Get Adobe Flash player

SAÚDE

Página 1 de 3012345678910...2030...Última »

 

 

A UFMG vai contar com apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para a realização, ainda neste ano, das fases 1 e 2 dos testes clínicos (em humanos) da principal candidata a vacina desenvolvida na Universidade contra a covid-19. Em reunião de plenário nesta quarta-feira, 14, que teve como convidada a reitora Sandra Goulart Almeida, o presidente da ALMG, Agostinho Patrus, comprometeu-se a incluir em projeto de lei relacionado à indenização da Vale pelos danos causados em Brumadinho a destinação de R$ 30 milhões para viabilizar os próximos passos dos estudos do produto, a cargo do Centro de Tecnologia em Vacinas (CTVacinas).
Sandra Goulart Almeida, que fez um relato aos deputados sobre o andamento das pesquisas, destacou a parceria que tem unido a UFMG e a Assembleia nos últimos anos e informou que a vacina utiliza plataforma tradicional, o que garante baixo custo e desenvolvimento mais simples e rápido. O produto é do tipo quimera proteica, que cria anticorpos e as células T de proteção. Nas primeiras etapas do estudo, a vacina propiciou 100% de proteção a camundongos. Ontem, foram iniciados os testes em primatas.
Segundo a reitora da UFMG, a vacina é uma das três em estágio mais avançado de testes no Brasil.O próprio CTVacinas trabalha em outras quatro vacinas, e o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade tem dois projetos com o mesmo objetivo.
“O esforço pelo desenvolvimento de vacinas com tecnologia 100% nacional é uma necessidade de caráter epidemiológico e social, mas também terá importante impacto econômico, na medida em que diminuirá nossa dependência de imunizantes e insumos do exterior”, afirmou Sandra Goulart Almeida, que mostrou aos deputados mineiros a grande diferença de custo entre produção doméstica e importação de vacinas e medicamentos. Ela ressaltou também que é possível prever a necessidade de campanhas periódicas de vacinação contra a covid-19, o que torna ainda mais importante o investimento na autossuficiência.
Outras pesquisas
A fase dos estudos da vacina iniciada nesta semana, com testes em macacos, vai medir a capacidade da resposta imune na produção dos anticorpos que combatem o Sars-Cov-2. O passo seguinte, dos testes clínicos em humanos, incluirá a produção de um lote-piloto do produto, o que demanda maior volume de recursos financeiros.
A reitora Sandra Goulart Almeida informou que as pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 foram iniciadas em março de 2020. O produto em fase mais adiantada, que tem sido chamado de Spintec, usa a técnica que consiste na fusão de duas proteínas, uma delas a Spyke, do novo coronavírus. O resultado é um antígeno único, a proteína chamada “quimera”.
Sandra lembrou que a UFMG participou dos estudos de fase 3 das vacinas Coronavac e da Janssen Farmacêutica, tem testado medicamentos contra a covid-19 com base em anticorpos monoclonais e desenvolveu metodologia para detecção rápida de variantes do Sars-CoV-2. Ela também mencionou o projeto da UFMG de transformar o CTVacinas em um centro nacional de desenvolvimento e produção de imunizantes. “É muito importante tirar partido da capacidade de instituições mineiras como a UFMG e a Fundação Ezequiel Dias para nos posicionarmos como alternativa para a produção de vacinais nacionais contra a covid-19 e outras enfermidades, atendendo o estado, o Brasil e até outros países”, afirmou a reitora.
Autora do requerimento que viabilizou a reunião de hoje, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) lembrou que Minas Gerais já soma quase 30 mil mortes causadas pela covid-19 e defendeu maior investimento do governo estadual. “O apoio à vacina da UFMG deve ser tratado como política pública de prevenção. É também uma questão de soberania do Brasil e de Minas Gerais. Uma das lições da pandemia é a capacidade de resposta das instituições públicas como a UFMG”, afirmou. Beatriz Cerqueira disse que destinou à UFMG R$ 1 milhão de sua verba de emenda individual, também como “ato político”, de incentivo à alocação de recursos para essa finalidade.
Laura Serrano (Novo) defendeu que a pandemia exige, além das ações emergenciais, o investimento em soluções conjuntas de mais longo prazo. “O apoio às pesquisas sobre vacinas transcende a questão do protagonismo político. Precisamos dos esforços de todos”, disse a deputada, que destinou R$ 2 milhões de sua cota às pesquisas da UFMG. O deputado André Quintão (PT) afirmou que iniciativas da UFMG devem ser fortalecidas, porque “a vacina é o caminho para a proteção social”. Doutor Jean Freire (PT) manifestou total apoio à disposição da Assembleia para viabilizar alocação de recursos. “Estou muito feliz com essa reunião. Esta Casa abre as portas para o saber e ouve a ciência.”
Carlos Pimenta (PDT) destacou os “resultados excepcionais” obtidos até então pela UFMG. “Temos competência para desenvolver e produzir vacinas em nosso estado e precisamos estar preparados para a necessidade de novas vacinas”, afirmou.
Fonte: Itamar Rigueira Jr.

