, centro de pesquisas onde o teste foi desenvolvido. “Isso significa que, se a pessoa teve covid-19, dengue ou gripe, por exemplo, o teste não se confunde”, ele exemplifica.
Além disso, informa Flávio da Fonseca, trata-se de um teste com vocação para se manter eficaz mesmo em face do advento de novas variantes. “Em vez de usar a proteína S [Spike], que fica na superfície do vírus e muda mais, ele usa a proteína N [nucleocapsídeo], que muda menos.” O registro do teste foi publicado pela Anvisa no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 4, como informa nota publicada pela Agência Brasil.
De saída, o teste já está licenciado para a Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a aprovação da Anvisa, o produto já pode ser produzido em escala industrial e distribuído para o Sistema Único de Saúde (SUS). Paralelamente, o know-how do teste tramita na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), órgão da UFMG ao qual também podem recorrer indústrias privadas interessadas em fabricar o produto para laboratórios que fazem a testagem da covid-19.
Estimar a população imunizada
Desenvolvido no tempo recorde de cinco meses, o kit IgG da UFMG é o primeiro teste 100% brasileiro para a detecção da produção de anticorpos. Agora, com o avanço da vacinação e o início da queda do índice de infectados, esse tipo de diagnóstico – que mapeia não a infecção, mas a produção de anticorpos ocorrida no organismo pós-vacinação e/ou infecção – volta a ter uma importância fundamental no combate estratégico à crise sanitária, avalia Flávio da Fonseca.
O teste poderá colaborar para esclarecer a duração da imunização pela vacinação, por exemplo, de acordo com segmentações específicas, como tipos de vacinas, quantidade de doses, perfis de públicos, entre outras. “É um teste que poderá ser usado em estudos por amostragem, por exemplo, capazes de estimar o percentual da população efetivamente imunizada à medida que a vacinação avança”, exemplifica. Além disso, o teste também pode colaborar no esforço para mapear mais precisamente qual seria o percentual necessário de vacinados para se alcançar a imunidade coletiva, estágio que possibilitará o retorno da sociedade a uma vida comunitária mais segura.
O teste foi integralmente desenvolvido pelo CTVacinas. A professora Ana Paula Fernandes coordenou o projeto que resultou na prototipagem do kit. O professor Ricardo Gazzinelli, que também é pesquisador da Fiocruz Minas, conduziu o processo de escalonamento que viabilizou a produção industrial do teste. Santuza Teixeira e Natália Salazar trabalharam na expressão da proteína recombinante. A residente de pós-doutorado Flávia Fonseca Bagno também teve participação nos estudos.
As pesquisas foram financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-V) e pela Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). No âmbito da Rede Vírus, há um projeto nacional chamado Laboratórios de Campanha, que é coordenado por Ricardo Massensini, pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG e pesquisador do ICB. Os testes também estão sendo ofertados dentro desse projeto”, explica Flávio da Fonseca. Além da Bio-Manguinhos, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) iniciou a produção de insumos biológicos para o teste.
Fonte: Ewerton Martins Ribeiro (ufmg.br)

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

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