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SAÚDE

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O Centro Esportivo Universitário suspenderá suas atividades a partir do dia 18/03/2020 (quarta-feira), por prazo indeterminado.
A medida, em consonância com a decisão da Reitoria, visa combater a propagação da pandemia da Covid-19.

Agradecemos a todos pela compreensão!

 

 

 

As aulas presenciais dos cursos de graduação, pós-graduação, da Escola de Ensino Básico e Profissional da UFMG (Centro Pedagógico, Colégio Técnico e Teatro Universitário) e de extensão serão suspensas a partir desta quarta-feira, 18, por tempo indeterminado. A medida, tomada agora há pouco, dá continuidade à série de alterações em seus processos e procedimentos que a UFMG vem adotando há 15 dias como forma de contribuir para a mitigação do avanço da pandemia da Covid-19, provocada pelo novo coronavírus.

“Antes mesmo do registro de casos no Brasil, a UFMG já acompanhava atenta a situação, ciente de sua responsabilidade social e da força de sua presença no Estado. O Comitê de Enfrentamento – com participação de especialistas de diversas áreas do conhecimento – foi instituído com o objetivo de dar segurança à nossa comunidade e tranquilidade institucional. Quando ficou claro que havia a necessidade de instituir o distanciamento social, passamos a discutir esse posicionamento com o governo do Estado, porque essa é uma medida de forte impacto social, humano e econômico e não tem efetividade se não for coordenada com todos os atores”, explica a reitora da Universidade, Sandra Regina Goulart Almeida.

A medida foi anunciada após reunião com os reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (Foripes-MG), da qual participou o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais, Dario Brock Ramalho, que apresentou dados sobre a evolução epidemiológica da Covid-19 em Minas Gerais. Segundo, o estado apresenta um atraso de cerca de duas semanas em relação à situação nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. “Dentro da evolução da doença, Minas Gerais e a capital Belo Horizonte devem começar a registrar mais casos a partir desta semana, contudo, sem transmissão comunitária (quando não se pode mais identificar a trajetória do vírus)”, destacou.

A necessidade de articular as ações foi destacada pelo subsecretário, que agradeceu às instituições públicas de ensino superior o compromisso de todas de articular as suas ações, potencializando o impacto das decisões, e a contribuição em produção e disseminação de conhecimento sobre a nova doença. “Uma grande dificuldade que temos deve-se à inexistência de dados sobre o comportamento do vírus nos países tropicais. Estamos iniciando a geração desses dados porque estamos entre os primeiros países afetados. Olhamos com atenção as informações da epidemia nos países temperados, mas é preciso observar os dados da nossa realidade”.

A reitora Sandra Goulart Almeida explicou que o Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG acompanha diariamente a epidemiologia da Covid-19 de forma a racionalizar as ações tomadas na Universidade. “Temos 60 mil pessoas em nossa comunidade, não podemos simplesmente parar de uma hora para outra todas as atividades – quando não há orientação técnica para isso – e provocar uma série de impactos colaterais. Não podemos sobrecarregar rodoviárias, por exemplo, e parte expressiva de nossos alunos hoje não é da de Belo Horizonte. Muitos deles dependem dos nossos restaurantes universitários para se alimentar, precisamos continuar garantindo essa alimentação até a hora que for o momento de interromper completamente as atividades”, informou.

Em entrevista à TV UFMG, a reitora Sandra Goulart Almeida fala sobre as ações da Universidade para planejar as ações de contenção do avanço da pandemia:

Interrupção gradativa
Como observa continuamente a evolução da pandemia, o Comitê de Acompanhamento pode recomendar outras medidas. Foi decisão do comitê, na última sexta-feira, por exemplo, determinar a suspensão de eventos e limitar a participação de pessoas com mais de 60 anos e integrantes dos grupos considerados vulneráveis pelo Ministério da Saúde (portadores de HIV, transplantados, diabéticos, hipertensos, cardiopatas e pneumopatas), além de estender a limitação para gestantes e imunossuprimidos de maneira em geral.

De quarta (18) a sexta-feira (20), o Comitê discutirá a necessidade de trabalho remoto para os servidores técnico-administrativos e questões como as condições para a continuidade dos trabalhos de pesquisa, que não podem ser interrompidos, e a atuação de estagiários e bolsistas em projetos da própria universidade. Algumas questões dependem ainda de decisões administrativas no âmbito federal e da recomendação do governo de Estado para intensificação do distanciamento social.

Nem todos os estudantes e servidores técnico-administrativos seguem em plena atividade até a próxima quarta-feira. “A suspensão total das aulas presenciais a partir do dia 18 vale para todos os cursos. Mas até lá continuam valendo as recomendações de afastamento dos professores, estudantes e servidores técnico-administrativos que apresentem sintomas respiratórios, daqueles que tiveram contato com pessoas suspeitas ou confirmadas e também daqueles que integram os grupos de vulnerabilidade. Nesses casos, a UFMG já previa o trabalho domiciliar”, destaca a presidente do Comitê Permanente, Cristina Alvim.

Reunião com os diretores
Na tarde desta segunda-feira, a reitora e o vice-reitor, Alessandro Fernandes Moreira, também estão reunidos com os diretores das unidades acadêmicas e administrativas para articular as ações da progressiva paralisação de atividades da UFMG. Da reunião, que ocorre nesta tarde na Reitoria, também participam os pró-reitores acadêmicos e administrativos e a presidente do Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG, Cristina Alvim.