 

 

UFMG precisa de R$ 30 milhões para avançar às etapas 1 e 2 dos testes clínicos da vacina contra a covid-19, a Spintec, desenvolvida no CTVacinas e uma das três mais adiantadas em estudo no país. Nas últimas semanas, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida vem-se reunindo com parlamentares e autoridades de várias instâncias governamentais em busca de apoio financeiro.
 
“É um trabalho incessante, e, felizmente, a acolhida tem sido a melhor possível. Já conseguimos o apoio de alguns deputados estaduais, e a bancada mineira na Câmara Federal também está empenhada em liberar recursos. Além disso, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do prefeito Alexandre Kalil, manifestou total apoio e garantiu que contribuirá com recursos para não deixar a pesquisa ser interrompida”, informa a reitora.
 
Na próxima quarta feira, dia 14, Sandra Goulart irá à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a convite do presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), e por requerimento da deputada Beatriz Cerqueira (PT), para apresentar estudos em andamento que tratam do desenvolvimento e da produção de vacina contra a covid-19 pela UFMG. “Todos os apoios e esforços serão necessários”, afirma a reitora, que também acredita que o imunizante será selecionado para receber financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
 
Bancada federal
Sandra Goulart e a professora Ana Paula Fernandes, do CTVacinas, reuniram-se, no último dia 7, com deputados da bancada mineira da Câmara Federal para apresentar os resultados preliminares da pesquisa da UFMG e solicitar suporte financeiro para o prosseguimento dos testes. A candidata vacinal do CTVacinas da UFMG, que está em estágio mais adiantado, conta com financiamento inicial do MCTI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e precisa de mais recursos para seguir em frente.
 
O imunizante foi aplicado em camundongos e alcançou efetividade de 100% – todos os animais expostos ao vírus e vacinados sobreviveram. A próxima etapa é o teste em símios, e, em seguida, serão feitos os testes clínicos (em humanos). Os R$30 milhões são necessários para a realização das etapas 1 e 2, que antecedem a fase 3, o último estágio dos estudos em humanos. A expectativa dos pesquisadores, caso a UFMG consiga recursos para dar continuidade à pesquisa, é que a vacina esteja disponível, em 2022, para produção em escala industrial e para campanhas de vacinação da população brasileira.
 
O encontro com os parlamentares federais foi articulado pelo deputado federal Diego Andrade (PSD), líder da bancada mineira e da maioria na Câmara dos Deputados. “Todos manifestaram apoio à ciência, à pesquisa, ao desenvolvimento de uma vacina com tecnologia totalmente brasileira e se comprometeram a apoiar a iniciativa da UFMG”, disse a reitora Sandra Goulart Almeida.
 
Diego Andrade avalia que é fundamental que o Brasil tenha uma vacina nacional. “Estou impressionado com o trabalho sério e o nível de tecnologia que temos dentro do CTVacinas da UFMG. No que depender do nosso mandato, haverá sempre o apoio irrestrito para que possamos produzir uma vacina 100% brasileira”, afirmou o parlamentar.
 
A candidata a vacina da UFMG apresenta resultados animadores, garante a professora Ana Paula Fernandes. “É um imunizante de fácil produção e baixo custo. Os resultados têm demonstrado sua eficácia em relação às novas variantes do coronavírus identificadas no Brasil e no Reino Unido. Se recebermos os recursos, estaremos prontos para fazer os testes clínicos a partir de setembro deste ano”, estima a pesquisadora.
 
Bancada estadual
O projeto de pesquisa da vacina da UFMG receberá R$ 2 milhões destinados por emenda parlamentar individual da deputada estadual Laura Serrano (Novo). A deputada mineira reuniu-se com a reitora da UFMG na semana passada e, ao tomar conhecimento dos primeiros resultados da pesquisa, decidiu apoiar o projeto e levou a proposta ao deputado federal Diego Andrade, que organizou a reunião com a bancada federal mineira.
 
