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SAÚDE

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A partir de bactérias isoladas de queijos artesanais da região do Norte de Minas, pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG desenvolveram um leite fermentado com microrganismos vivos benéficos à saúde humana.

Rico nutricionalmente, o probiótico (produto alimentar que contém micro-organismos vivos cuja ingestão gera benefícios para a saúde) oferece benefícios como melhora da imunidade e complemento de vitaminas, além de ter baixo custo.

O produto foi desenvolvido a partir da avaliação em laboratório de 15 amostras de queijos da região. Após as análises, as bactérias apresentaram resultados positivos em todos os testes, apontando que o produto está apto para consumo humano.

A pesquisa foi desenvolvida pela nutricionista Amanda Cristina Mendes Gusmão, como dissertação de seu mestrado em Produção Animal.

O produto foi pauta da edição desta semana do programa Veredas da Ciência: pesquisas e projetos do Norte de Minas, veiculado pela Rádio UFMG Educativa Montes Claros. A produção e a reportagem são de Amanda Lelis.

 

 

 

Evidências científicas apontam que o contato com espaços verdes contribui com a promoção de saúde mental dos indivíduos. Pensando nisso, o projeto Jardins do Borges – financiamento colaborativo promovido na UFMG para melhoria de espaços do Hospital Borges da Costa – poderá aprimorar o tratamento e promover a saúde de crianças, adultos e idosos de Belo Horizonte.

“A relação entre a urbanicidade (cidades grandes, trânsito, poluição do ar e sonora, etc.) com um maior risco de desenvolver transtornos mentais está bem estabelecida e, por outro lado, vários estudos apontam que espaços verdes aumentam o bem-estar e promovem a saúde mental”, explica o professor Bernardo Viana, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG. “O impacto de espaços verdes ocorre mesmo dentro da cidade, relacionando-se com uma menor prevalência de transtornos mentais em uma área onde estes espaços estão disponíveis”, continua.

Em relação a espaços terapêuticos, ambientes arborizados têm apresentado resultados positivos no tratamento de crianças e adolescentes, assim como com pessoas com demências. “Promover o desenvolvimento de parques e jardins, assim como ações terapêuticas em espaços abertos com contato com a natureza, podem melhorar o bem-estar e promover a saúde mental”, garante o professor.

Ele explica que áreas verdes dentro do hospital, como na proposta do Jardins do Borges, quebram o estigma de local de doença e auxiliam na percepção de que aquele pode ser um lugar agradável. No caso das crianças, também há a percepção de que é um espaço adequado para brincar e ser criança.

Campanha Jardins do Borges
Os espaços ao fundo do hospital serão telados e receberão melhorias nos pisos, jardins, iluminação, além de instalação de playground de atividades infantis, labirinto sensorial (feito para estimular os sentidos das crianças) e mobiliário específico para alocar materiais de trabalho usados nas terapias, como equipamentos de fisioterapia e terapia ocupacional.

No Hospital Borges da Costa, algumas atividades já foram implementadas na área externa do serviço de psiquiatria, em ambiente aberto e com presença de árvores. É o caso de terapias em grupo – como o de cessação de tabagismo -, a arteterapia para idosos com depressão, a musicoterapia para pessoas com esquizofrenia e atividades de psicoeducação. Com as melhorias propostas, isso pode se intensificar, englobando também atividades terapêuticas de relaxamento e concentração (como o Mindfulness, Tai Chi Chuan e Lian Gong); assistidas por animais (como a utilização de cães em grupos de pacientes com autismo e demências), entre outras.

No caso de crianças com autismo, o estímulo sensorial do jardim pode ser terapêutico e auxiliar na superação de restrições relacionadas às texturas. Outro ponto positivo para crianças é o potencial de integração de diferentes ambulatórios de especialidades do Hospital, o que permitiria a interação dos pacientes em tratamento de diversas doenças. O ambiente projetado também beneficia adultos, com melhorias terapêuticas e de mobilidade.

Qualquer pessoa poderá doar pela plataforma Benfeitoria. O projeto foi aberto dia 18 de novembro. As doações estão ligadas a recompensas, entregues caso se alcance o valor estabelecido. Quem contribuir poderá receber de ecobag e camiseta até convites para a Semana de Inovação e jantar especial do Chef Leo Paixão, no restaurante Glouton. Caso o valor de doações necessárias para execução do projeto não seja atingido, os doadores recebem de volta o investimento realizado.

 

 

 

Pela primeira vez, o campus Saúde recebeu a Feira Agroecológica, já tradicional no campus Pampulha. A atividade faz parte de um projeto de extensão vinculado à disciplina Estágio Supervisionado em Internato Rural, do curso de Nutrição da Escola de Enfermagem.

A feira reuniu produtores vinculados à Associação de Agricultores Agroecológicos e Biodinâmicos da Serra do Rola Moça e dos municípios de Conceição do Mato Dentro, Ibirité, Santana do Riacho e Pains.

