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INFORMAÇÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta semana, o teste sorológico IgG desenvolvido pela UFMG para a detecção dos anticorpos produzidos pelo corpo humano contra a covid-19 após a vacinação ou uma eventual contaminação. Para detectar os anticorpos produzidos, o teste avalia o sistema imunológico da pessoa por meio do método Elisa (ensaio de imunoabsorção enzimática).
“Trata-se de um teste de elevado grau de sensibilidade e especificidade, que avalia o status imunológico da pessoa”, explica Flávio da Fonseca Guimarães, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e pesquisador do CTVacinas, centro de pesquisas onde o teste foi desenvolvido. “Isso significa que, se a pessoa teve covid-19, dengue ou gripe, por exemplo, o teste não se confunde”, ele exemplifica.
Além disso, informa Flávio da Fonseca, trata-se de um teste com vocação para se manter eficaz mesmo em face do advento de novas variantes. “Em vez de usar a proteína S [Spike], que fica na superfície do vírus e muda mais, ele usa a proteína N [nucleocapsídeo], que muda menos.” O registro do teste foi publicado pela Anvisa no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 4, como informa nota publicada pela Agência Brasil.
De saída, o teste já está licenciado para a Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com a aprovação da Anvisa, o produto já pode ser produzido em escala industrial e distribuído para o Sistema Único de Saúde (SUS). Paralelamente, o know-how do teste tramita na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), órgão da UFMG ao qual também podem recorrer indústrias privadas interessadas em fabricar o produto para laboratórios que fazem a testagem da covid-19.
Estimar a população imunizada
Desenvolvido no tempo recorde de cinco meses, o kit IgG da UFMG é o primeiro teste 100% brasileiro para a detecção da produção de anticorpos. Agora, com o avanço da vacinação e o início da queda do índice de infectados, esse tipo de diagnóstico – que mapeia não a infecção, mas a produção de anticorpos ocorrida no organismo pós-vacinação e/ou infecção – volta a ter uma importância fundamental no combate estratégico à crise sanitária, avalia Flávio da Fonseca.
O teste poderá colaborar para esclarecer a duração da imunização pela vacinação, por exemplo, de acordo com segmentações específicas, como tipos de vacinas, quantidade de doses, perfis de públicos, entre outras. “É um teste que poderá ser usado em estudos por amostragem, por exemplo, capazes de estimar o percentual da população efetivamente imunizada à medida que a vacinação avança”, exemplifica. Além disso, o teste também pode colaborar no esforço para mapear mais precisamente qual seria o percentual necessário de vacinados para se alcançar a imunidade coletiva, estágio que possibilitará o retorno da sociedade a uma vida comunitária mais segura.
O teste foi integralmente desenvolvido pelo CTVacinas. A professora Ana Paula Fernandes coordenou o projeto que resultou na prototipagem do kit. O professor Ricardo Gazzinelli, que também é pesquisador da Fiocruz Minas, conduziu o processo de escalonamento que viabilizou a produção industrial do teste. Santuza Teixeira e Natália Salazar trabalharam na expressão da proteína recombinante. A residente de pós-doutorado Flávia Fonseca Bagno também teve participação nos estudos.
As pesquisas foram financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-V) e pela Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). No âmbito da Rede Vírus, há um projeto nacional chamado Laboratórios de Campanha, que é coordenado por Ricardo Massensini, pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG e pesquisador do ICB. Os testes também estão sendo ofertados dentro desse projeto”, explica Flávio da Fonseca. Além da Bio-Manguinhos, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) iniciou a produção de insumos biológicos para o teste.
Fonte: Ewerton Martins Ribeiro (ufmg.br)

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

A UFMG aparece na quinta posição na América Latina, com 345 cientistas entre os 10 mil mais produtivos e influentes, e está entre as oito universidades mais bem classificadas dos países do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com 150 pesquisadores entre os 10 mil de maior produtividade e com maior impacto, segundo o AD Scientific Index 2021. Nos dois casos, é a universidade federal mais bem classificada.

A organização independente AD Scientific mede, por meio da combinação de diferentes índices e bancos de dados, o desempenho de produção dos cientistas e o impacto de seus estudos nos respectivos campos de pesquisa. As informações compiladas para o ranking refletem tanto a performance dos últimos cinco anos quanto a de toda a carreira.

Os rankings da AD utilizam nove parâmetros e consideram 12 grandes áreas do conhecimento (com 256 divisões). Para a mais recente edição do levantamento, foram coletados dados de 708.703 pesquisadores de 11.940 instituições localizadas em 195 países, que são agrupados em 11 regiões do globo.

Para o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, professor Mario Montenegro Campos, as posições de destaque ocupadas pela UFMG “em mais esse levantamento independente demonstram a alta qualidade, a relevância e o impacto da produção científica da Universidade nos contextos de um bloco econômico importante com participação do Brasil e do continente latino-americano”.

Publicações e citações
O AD Scientific Index combina indicadores como os do h-index, que considera número de citações recebidas pelas publicações, e do i10, que contabiliza os artigos com 10 ou mais citações, tomando como fonte, nesses dois casos, o Google Acadêmico, plataforma amplamente utilizada para pesquisa de literatura acadêmica.

O levantamento relativo aos Brics inclui 1.033 universidades dos cinco países-membros. O ranking da América Latina abrange 543 instituições.

As universidades dos Brics classificadas nas sete primeiras posições são, nesta ordem, USP, Tsinghua University (China), Unicamp, Unesp, Zhejiang University (China), Peking University (China) University of Cape Town (África do Sul). Na lista das instituições latino-americanas, as quatro mais bem posicionadas são USP, Unesp, Unicamp e Universidad Nacional de La Plata, na Argentina.

Fonte: ufmg.br

A ampla participação de professores, servidores técnico-administrativos e estudantes na consulta à comunidade é fundamental para conferir legitimidade e respaldo ao novo Reitorado que dirigirá a UFMG no mandato 2022-2026. A consulta vai subsidiar o Colégio Eleitoral na elaboração da lista tríplice que definirá os futuros dirigentes máximos da Instituição.
Uma única chapa se inscreveu – formada por Sandra Regina Goulart Almeida e Alessandro Fernandes Moreira –, e essa particularidade aumenta a importância do engajamento nos debates e na própria votação, avalia a presidente da Comissão Eleitoral, professora Maria Elisa Souza e Silva. “Isso dá mais representatividade à nova gestão”, justifica ela, em entrevista à TV UFMG.
Neste ano, em razão da pandemia, a votação será realizada exclusivamente por meio do Sistema de Consultas da UFMG, dotado de criptografia para garantir sigilo e segurança ao processo.
Fonte: ufmg.br

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