Nesta sexta-feira, dia 9, a reitora apresentou o projeto para o deputado estadual Bartô, também do Novo, que estuda a possibilidade de destinação de recursos, via emenda parlamentar individual. A previsão é de repasse de R$ 700 mil. O deputado é coordenador da Frente Parlamentar de Vacinação em Minas Gerais.
 
Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, o desenvolvimento de vacinas brasileiras é uma questão de soberania nacional. “Precisamos que os investimentos sejam feitos nas universidades federais e nas instituições públicas de pesquisa, de modo a fornecer condições para que as vacinas possam ser produzidas no país. Isso também trará enorme benefício econômico, uma vez que barateia os custos de produção”, diz a reitora, lembrando, ainda, que o novo coronavírus continuará por muito tempo e que novas vacinas deverão ser desenvolvidas inclusive para neutralizar as variantes do Sars-CoV-2, que têm maior capacidade de transmissão.
 
Imunizante do CTVacinas é versátil e de fácil produção
Um dos sete projetos de imunizantes em estudo na UFMG contra a covid-19, a vacina Spintec, do CTVacinas da UFMG, vale-se de uma proteína recombinante como plataforma. Bastante versátil, essa candidata vacinal é tida como de fácil fabricação. A administração é intramuscular, em duas doses.
 
A pesquisa que deu origem a essa vacina baseou-se na modificação genética da bactéria E.coli, que recebeu pedaços do genoma do Sars-Cov-2 para que fosse possível produzir as duas proteínas que o coronavírus utiliza para infectar as células humanas (S e N). O composto, chamado de “quimera proteica”, é então injetado no corpo humano e induz à resposta imune. O estudo é financiado pelo CNPq e pelo MCTI.
 
Sandra Goulart informa que a UFMG e a Fundação Ezequiel Dias (Funed) estudam parceria para a fabricação da Spintec após sua aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conclusão das etapas de testes. Um termo de confidencialidade entre as duas instituições está sendo elaborado, e os detalhes da parceria serão definidos posteriormente.
 
Os outros seis estudos (quatro no próprio CTVacinas e dois no ICB) recorrem a vetores e plataformas variados, como vírus, adenovírus, DNA, RNA mensageiro e até os Bacilos Calmette-Guérin (BCG), agentes causadores da tuberculose.
 
Fonte: CT Vacinas, UFMG

 

 

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, liderado pelos professores Renato Santana e Renan Pedra de Souza, acaba de desenvolver um teste rápido e de baixo custo que consegue detectar as variantes do novo coronavírus mais presentes no Brasil e no mundo: as brasileiras (P1, mais conhecida como a variante de Manaus, e P2), a B.1.1.7 (inglesa) e a B.1.351 (africana).
Enquanto o sequenciamento genético convencional, método mais usado para detectar as variantes do Sars-CoV-2, leva até seis semanas para ficar pronto e pode custar de R$500 a R$600 por amostra analisada, o teste desenvolvido na UFMG custa em média R$70 e mostra resultados em apenas seis horas.
Segundo Renato Santana, docente do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB, o novo método oferece outras vantagens quando comparado ao sequenciamento genético tradicional. “Quando realiza o sequenciamento convencional, você faz uma projeção, pois ele é feito apenas com centenas de amostras. Com o novo teste, que consegue varrer um número muito maior de amostras, é possível visualizar a frequência das variantes de forma mais fidedigna e condizente com a realidade. Além disso, qualquer laboratório que já realiza o PCR é capaz de fazer esse teste de diagnóstico das variantes, diferentemente do sequenciamento, que exige máquinas caras e disponíveis em poucos ambientes.
O professor acrescenta que a técnica desenvolvida na UFMG não identifica novas variantes, mas revela quais delas, já conhecidas, estão presentes nas amostras analisadas. “O sequenciamento genético ainda é importante porque somente ele é capaz de descobrir uma variante nova, até então desconhecida. Mas, depois da descoberta, o teste que desenvolvemos se torna a melhor ferramenta para detecção, pois pode ser constantemente adaptado para reconhecer as que aparecem. Os dois testes são, portanto, complementares”, afirma Santana.
Conhecendo o inimigo
Renato Santana destaca a importância de conhecer as variantes que prevalecem no país. Segundo o pesquisador, “é necessário saber quais estão circulando nas diversas regiões brasileiras e por que algumas estão associadas à maior taxa de transmissibilidade da covid-19″. Ele destaca que algumas mutações ocorrem na região da proteína de superfície do Sars-CoV-2, responsável pela introdução do vírus na célula. “Essas mutações facilitam a entrada do vírus e, quanto mais vírus entra na célula, maior será a carga viral no organismo e, consequentemente, a taxa de transmissibilidade por aquele paciente”, ressalta o professor do ICB.
Santana conta que, até há pouco tempo, os pesquisadores acreditavam que as novas variantes aumentavam apenas a taxa de transmissibilidade. Porém, estudo publicado na revista Nature mostrou que a variante da Inglaterra, por exemplo, está associada também ao aumento da letalidade. Ela aumenta o índice de mortes em 59%, principalmente em homens com mais de 51 anos.
“Isso nos preocupa bastante, porque a P1, de Manaus, tem a mesma mutação que essa variante inglesa. Precisamos conhecer a distribuição das variantes nas regiões do país para que os hospitais possam preparar suas estruturas para o atendimento de pacientes em estado grave onde essas variantes prevaleçam. É uma questão de planejamento de saúde pública”, diz.
Renato Santana acrescenta que, uma vez que estudos já comprovaram que a variante de Manaus (P1) está associada à carga viral mais alta nos indivíduos, os pesquisadores agora estão investigando a P2, a de maior prevalência em Belo Horizonte, onde apareceu em mais de 90% das amostras coletadas. Para isso, o grupo pesquisa em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), mapeando amostras de todo o estado. Paralelamente ao estudo estadual, o grupo de pesquisadores desenvolve uma investigação de abrangência nacional em conjunto com o Instituto Hermes Pardini.
“Como o Hermes Pardini tem unidades em todo o território brasileiro, conseguiremos analisar mais de cinco mil amostras nos 27 estados. Essas análises nos darão um panorama atualizado da frequência das variantes de Sars-CoV-2 no país e possibilitarão planejar melhor o combate à pandemia”, afirma o professor do ICB.
Fonte: Luana Macieira

