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UTILIDADE

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Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso Nacional em março deste ano, seguida do veto presidencial e de um bloqueio de recursos que afetou vários ministérios, o orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) sofrerá um grande impacto.

O veto reduziu em R$1,1 bilhão o orçamento do Ministério da Educação e afetou de modo não linear as universidades, atingindo principalmente os recursos de capital. Em seguida, houve um bloqueio orçamentário no MEC no valor R$2,7 bilhões, que resultou em perda linear de 13,8% no orçamento das Ifes.

Considerando o veto, a UFMG conta, em 2021, com R$157,72 milhões de recursos discricionários do tesouro, o que representa diminuição de R$50,57 milhões. Esse montante representa perda global de 26,72% em relação a 2020. O veto somado ao bloqueio poderá resultar em redução de até 36,5% dos recursos discricionários destinados à UFMG neste ano na comparação com 2020, o que compromete a capacidade de funcionamento adequado da instituição. “É um dado assustador”, resume a reitora Sandra Regina Goulart Almeida.

Se esse cenário se mantiver, a UFMG contará com apenas R$132,27 milhões para fechar suas contas em 2021, uma redução de R$ 76 milhões em relação ao ano passado. “Com esse orçamento, voltaremos aos patamares de 2006, ou seja, situação anterior à implantação do Reuni, o programa de expansão das universidades federais”, lembra a reitora.

Duas frentes
Bloqueios e vetos presidenciais são modalidades diferentes de restrição orçamentária. Enquanto os vetos representam um corte que somente poderá ser recomposto por meio de projetos de lei do congresso (PLN), os bloqueios podem ser desfeitos, ao longo do ano, pelo Ministério da Economia, de acordo com a disponibilidade orçamentária. “Teremos, portanto, que atuar ativamente em duas frentes: fazer um movimento para tentar desbloquear os 13,8% e, ao mesmo tempo, trabalhar com os parlamentares  com vistas à recomposição do orçamento por meio de projetos de lei”, indica Sandra Goulart Almeida.

Além disso, segundo a reitora, o limite de arrecadação de recursos próprios decorrentes de convênios celebrados com órgãos públicos e outras entidades foi reduzido em 52,17% na comparação com 2020. “Isso decorre dos limites orçamentários impostos pela lei do teto dos gastos públicos”, acrescenta.

Na avaliação de Sandra Goulart Almeida, o cenário atual, com essa sucessão de cortes, pode comprometer o futuro da UFMG e impactar também a economia local, regional e nacional. “Nossas universidades, além de desenvolverem atividades de ensino, pesquisa e extensão, influenciam a vida econômica e social dos municípios onde estão instaladas. Só a UFMG movimenta cerca de 60 mil pessoas na realização rotineira de suas atividades”, exemplifica a reitora.

Outra variável que agrava esse cenário é a nova forma de distribuição dos recursos, adotada no ano passado, quando a Lei Orçamentaria Anual (LOA) passou a ser dividida em duas unidades: órgãos 26238 (no âmbito do orçamento geral do MEC) e 93217 (as chamadas Programações Condicionadas à Aprovação Legislativa, em que a liberação de recursos depende de autorização do Congresso). Segundo a reitora, em 2020, 40% dos recursos da LOA foram alocados como programações condicionadas e desbloqueados ao longo do ano; os outros 60% foram liberados para empenho pelo MEC. Em 2021, a estratégia foi mantida, mas os percentuais se inverteram: 40% foram liberados por empenho via MEC e 60% foram condicionados e liberados na semana passada, com exceção do bloqueio de 13,8%, que na UFMG corresponde a 25 milhões.