Em seguida, a reitora e o vice-reitor reúnem-se com os integrantes da equipe da Administração Central da Universidade. Na pauta os preparativos para a interrupção progressiva das atividades e o início de um trabalho que pretende construir orientações para o atendimento e encaminhamento de situações específicas. Também será discutido o relacionamento com parceiros externos. “Temos centenas de ações de extensão que podem ser prioridade de oferta justamente neste momento em que é necessário redobrar os cuidados com nossa população. Por isso, vamos fazendo o nosso planejamento juntamente com a interrupção das aulas. Afinal, é uma situação emergencial e estamos adotando esse encaminhamento com muita responsabilidade, serenidade em conformidade com os protocolos definidos pelas autoridades da área de saúde”, finalizou a reitora.

 

 

O novo coronavírus responsável pela doença Covid-19, exige de todos, cuidados básicos de higiene que podem reduzir o risco de transmissão e contágio. É importante a orientação correta sobre os cuidados efetivos para evitar tanto a negligência como o pânico desnecessário. Faça sua parte!

 

 

 

Com a comunicação do segundo caso confirmado de infecção pelo novo coronavírus (2019-nCoV) no Brasil – feita pelo Ministério da Saúde –, as estratégias de prevenção tornam-se mais importantes que nunca para reduzir as chances de uma epidemia. Pensando nisso, o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, foi convidado para responder algumas perguntas sobre a higiene respiratória e a prevenção da doença.

Quais cuidados básicos devemos ter para uma boa higiene respiratória?

A higiene respiratória começa bem antes de uma perspectiva epidêmica como essa. Ela tem início em uma alimentação com dieta balanceada, em manter-se sempre hidratado, praticar atividades físicas ao ar livre e, para os fumantes, controlar ou até mesmo cessar o tabagismo. Tudo isso contribui para a higiene respiratória.

E quando enfrentamos uma possível epidemia?

Em se tratando das infecções respiratórias, o mais importante é sempre lavar as mãos. Isso porque as mãos, sendo mecanismos de leva-e-traz, são sempre nosso modo mais fácil de contato com superfícies e corpos infectados.

Outras recomendações incluem evitar as aglomerações, mantendo uma distância mínima de um metro das pessoas, de modo geral. Àqueles que apresentem algum tipo de quadro respiratório, procurar usar sempre lenços de papel ao espirrar ou tossir, jogando-os no lixo.

O uso de máscaras pode ajudar na prevenção?

Para a população em geral, o uso é não apenas desnecessário, como pode até mesmo ser contraproducente, pois pode gerar uma falsa sensação de segurança. Além disso, ao usar a máscara, acabamos por levar as mãos ao rosto com mais frequência para ajustá-la. A recomendação é que apenas aqueles que apresentem sintomas respiratórios façam uso.

Ao higienizar as mãos, o que é recomendado: álcool em gel ou sabonete?

Tanto o álcool 70% quanto água e sabão são igualmente eficientes na desinfecção. A única situação na qual recomenda-se a preferência por água e sabão é quando as mãos apresentarem sujidade visível, como terra ou lama.

No caso de profissionais da saúde, que tipo de precaução devem tomar no trato com seus pacientes?

Cada nível de cuidado tem recomendações diferentes. Aqueles que vão atuar apenas em momentos de triagem, por exemplo, que não irão exercer contato direto com os pacientes, devem observar apenas os cuidados básicos, como qualquer pessoa. Já profissionais que realizarão exames, tendo contato próximo ou físico com pacientes, devem utilizar luvas, gorros, óculos e máscara, a fim de evitar infecções.

Para os grupos considerados vulneráveis, como os idosos e pacientes com condições crônicas, podemos dar recomendações adicionais?

Aqueles indivíduos que se enquadrem nos grupos de risco devem, mais do que nunca, trabalhar no controle de sua saúde respiratória e observar os níveis de glicose. Além disso, devem participar das campanhas de vacinação contra a gripe, importante pois, apesar de não cobrir a COVID-19, pode evitar outra infecção respiratória, além de reduzir possíveis confusões de sintomas e evitar o sufocamento do Sistema Único de Saúde (SUS). É também redobrada a recomendação de evitar aglomerações de pessoas e viagens a locais com histórico de transmissão da doença.

Ao observar a manifestação de sintomas, quais os serviços de saúde são indicados a serem procurados?

Caso manifestem sintomas, as pessoas devem sempre procurar a Unidade Básica de Saúde da região onde residem para buscar orientações sobre exames e procedimentos.

 

 

 

A partir de bactérias isoladas de queijos artesanais da região do Norte de Minas, pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG desenvolveram um leite fermentado com microrganismos vivos benéficos à saúde humana.

Rico nutricionalmente, o probiótico (produto alimentar que contém micro-organismos vivos cuja ingestão gera benefícios para a saúde) oferece benefícios como melhora da imunidade e complemento de vitaminas, além de ter baixo custo.

O produto foi desenvolvido a partir da avaliação em laboratório de 15 amostras de queijos da região. Após as análises, as bactérias apresentaram resultados positivos em todos os testes, apontando que o produto está apto para consumo humano.

A pesquisa foi desenvolvida pela nutricionista Amanda Cristina Mendes Gusmão, como dissertação de seu mestrado em Produção Animal.

O produto foi pauta da edição desta semana do programa Veredas da Ciência: pesquisas e projetos do Norte de Minas, veiculado pela Rádio UFMG Educativa Montes Claros. A produção e a reportagem são de Amanda Lelis.

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