 

 

O campus Pampulha da UFMG vai abrigar neste sábado, 6 de março, um posto de vacinação da Prefeitura de Belo Horizonte no sistema drive-thru, em que as pessoas não saem do carro. Idosos de 86 a 88 anos residentes em Belo Horizonte receberão a segunda dose da vacina Coronavac, que será aplicada por equipe da Prefeitura. Na próxima semana (8 a 12 de março), pessoas de 80 a 85 anos serão imunizadas com a primeira dose.
O posto será montado na Unidade Administrativa II (entrada pela Avenida Abrahão Caram, 763, bairro São José) e funcionará das 8h às 15h.
Os profissionais da PBH contarão com apoio de infraestrutura – sobretudo de refrigeração para a conservação das vacinas – do Departamento de Atenção à Saúde do Trabalhador (DAST), vinculado à Pró-reitoria de Recursos Humanos da UFMG, que tem sede no prédio da Unidade II. O campus Pampulha é um dos três postos extras exclusivos para o drive-thru.
Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, a UFMG tem oferecido apoio em várias áreas à Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia. Ela observa que o fácil acesso e os espaços amplos do campus favorecem a adoção do sistema em que as pessoas são vacinadas dentro dos automóveis. “O campus Pampulha é adequado ao objetivo de evitar aglomeração na espera pela vez de vacinar e o desconforto que as filas representam para os idosos”, ressalta.
Sandra Almeida afirma que a participação da UFMG nessa etapa do combate à pandemia, em que se priorizam os grupos vulneráveis, “reforça a atuação responsável e solidária da comunidade universitária”. “Estamos, como sempre, à disposição dos órgãos públicos, de todas as esferas, para otimizar as ações de enfrentamento à covid-19”, frisa.
Nos últimos anos, a UFMG tem feito parcerias com a Prefeitura em campanhas de imunização. O campus Pampulha abrigou postos de vacinação contra a influenza de 2018 a 2020. Em 2019, integrou a campanha da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Em 2017, foi a vez da imunização contra a febre amarela. Todos os anos, o público específico do Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh é atendido prioritariamente como estratégia do Plano Nacional de Imunização (PNI).
De acordo com a vice-diretora do Dast, Catarina Mota Coelho, os profissionais do HC que atuam na linha de frente do combate à pandemia e que integram o principal grupo prioritário para a vacinação foram imunizados em fevereiro, com a primeira e a segunda doses da Coronavac.
Comunidade da UFMG
A administração da UFMG repassou às secretarias municipais de Saúde e Educação de Belo Horizonte os quantitativos referentes à comunidade universitária que devem ser incluídos na escala de grupos prioritários para a vacinação estabelecida pela Prefeitura. Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, professores, servidores técnico-administrativos, profissionais terceirizados e estudantes da UFMG podem ser contemplados como “demais trabalhadores da saúde” e “trabalhadores da educação”, categorias mencionadas nos itens 8 e 18 da escala de prioridades de vacinação da PBH.
Na semana de 8 a 12 de março, o posto da UFMG vai receber pessoas de 83 a 85 anos de idade todos os dias. Os idosos de 82 anos serão vacinados somente a partir da terça-feira, dia 9; os de 81, a partir da quarta, dia 10, e os de 80 anos, na quinta e na sexta-feira, dias 11 e 12.
Outras informações sobre a vacinação contra a covid-19 em Belo Horizonte estão disponíveis no portal da Prefeitura.
Fonte: Itamar Rigueira Jr.