Fonte: ufmg.br

 

 

Tecnologia inédita para o diagnóstico da covid-19 acaba de ser patenteada pela UFMG: um teste de detecção de anticorpos específicos em amostras de urina de pacientes, que podem ser coletadas em qualquer período do dia. Baseado no método Elisa – sigla, em inglês, para ensaio de imunoabsorção por ligação enzimática –, o processo é mais simples, barato e menos invasivo do que o exame que usa sangue. A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG mantém negociações com laboratórios das áreas de saúde e biotecnologia para transferir a inovação à sociedade o mais rapidamente possível.
Existem diversas opções de testes sorológicos no mercado para identificação de anticorpos de Sars-CoV-2 com o uso do sangue. A tecnologia criada na UFMG, no entanto, destaca-se por seu pioneirismo. “Não há nenhum teste disponível que usa urina dos pacientes. Também não encontramos nenhum relato na literatura que pudesse indicar o uso da urina para a pesquisa por anticorpos específicos ao vírus causador da covid-19”, ressalta a pesquisadora Fernanda Ludolf Ribeiro de Melo, integrante do grupo. Ela explica que a presença de anticorpos na urina de pacientes ainda é pouco estudada, e isso provavelmente é o motivo pelo qual as pesquisas para diagnóstico da covid-19 não tenham optado pelo uso dessa amostra biológica.
“Poucas pessoas acreditam que existam [anticorpos na urina], mas há relatos para outras doenças, o que inspirou a ideia”, conta a pesquisadora. Como residente de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde: Infectologia e Medicina Tropical (PPG-IMT) da UFMG, Fernanda decidiu levar sua hipótese ao supervisor, o professor Eduardo Antônio Ferraz Coelho, que acreditou no potencial da proposta e sugeriu a formação de uma equipe para dar prosseguimento aos estudos. “Contatamos os professores Flávio Fonseca, que desenvolve pesquisas sobre a covid-19, e Vandack Nobre, que trabalha com projetos relacionados à doença no Hospital das Clínicas, e eles prontamente acreditaram na ideia. Avaliaram como interessante e inovadora”, relata Fernanda Ludolf.
Uniram-se à equipe formada por Eduardo Coelho, coordenador do PPG-IMT, Flávio Fonseca, vinculado ao Departamento de Microbiologia do ICB e integrante do Centro de Tecnologia em Vacinas (CTVacinas), Vandack Alencar Nobre Júnior, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina, as professoras Cecilia Ravetti e Paula Vassallo, também da Medicina, e os doutorandos Fernanda Fonseca Ramos, João Augusto Oliveira da Silva, ambos do PPG-IMT, e Flávia Fonseca Bagno (ICB).
Urina x sangue
“Por ser um teste quantitativo-qualitativo do tipo Elisa, conseguimos excelentes valores de especificidade e sensibilidade. Obtivemos com a nossa técnica de urine based-Elisa resultados melhores que os alcançados com Elisa empregando amostras de soro dos pacientes, anteriormente aprovada pelo FDA [Food and Drug Administration, dos EUA] e pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Brasil]”, afirma Fernanda Ludolf.
Parâmetros de sensibilidade e especificidade são utilizados na interpretação de um teste diagnóstico e definem suas características e limitações. O primeiro indica a menor quantidade de anticorpos que o exame consegue detectar, e o segundo corresponde à capacidade de identificar apenas anticorpos contra antígenos do Sars-CoV-2. De acordo com material produzido pelo Ministério da Saúde para definição da acurácia dos testes diagnósticos registrados na Anvisa para a covid-19, uma baixa sensibilidade pode, por exemplo, resultar em piora dos índices de identificação do coronavírus nos pacientes, provocando aumento do número de resultados falsos-negativos e a não detecção dos casos assintomáticos.
Com a eficácia comprovada, era preciso verificar as vantagens do diagnóstico usando urina. O grupo conseguiu analisar diversas amostras de pacientes em poucas horas, o que indica que o teste é rápido. Os pesquisadores destacam os benefícios de um exame pouco invasivo, como o proposto pela equipe da UFMG. “Muitas pessoas não aceitam puncionar seu sangue por motivos físicos, psicológicos ou religiosos. Como é menos invasivo, o novo teste poderia ser feito em toda a população, o que seria importante para os estudos epidemiológicos e as ações das autoridades governamentais”, sugere Ludolf.
Por ser um material que é expelido naturalmente, a urina ainda elimina a necessidade de um flebotomista, de agulhas e seringas, o que barateia o processo, complementa a pesquisadora. “A urina com conservante é bastante estável e pode ficar por dias fora de uma geladeira comum ou anos dentro dela. E como pode ser coletada em qualquer período do dia, oferece maior praticidade para sua obtenção”, prossegue Fernanda Ludolf. Por causa dessa característica, o método também possibilita que tanto a coleta quanto o transporte para a análise sejam feitos em horários convenientes para o paciente.
A patente da inovação foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) no fim de abril. Agora, o grupo mantém contatos com interessados, especialmente laboratórios de diagnóstico, para ofertar a tecnologia à sociedade. “Esperamos que chegue ao mercado o quanto antes para que a população possa se beneficiar desse método em um momento em que testes diagnósticos têm sido muito importantes para nortear as ações pessoais e governamentais de enfrentamento da pandemia”, conclui Fernanda Ludolf.
Fonte: Luíza França

