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INFORMAÇÃO

 

 

 

Para a elaboração do programa Future-se, proposto pelo MEC para a gestão das universidades e institutos federais, não foram feitos estudos de viabilidade e consultados os usuários e pessoas que têm conhecimento e experiência sobre o tema. Esse foi um dos aspectos destacados pelos participantes do debate sobre o programa realizado na tarde desta segunda-feira, 12 de agosto, na Faculdade de Medicina da UFMG. Esse e outros encontros que ainda terão lugar na Universidade seguem orientação do Conselho Universitário no sentido de que a comunidade acadêmica discuta a proposta.

Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, é preciso pensar sobre os impactos administrativos e legais do programa e abrir, o mais breve possível, o diálogo com diferentes instâncias do Congresso Nacional. Ela destacou, no entanto, que a prioridade continua sendo a liberação do orçamento das universidades federais. A UFMG teve R$ 64,5 milhões bloqueados. “Em setembro já teremos dificuldade de cumprir nossos compromissos. E não é possível pensar no futuro se não pudermos realizar nossa missão adequadamente”, disse Sandra.

O Future-se foi apresentado em 17 de julho, em Brasília, como iniciativa que visa ao fortalecimento da autonomia administrativa e financeira das universidades e institutos federais. Na base da proposta, que teria adesão voluntária das instituições, estão, entre outros aspectos, a parceria com organizações sociais e a criação de um fundo de investimentos com cotas negociadas em bolsa. Reitores reunidos nas últimas semanas, no âmbito de entidades como a nacional Andifes e o mineiro Foripes, manifestaram preocupação com a ameaça à autonomia universitária, o futuro do financiamento público das universidades e a necessidade iminente de modificação de diversas leis e normas de órgãos de controle.

Pontos obscuros
Responsável por apresentar as considerações iniciais do debate, o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, que é membro do Conselho Nacional de Educação, afirmou que a proposta do governo tem “muitos pontos obscuros e pouco elaborados” e que ela claramente se apoia “em matriz liberal, em que a métrica última é o dinheiro”.

Segundo Chico Soares, não há sentido em delegar a uma organização social a gestão administrativa, patrimonial e acadêmica das universidades, o que colocaria em questão a autonomia universitária. Ele lembrou ainda que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que a União repasse recursos suficientes para as instituições de educação superior, obrigação que parece ameaçada pela proposta do MEC, que valoriza o papel de outras fontes de recursos.

“Os valores estimados para os fundos de investimento parecem superdimensionados, e os conceitos que aparecem no texto sobre o tema são de difícil compreensão, a não ser para especialistas, o que se repete em outras partes da proposta’, disse Soares, que presidiu o Inep.

Ainda de acordo com Chico Soares, o desafio da comunidade acadêmica é analisar o documento segundo a forma de pensar da universidade, com o suporte da razão e dos princípios que são intrínsecos a ela. “Não faz parte da visão da universidade o imediatismo, o reducionismo. Nossa reflexão deve seguir a linha da liberdade de expressão e de produção e transmissão de conhecimento. É preciso fazer circular a informação e ouvir a comunidade universitária”, disse o professor emérito.

Soares lembrou que as universidades ainda enfrentam gargalos administrativos e legais e pregou a liberdade de uso dos recursos próprios. “É importante que essas dificuldades sejam discutidas”, defendeu.

Para Chico Soares, é preciso atuar de forma estratégica, mostrando os riscos da proposta do MEC e construir alternativas. “Devemos pensar sempre em preservar o sistema nacional de universidades, protegendo princípios como a gratuidade.”

Linha institucional
A vice-diretora da Faculdade de Medicina, Alamanda Kfoury Pereira, ressaltou que é importante que a comunidade, com base em sua consciência crítica, estabeleça, de forma coletiva, uma linha de ação institucional. Sonia Maria Soares, diretora da Escola de Enfermagem, destacou a “nossa responsabilidade de esclarecer todos os pontos da proposta e trabalhar no que acreditamos, preservando a universidade que estamos construindo”.