 

Pfizer/BionTech, Oxford/AstraZeneca, Moderna, Sinopharm, Sputnik V, Coronavac e Covaxin são algumas das vacinas que já estão sendo aplicadas em todo o mundo como estratégia de combate à pandemia de covid-19. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma vacina leva cerca de 10 anos para ser desenvolvida. No caso da infeção pelo coronavírus, os estudos focados no desenvolvimento de imunizantes ocorreram em tempo recorde – cerca de um ano depois do início da pandemia, já existem vacinas comprovadamente eficazes sendo aplicadas.
Com o objetivo de agilizar a vacinação no Brasil, universidades brasileiras e institutos de pesquisas também estão na corrida para o desenvolvimento de um imunizante nacional. Hoje, a UFMG trabalha com sete projetos: cinco no CTVacinas, parceria estabelecida entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), e duas no Instituto de Ciências Biológicas (ICB).
Segundo Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do CTVacinas e professora da Faculdade de Farmácia da UFMG, a busca por uma vacina brasileira que previna a covid-19 é importante para frear a pandemia e ajudar o país a criar as bases para a produção de imunizantes contra outras doenças no futuro. “Todo o conhecimento adquirido nos estudos para a vacina contra a covid-19 será útil para que possamos criar vacinas contra outras doenças, visto que alguns processos se repetem em todo o percurso de desenvolvimento de um imunizante. Além disso, desenvolver os passos de uma vacina no Brasil é fundamental para a soberania nacional, pois nos garante certa independência no combate às doenças”, diz.
No CTVacinas, são três imunizantes que utilizam plataformas de vetores virais, um baseado em proteína recombinante e outro que utiliza DNA. Já no ICB, uma das vacinas desenvolvidas utiliza RNA, e a outra, bacilos de Calmette-Guérin (BCG).
As sete vacinas (que serão explicitadas a seguir) estão na fase de estudos pré-clínicos, aquela em que os pesquisadores avaliam a sua imunogenicidade, ou seja, a capacidade da substância de provocar uma resposta imune do organismo por meio do desenvolvimento de anticorpos que combatem a doença. Essa fase também atesta os níveis de proteção e segurança do imunizante em animais.
Segundo Ana Paula Fernandes, todas as plataformas utilizadas nas pesquisas feitas na UFMG já são usadas no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, o que ajuda a garantir a segurança dos imunizantes. Além disso, apesar de todas essas vacinas ainda estarem na fase pré-clínica dos estudos, cada uma delas apresenta complexidades próprias e seria produzida de maneira diferente, caso comprovadamente eficiente.
“Precisamos lembrar que a produção de uma vacina é um processo complexo. Para ganharmos tempo, embora ainda estejamos na fase de testes em animais, o CTVacinas já está conversando com as fábricas que poderão produzir os imunizantes para as fases de testes clínicos em humanos. Também estamos conversando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que, quando autorizadas as fases clínicas, isso seja feito o mais rapidamente possível. O Brasil tem pressa para vacinar a sua população, então é importante que consigamos financiamento para as próximas etapas dos estudos”, diz.
Conheça os sete imunizantes:
Vírus MVA usado como vetor: utiliza, como plataforma, o vírus MVA, que já é empregado como vetor na vacina contra a varíola. O vírus MVA recebe genes do Sars-CoV-2 e passa a produzir as proteínas S (Spike) e N (do nucleocapsídeo viral) do novo coronavírus, que são utilizadas por ele para infectar as células humanas. Em contato com as células do paciente, o vírus induziria o organismo à resposta imune contra a covid-19. Essa vacina prevê a imunidade por meio de duas doses, aplicadas em via intramuscular. Os estudos que podem dar origem ao imunizante estão sendo financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Vírus Influenza usado como vetor: também prevê a aplicação em duas doses, porém por via intranasal. Nesse estudo, foram feitas alterações genéticas no vírus H1N1, que causa a gripe. Depois dessas alterações, o vírus da gripe tornou-se capaz de transportar parte da proteína S do Sars-CoV-2, que possibilita que o vírus infecte as células humanas. A intenção é que, depois de inserido no organismo, o vírus dotado dessa parte dessa proteína estimule o corpo humano a produzir os anticorpos para a covid-19, ao mesmo tempo que protege o organismo da influenza, tornando-se assim uma vacina ambivalente. Essa pesquisa é feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de São Paulo (USP), com financiamento do CNPq, do MCTI e da Fundação Oswaldo Cruz.
