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UTILIDADE

 

 

 

Um grupo de 15 pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um exame para Covid-19 que se propõe a unir a precisão do teste molecular de RT-PCR e a rapidez dos testes sorológicos, além de apresentar um custo que pode chegar a ser cinco vezes menor que os exames tradicionais.

“Ele é um híbrido do RT-PCR, que detecta a presença do vírus, com o sorológico, que detecta os anticorpos, a partir da coleta da secreção da garganta ou do nariz de uma pessoa”, registra Maria de Fátima Leite, professora do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.

A pesquisadora explica que, após a coleta da secreção, o material é colocado numa lâmina junto a uma solução que se grudará ao vírus da Covid-19, quando ele estiver presente. Como não é possível vê-los a olho nu, a solução emite uma luz que pode ser capturada pela tela de escaneamento de um celular.

“A solução é oticamente ativada pela luz LED do celular, cuja imagem será enviada para um programa desenvolvido por nós que converterá a luz em valores numéricos. Assim vamos saber se a pessoa está positiva ou negativa e também o grau de positividade”, assinala Maria de Fátima.

Todo o teste, entre a coleta e a análise do material, deve levar, no máximo, 20 minutos. “Nossa intenção é que estes resultados sejam acoplados a um sistema de controle em tempo real para que as informações sejam administradas de forma a rapidamente ter a situação de uma determinada região”.

A pesquisadora destaca que o teste será útil especialmente para cidades do interior que não podem contar com laboratórios sofisticados, diminuindo o tempo de processamento das análises (um exame de RT-PCR leva de dois a três dias para ficar pronto) e de envio de informações às secretarias de saúde.

“O projeto acabou de ser aprovado e aguardamos financiamento para iniciá-lo. Muitos elementos desse kit já estão prontos, só precisando juntá-los”, observa. Mesmo com a possibilidade de uma vacina para coronavírus ainda neste ano, Maria de Fátima acredita que o teste não perderá a sua importância.

“Acreditamos que, infelizmente, o vírus veio para ficar. A taxa de infectados pode até reduzir, mas teremos ocorrências de tempo em tempo e, com o teste, será possível monitorar em tempo real, resultando em ações mais inteligentes por parte dos governos”, pondera.

Fonte: Jornal Hoje em Dia

 

 

 

A Faculdade de Medicina da UFMG passou a integrar a rede Covid-19 Prevention Network (CoVPN), criada para oferecer respostas à pandemia do novo coronavírus. Apenas dois centros brasileiros foram selecionados para esse trabalho mundial. O outro é o Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com sede no Rio de Janeiro.

O trabalho na Unidade é conduzido pelo Grupo de Pesquisa em HIV/aids em Crianças, Adolescentes e Gestantes, coordenado pelo professor Jorge Andrade Pinto, do Departamento de Pediatria. “Essa é a principal rede global que conduzirá os estudos da fase 3 das vacinas candidatas à prevenção da infecção pelo SARS-CoV-2”, afirma o professor Andrade. “É uma satisfação integrar uma rede internacional de ponta que busca abrir caminhos para sairmos da pandemia”, acrescenta.

O primeiro estudo do qual a Faculdade de Medicina participa como centro colaborador é o CoVPN 5001, ensaio clínico que busca compreender a infecção e a resposta imunológica ao SARS-CoV-2 em adultos. Para isso, reunirá voluntários com apresentação clínica variável de infecção recente.

“Serão recrutados participantes assintomáticos, com sintomas leves não hospitalizados e hospitalizados – eles podem se deslocar entre os grupos se os sintomas piorarem ao longo do estudo”, explica o professor. Oitocentos participantes serão avaliados por cerca de 60 centros de pesquisa localizados nos EUA, no Peru e na África do Sul, além do Brasil.

Ao compreender o curso clínico da infecção, principalmente no seu início, será possível sugerir eventuais marcadores de proteção que podem ser usados na avaliação da eficácia de vacinas para a covid-19. De acordo com o professor Jorge Andrade, esse primeiro estudo representa uma base importante para os ensaios da fase 3, com início previsto para setembro próximo na Faculdade de Medicina.

A rede
O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (National Institute of Allergy and Infectious Diseases – NIAID) foi responsável pela criação da rede CoVPN para estudar vacinas e anticorpos monoclonais para combater o vírus.

Com capacidade de pesquisa global, a CoVPN inclui a Rede de Ensaios de Vacinas contra o HIV (HVTN), o Consórcio de Pesquisa Clínica de Doenças Infecciosas (IDCRC) e a Rede de Ensaios de Prevenção do HIV (HPTN).

Integram o grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina, além do professor Jorge Pinto, os professores Flávia Ferreira, do Departamento de Pediatria, Helena Duani e Júlia Caporali, do Departamento de Clínica Médica, e Mario Dias Correa e Patrícia Teixeira, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia.

O grupo é composto de equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, epidemiologistas, biólogos, assistentes sociais e técnicos, além de um comitê comunitário formado por representantes da sociedade civil.

Fonte: (Deborah Castro / Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina)

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