Professor da Escola de Engenharia, Evandro Gama defendeu que sejam viabilizadas parcerias de laboratórios da UFMG com empresas para o desenvolvimento de projetos, nos moldes do que se faz na Unicamp. Leonor Gonçalves, enfermeira e pró-reitora adjunta de Recursos Humanos – ela ressaltou que falava como servidora –, enfatizou a importância de que, paralelamente à ação institucional, trabalhadores e usuários das universidades se mobilizem politicamente para defender conquistas recentes como a inclusão de novos grupos sociais nos cursos da UFMG.

O risco de as universidades que não aderirem ao Future-se serem “garroteadas” pelo governo federal foi mencionado pela professora emérita Maria Lucia Malard, da Escola de Arquitetura. Para ela, não se pode admitir a ênfase na venda de serviços por parte das instituições, como está previsto pela proposta. “E o documento não fala em bolsas de pesquisa e extensão. Qual será o destino do CNPq e da Capes”, questionou.

A vice-presidente para o Sudeste da União Nacional dos Estudantes (UNE), Raiza Gomes, falou da dificuldade de os estudantes abordarem temas como assistência estudantil e extensão diante da proposta do MEC. “Temos que propor algo diferente, porque há risco de perdermos o que conquistamos com as cotas e o Reuni, por exemplo. E quem tem mais capacidade de conceber alternativas somos nós, da universidade”, afirmou a estudante de História da UFMG.

Luana Ramalho, presidente da União Estadual dos Estudantes, manifestou o temor de que o Future-se “abra brecha para a privatização das universidades”. Para ela, trata-se de projeto obscuro, que vai contra o “sonho de termos um Brasil desenvolvido e tecnológico”.

Evitar a reatividade foi a recomendação dada pela professora Juliane Correa, da Faculdade de Educação. “Temos que ser propositivos e superar as contradições internas, ser menos emocionais e mais racionais nesse momento político difícil.”

Maria Rosaria Barbato, da Faculdade de Direito e dirigente da Apubh, que representa os professores, afirmou que o Future-se é um primeiro passo de um movimento maior contra as universidades e que é preciso defendê-las porque são fundamentais para a emancipação da sociedade e dos trabalhadores. “Precisamos conversar com todos, dentro e fora da academia, porque a universidade pública é de todos”, disse.

Hoje, haverá novo encontro com a comunidade, para debate sobre o Future-se, a partir das 9h, no auditório do CAD1, campus Pampulha.

 

 

O Plantão Psicológico volta a atender alunos, professores, técnicos e terceirizados da UFMG depois de três anos. Oferecido pelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), o projeto de extensão tem o objetivo de beneficiar pessoas que sentem necessidade de conversar e refletir com um profissional sobre o momento que está vivendo.

O projeto vai receber pessoas que desejam expor uma situação de decisão, dúvida, dificuldade, angústia ou que apenas queiram conversar sobre a vida. Para participar, basta comparecer, às quintas-feiras, das 11h30 às 14h30, na sala de espera do SPA, na sala 2066, segundo andar da Fafich. As chamadas são feitas por ordem de chegada, das 12h às 16h. O atendimento é gratuito.

O serviço é prestado por equipe de 12 estudantes do curso de Psicologia da UFMG, sob a coordenação do professor Paulo Eduardo Evangelista. As sessões duram cerca de 50 minutos e são conduzidas por duplas de alunos do 5º período em diante.

Agilidade
Segundo o professor Evangelista, uma das vantagens do plantão é a rapidez e agilidade do processo, que propicia atendimento imediato. Ele destaca que a equipe numerosa possibilita atender numero significativo de pessoas.

O plantão teve início em 2006, mas foi extinto dez anos depois, com a aposentadoria do professor Miguel Mahfoud, último coordenador do projeto. Neste ano, Paulo Evangelista ingressou como docente na UFMG e decidiu retomar a iniciativa. “Vamos atender todos aqueles que comparecerem, e as pessoas podem vir com a frequência que desejarem” garante o professor.