O objetivo é estimular o consumo de frutas, verduras e legumes provenientes da produção agroecológica e promover reflexões sobre o uso de agrotóxicos na produção de alimentos.

A feira terá novas edições nos dias 29 de novembro, 6 e 13 dezembro, das 10h às 14h, no campus Saúde.

 

 

 

Parceria do campus Saúde com o Departamento de Química do ICEx possibilitou a criação de nova tecnologia, de baixíssimo custo, capaz de combater larvas e ovos do mosquito Aedes aegypti mesmo em águas extremamente sujas, como a de esgotos. Trata-se de uma pastilha feita com tijolo de cerâmica tratado quimicamente, que é eficaz em locais inóspitos, como bueiros e ralos, onde não há luz ou água limpa. O larvicida, desenvolvido por equipe coordenada pelo professor Jadson Belchior, tem reduzido, em mais de 80%, a população do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika no campus Saúde.

O dispositivo foi criado a partir de uma demanda do campus, que tem os bueiros como principal foco de proliferação desses vetores. Esse comportamento foge do habitual, uma vez que o Aedes aegypti costuma depositar ovos em recipientes com água limpa.

“Nas unidades do campus, os vasinhos de plantas foram reduzidos. O mosquito provavelmente está fora dos prédios e migrando para dentro. Os bueiros acumulam água parada e nutrientes gerados por folhas secas. E é justamente disso que os ovos precisam para virar larvas”, detalha Jadson Belchior.

A pesquisa foi iniciada no começo deste ano, em continuidade a estudos desenvolvidos no ano anterior, também em parceria com o campus Saúde. Essas pastilhas têm como suporte uma cerâmica, que é impregnada com moléculas nocivas à larva, mas com nível de concentração que não faz mal ao ser humano.

O material larvicida é liberado de forma lenta e controlada quando entra em contato com a água, por cerca de 6 a 7 semanas, o que inibe o desenvolvimento dos ovos na fase larvária, impedindo-os de eclodir ou matando as possíveis larvas que eclodiram. Assim, o processo reduz drasticamente a proliferação dos mosquitos em locais inóspitos como bueiros, bocas de lobo, sifões de pias e ralos, que costumam acumular água no fundo.

A tecnologia também consegue eliminar larvas e ovos de outros mosquitos que se originam em fase aquática, como o vetor da malária e febre amarela, além de inibir a proliferação de escorpiões e baratas como efeito colateral, afastando-os dos locais onde o larvicida é colocado.

Belchior explica que a pastilha foi criada a partir de outra tecnologia também desenvolvida sob sua coordenação, em parceria com a Vértica Tecnologia e Inovação Ltda, e já patenteada pela UFMG.

 

 

Pacientes atendidos no Hospital Borges da Costa, parte do complexo hospitalar do Hospital das Clínicas da UFMG, poderão contar com um espaço novo, interativo e divertido. Essa é a proposta de um crowdfunding (financiamento colaborativo) promovido na Universidade: o projeto Jardins do Borges, iniciativa de extensão da Faculdade de Medicina. Esses Jardins foram idealizados por professores do Departamento de Saúde Mental da Faculdade e visam a melhoria da qualidade de vida de crianças, adultos e idosos em tratamento psiquiátrico e oncológico.

Os espaços ao fundo do hospital serão telados e receberão melhorias nos pisos, jardins, iluminação, além de instalação de playground de atividades infantis, labirinto sensorial (feito para estimular os sentidos das crianças) e mobiliário específico para alocar materiais de trabalho usados nas terapias, como equipamentos de fisioterapia e terapia ocupacional. “Nossa meta inicial é a revitalização de duas áreas, sendo que uma delas será destinada apenas a crianças, com estrutura voltada às atividades infantis, e a outra para os adultos e idosos”, conta a professora Débora Marques, que está à frente do projeto.

O espaço já recebe oficinas de arte e música. A ideia é que isso se amplie. “Crianças que não param quietas – simplesmente porque não conseguem parar – e idosos poderão estar em uma sala de espera dinâmica, aonde se intervém e se entretém, além de socializar e otimizar o tempo para trabalhar habilidades”, explica a professora.

Qualquer pessoa poderá doar pela plataforma Benfeitoria. O projeto estará aberto a partir do dia 18 de novembro e receberá doações até 7 de fevereiro de 2020. As doações estão ligadas a recompensas, entregues caso se alcance o valor estabelecido. Quem contribuir poderá receber de ecobag e camiseta até convites para a Semana de Inovação e jantar especial do Chef Leo Paixão, no restaurante Glouton. Caso o valor de doações necessárias para execução do projeto não seja atingido, os doadores recebem de volta o investimento realizado.

Esse é um dos primeiros financiamentos colaborativos promovidos pela UFMG. “Os recursos públicos têm sido cada vez mais exíguos para novos investimentos e a campanha de crowdfunding é uma forma de dar voz àquilo que achamos que pode ser importante financiar, trabalhar por, criar e estimular”, explica. A captação se dá por intermédio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e tem amparo na Lei nº 8.958/94.

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