 

 

Apesar da queda nas taxas de transmissão do novo coronavírus e de ocupação de leitos em Belo Horizonte e Montes Claros, a UFMG decidiu manter-se na etapa zero do seu Plano para o retorno presencial de atividades não adaptáveis ao modo remoto por mais duas semanas e reavaliar, nesse período, o cenário epidemiológico nos dois municípios. A decisão, comunicada nesta segunda-feira, dia 26, em nota à comunidade universitária assinada pela reitora Sandra Regina Goulart Almeida e pelo vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, foi tomada com base nas orientações do Comitê Permanente da UFMG de Enfrentamento do Novo Coronavírus e na análise da Comissão de Acompanhamento do Conselho Universitário.
“O quadro epidemiológico no Brasil permanece grave e instável com média de 45 mil novos casos confirmados de covid-19 e 2 mil óbitos por dia”, justificam os dirigentes, lembrando que o nível de alerta geral em Minas Gerais ainda é vermelho.
Sandra Goulart e Alessandro Moreira registraram, no comunicado de hoje, que a UFMG “segue enlutada pelos membros da comunidade universitária que perdermos para a covid-19” e se solidarizam com as famílias dos quase 400 mil brasileiros vitimados pela pandemia.
Como a vacinação ainda se encontra em estágio incipiente no Brasil, os dirigentes reforçaram a importância das medidas de prevenção não farmacológicas, como uso de máscaras em todos os ambientes, higiene frequente das mãos e contraindicação absoluta de qualquer forma de aglomeração. “Os serviços MonitoraUFMG e Telecovid-19 permanecem em atividade para apoio à comunidade universitária”, ressaltaram Sandra e Alessandro.
Etapas
Anunciado em setembro do ano passado, o plano de retorno prevê quatro etapas (0 a 3) de evolução do retorno presencial das atividades não adaptáveis. Cada etapa é definida pelo número máximo de pessoas (servidores, estudantes e trabalhadores terceirizados) que circulam na unidade simultaneamente, representando um teto de ocupação para cada setor ou espaço físico. O objetivo é reduzir significativamente o número de pessoas em circulação em cada unidade e garantir condições para o distanciamento social, implementação progressiva do monitoramento e controle de surtos.
Na etapa zero (o estágio atual), as atividades presenciais ficam suspensas, e apenas as essenciais e de manutenção são mantidas. Na etapa 1, o teto de ocupação é 20%, e o critério de percentagem das equipes deverá ser combinado ao da viabilidade de distanciamento social. Na etapa 2, o limite deverá subir para 40%. Para isso, será necessário que a cidade esteja em alerta verde, no mínimo, há dois meses e que não tenha ocorrido surto da doença na UFMG.
O aumento gradual das atividades presenciais até o retorno pleno – etapa 3 – estará condicionado ao controle da pandemia ou à existência de vacina eficaz e disponível para ampla cobertura da população.
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