Ele explica a importância de um atendimento profissional. “O sofrimento mental é mais bem cuidado por profissionais da psicologia.” A preocupação principal é a orientação sobre o sentido da vida e evitar que as pessoas alcancem estágios mais avançados de sofrimento.

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a secretaria do SPA pelo telefone (31) 3409-5070.

 

 

A Diretoria de Ação Cultural da UFMG promove entre os dias 19 e 22 de agosto, no Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1.534), a edição 2019 do Fórum UFMG de Cultura. Sob o tema Políticas e Gestão Cultural nas Instituições de Ensino Superior (IES), o evento irá refletir sobre a gestão cultural nas universidades públicas. Estarão presentes gestores de diversas IES nacionais, além dos convidados internacionais Rubens Bayardo Garcia (Argentina) e Paulo Pires do Vale (Portugal). As palestras e mesas-redondas são abertas a toda a população, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente em www.ufmg.br/cultura.

Iniciado em 2014, o Fórum de Cultura realizou diversos encontros com o intuito de estimular e potencializar a formulação de políticas institucionais no âmbito da UFMG. Em 2019, o encontro promove debates em nível internacional e nacional, propiciando a troca de experiências entre gestores, população e comunidade acadêmica.

Segundo o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli, o princípio geral do Fórum é o entendimento da cultura como um direito básico do cidadão. Desde sua criação, pauta-se pela promoção da diversidade cultural, democratização da produção e do acesso à cultura, responsabilidade socioambiental, promoção da interlocução entre múltiplos territórios e cartografias culturais e pela discussão de políticas de fomento.

As atividades integram a programação do Encontro Internacional Arte, Cultura e Democracia no Século XXI, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Palestras
Na segunda-feira (19) às 14h, acontece a abertura do Fórum com a presença da reitora Sandra Regina Goulart Almeida e do diretor de Ação Cultural da UFMG Fernando Antonio Mencarelli. Em seguida, Antonio Albino Canelas Rubim, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, abrirá a rodada de palestras com o tema “Universidade, Políticas e Planos de Cultura”. Às 16h, o pró-reitor de Cultura da Universidade Federal do Cariri, Robson Almeida, discutirá os desafios de se institucionalizar a cultura nas IES.

Na terça (20), acontece a mesa-redonda “Políticas e planos de cultura na universidade”, com a participação de Alexandre Molina (Universidade Federal de Uberlândia), Jonas Defante (Instituto Federal Fluminense) e Patrícia Silva Dorneles (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O último dia (22) contará com dois palestrantes internacionais. Às 14h, o argentino Rubens Bayardo Garcia falará sobre a experiência em gestão cultural na Universidade de San Martín. O encerramento do fórum será às 16h, com palestra sobre a estratégia do Plano Nacional das Artes de Portugal, que prevê abranger todo o universo escolar português no período 2019-2024. Quem apresenta é o comissário do plano, Paulo Pires do Vale.

GT gestores da região Sudeste
Na quarta (21), o evento será fechado ao público para abrigar as discussões do Grupo de Trabalho do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste. O GT visa a formulação dos Planos de Desenvolvimento Institucional e Planos de Cultura das IES e é um desdobramento da articulação nacional de gestores de cultura por meio do Fórum Nacional de Gestão Cultural das IES (Forcult). A terceira edição do Forcult acontece entre 31 de julho e 3 de agosto. Em debate, estão o papel atual da cultura nas instituições, a ampliação do intercâmbio de experiências e as estratégias de fortalecimento das políticas culturais no âmbito acadêmico.

PROGRAMAÇÃO:
19/08
14h – Abertura com a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli

14h15 – Palestra Universidade, Políticas e Planos de Cultura | Antonio Albino Canelas Rubim
Professor do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia

16h – Palestra Universidade cultural: Institucionalizar a cultura nas IES a partir da política e da gestão cultural | Robson Almeida
Pró-reitor de Cultura e coordenador do processo de elaboração do Plano de Cultura da Universidade Federal do Cariri

20/08
14h – Mesa-redonda Políticas e planos de cultura na universidade
Alexandre Molina | Universidade Federal de Uberlândia
Jonas Defante | Instituto Federal Fluminense
Patricia Silva Dorneles | Universidade Federal do Rio de Janeiro

21/08
14h – Reunião do Grupo de Trabalho do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste

22/08
14h – Palestra Gestão cultural na universidade pública | Rubens Bayardo Garcia
Diretor da Carreira de Especialização em Gestão Cultural e Políticas Culturais do Instituto de Altos Estudos Sociais da Universidad Nacional de San Martín

16h – Palestra Plano Nacional das Artes de Portugal | Paulo Pires do Vale
Comissário do Plano Nacional das Artes, curador, ensaísta e professor universitário.