Adenovírus (Ad5) usado como vetor: também de administração intramuscular e aplicada em duas doses, essa vacina consiste na modificação genética do Adenovírus 5, que provoca infecções respiratórias. Os cientistas inserem partes do genoma do Sars-CoV-2 no adenovírus, que se torna capaz de produzir as proteínas S e N do coronavírus (as utilizadas pelo vírus para infectar as células humanas). O produto será então introduzido no organismo humano, estimulando-o a produzir anticorpos contra a covid-19. O mecanismo é o mesmo empregado no desenvolvimento da vacina Oxford/AstraZeneca. A pesquisa é financiada pelo CNPq, por meio de edital do MCTI.
Proteína recombinante (“quimera”) usada como plataforma: bastante versátil, essa vacina é considerada a mais fácil de ser produzida. A administração é intramuscular, em duas doses. A pesquisa que deu origem ao desenvolvimento desse imunizante baseou-se na modificação genética da bactéria E.coli, que recebeu pedaços do genoma do Sars-Cov-2 para que fosse possível produzir as duas proteínas que o coronavírus utiliza para infectar as células humanas (as proteínas S e N). O composto, chamado de “quimera”, é então injetado no corpo humano e induz à resposta imune. Por ter um método de produção mais simples, essa vacina poderia ser produzida na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais. A pesquisa é financiada pelo CNPq e pelo MCTI.
DNA: é o imunizante mais adiantado entre os que estão sendo desenvolvidos no CTVacinas. Os antígenos do Sars-Cov-2 são incluídos em um plasmídeo, o que promove sua expressão nas células do organismo e apresentação ao sistema imune, induzindo à resposta celular de defesa. Mais estável que o RNA, o DNA viabiliza que essa vacina seja mais facilmente trabalhada, uma vez que ela pode ser armazenada em freezers comuns, facilitando, assim, o armazenamento e a logística de distribuição. O processo de produção se assemelha ao das vacinas de RNA, porém com o acréscimo de uma etapa, a de transcrição do DNA em molécula de RNA. A pesquisa é financiada pelo CNPq e pelo MCTIC.
RNA mensageiro: o mRNA (ou RNA mensageiro sintético) é encapsulado por um elemento transportador de proteínas, o lipossomo. Tal estrutura tem fácil acesso às células do corpo humano depois de inoculada porque é reconhecida como um elemento do organismo. Já dentro da célula, o composto mimetiza a proteína S do vírus Sars-Cov-2, incentivando a resposta imune do organismo. Essa vacina, que pode ser facilmente adaptada para eventuais mutações do coronavírus, tem aplicação intramuscular, em duas doses. O projeto é financiado pelo CNPq, por meio de edital do MCTI.
Bacilos de Calmette-Guérin (BCG) usados como vetores: de aplicação intramuscular, essa vacina baseia-se na inserção de sequências do genoma do Sars-Cov-2 em bacilos de Calmette-Guérin (BCG), os causadores da tuberculose. O objetivo é que a modificação genética induza os bacilos a produzir as proteínas S e N do Sars-Cov-2. A vacina é ambivalente, pois, depois de inserido no organismo, o composto o estimula a produzir anticorpos contra covid-19 e a própria tuberculose. Esse imunizante é considerado muito seguro porque parte de uma vacina já bem conhecida, a BCG. Isso gera expectativa de mais rapidez nas fases de testes em humanos. A vacina está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Butantan, com financiamento do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Fonte: Luana Macieira
Página 1 de 3012345678910...2030...Última »
Notícias por categoria
Notícias anteriores
Comentários