 

 

A Escola de Engenharia da UFMG vai sediar, de 5 a 8 de agosto, o primeiro workshop do Programa de Grandes Desafios Estudantis (GCSP), inspirado no Grand Challenges for Engineering, da Academia Nacional de Engenharia (NAE), dos Estados Unidos. Realizado pela primeira vez na América Latina, o evento propõe discussões sobre temas relacionados aos desafios das engenharias no século 21 – desde a perspectiva da educação global para formação dos futuros profissionais até as oportunidades para ampliar as relações entre a indústria regional, governos e universidades com a rede internacional, proposta pelo grupo norte-americano.

O objetivo do programa, que surgiu de iniciativa interdisciplinar com a criação da NAE, em 2008, é preparar engenheiros não apenas para a aquisição de habilidades técnicas, mas também para produzir conhecimento interdisciplinar e desenvolver espírito empreendedor, perspectiva global e multicultural e um senso de missão social necessário para enfrentar os grandes desafios globais da humanidade, propósito que reflete, segundo seus organizadores, a “ambiciosa visão do que a engenharia precisa oferecer a todas as pessoas do planeta, neste século”.

Oportunidade
A realização do evento é uma oportunidade para universidades, empregadores, governos e futuros engenheiros proporem práticas e conexões com organizações regionais norte-americanas, por meio de programas de bolsas, apoio a intercâmbio e cooperação internacional.

Participarão da iniciativa estudantes, professores, representantes das indústrias e multinacionais, representantes de entidades governamentais com inserção no sistema de educação, pesquisa e desenvolvimento da força de trabalho e das sociedades profissionais.

O programa conta com cerca de 1 mil estudantes de 65 instituições parceiras que já desenvolveram projetos em 70 países. O workshop é organizado pela Academia Nacional de Engenharia (ANE), pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Academia Nacional de Engenharia dos EUA (NAE).

Veja a programação do evento no site da ABC: http://bit.ly/2Oz4KiR

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SERVIÇOS

 

 

Cerca de 100 alunos de vários países participam, de 31 de julho a 2 de agosto, da Semana de Orientação do Estudante Internacional. Organizada pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI), a recepção vai reunir os alunos estrangeiros que ingressam na Universidade no segundo semestre deste ano para participarem de atividades de acolhimento, com sessões de orientação, tour pelo campus e testes de língua portuguesa.

Esses alunos chegam à UFMG por meio de acordos bilaterais firmados com instituições estrangeiras ou de programas específicos, como Escala, Erasmus, Marca e Brafitec. Eles recebem o apoio de pessoas da comunidade universitária que fazem parte do Programa de Apadrinhamento da DRI, tanto na dimensão acadêmica quanto social de suas vivências em Belo Horizonte.

Acolhimento
A programação inclui apresentações sobre a Universidade e sobre a cidade de Belo Horizonte e também discute a questão do choque cultural, entre outras abordagens. O intuito é orientar os novos alunos em relação à cultura acadêmica da UFMG e à dimensão intercultural e social da vivência em outro país.

No dia 31, o professor Aziz Tuffi Saliba, diretor de Relações Internacionais, vai dar as boas-vindas aos estudantes. No dia seguinte, eles se encontram com seus padrinhos e madrinhas no Brasil. No último dia de recepção, a equipe do Setor de Acolhimento promove a discussão Por dentro da UFMG. A programação completa está disponível no site da DRI: http://bit.ly/2KiJJnc

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail acolhimento@dri.ufmg.br.

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