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INFORMAÇÃO

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A UFMG vai contar com apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para a realização, ainda neste ano, das fases 1 e 2 dos testes clínicos (em humanos) da principal candidata a vacina desenvolvida na Universidade contra a covid-19. Em reunião de plenário nesta quarta-feira, 14, que teve como convidada a reitora Sandra Goulart Almeida, o presidente da ALMG, Agostinho Patrus, comprometeu-se a incluir em projeto de lei relacionado à indenização da Vale pelos danos causados em Brumadinho a destinação de R$ 30 milhões para viabilizar os próximos passos dos estudos do produto, a cargo do Centro de Tecnologia em Vacinas (CTVacinas).
Sandra Goulart Almeida, que fez um relato aos deputados sobre o andamento das pesquisas, destacou a parceria que tem unido a UFMG e a Assembleia nos últimos anos e informou que a vacina utiliza plataforma tradicional, o que garante baixo custo e desenvolvimento mais simples e rápido. O produto é do tipo quimera proteica, que cria anticorpos e as células T de proteção. Nas primeiras etapas do estudo, a vacina propiciou 100% de proteção a camundongos. Ontem, foram iniciados os testes em primatas.
Segundo a reitora da UFMG, a vacina é uma das três em estágio mais avançado de testes no Brasil.O próprio CTVacinas trabalha em outras quatro vacinas, e o Instituto de Ciências Biológicas da Universidade tem dois projetos com o mesmo objetivo.
“O esforço pelo desenvolvimento de vacinas com tecnologia 100% nacional é uma necessidade de caráter epidemiológico e social, mas também terá importante impacto econômico, na medida em que diminuirá nossa dependência de imunizantes e insumos do exterior”, afirmou Sandra Goulart Almeida, que mostrou aos deputados mineiros a grande diferença de custo entre produção doméstica e importação de vacinas e medicamentos. Ela ressaltou também que é possível prever a necessidade de campanhas periódicas de vacinação contra a covid-19, o que torna ainda mais importante o investimento na autossuficiência.
Outras pesquisas
A fase dos estudos da vacina iniciada nesta semana, com testes em macacos, vai medir a capacidade da resposta imune na produção dos anticorpos que combatem o Sars-Cov-2. O passo seguinte, dos testes clínicos em humanos, incluirá a produção de um lote-piloto do produto, o que demanda maior volume de recursos financeiros.
A reitora Sandra Goulart Almeida informou que as pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 foram iniciadas em março de 2020. O produto em fase mais adiantada, que tem sido chamado de Spintec, usa a técnica que consiste na fusão de duas proteínas, uma delas a Spyke, do novo coronavírus. O resultado é um antígeno único, a proteína chamada “quimera”.
Sandra lembrou que a UFMG participou dos estudos de fase 3 das vacinas Coronavac e da Janssen Farmacêutica, tem testado medicamentos contra a covid-19 com base em anticorpos monoclonais e desenvolveu metodologia para detecção rápida de variantes do Sars-CoV-2. Ela também mencionou o projeto da UFMG de transformar o CTVacinas em um centro nacional de desenvolvimento e produção de imunizantes. “É muito importante tirar partido da capacidade de instituições mineiras como a UFMG e a Fundação Ezequiel Dias para nos posicionarmos como alternativa para a produção de vacinais nacionais contra a covid-19 e outras enfermidades, atendendo o estado, o Brasil e até outros países”, afirmou a reitora.
Autora do requerimento que viabilizou a reunião de hoje, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) lembrou que Minas Gerais já soma quase 30 mil mortes causadas pela covid-19 e defendeu maior investimento do governo estadual. “O apoio à vacina da UFMG deve ser tratado como política pública de prevenção. É também uma questão de soberania do Brasil e de Minas Gerais. Uma das lições da pandemia é a capacidade de resposta das instituições públicas como a UFMG”, afirmou. Beatriz Cerqueira disse que destinou à UFMG R$ 1 milhão de sua verba de emenda individual, também como “ato político”, de incentivo à alocação de recursos para essa finalidade.
Laura Serrano (Novo) defendeu que a pandemia exige, além das ações emergenciais, o investimento em soluções conjuntas de mais longo prazo. “O apoio às pesquisas sobre vacinas transcende a questão do protagonismo político. Precisamos dos esforços de todos”, disse a deputada, que destinou R$ 2 milhões de sua cota às pesquisas da UFMG. O deputado André Quintão (PT) afirmou que iniciativas da UFMG devem ser fortalecidas, porque “a vacina é o caminho para a proteção social”. Doutor Jean Freire (PT) manifestou total apoio à disposição da Assembleia para viabilizar alocação de recursos. “Estou muito feliz com essa reunião. Esta Casa abre as portas para o saber e ouve a ciência.”
Carlos Pimenta (PDT) destacou os “resultados excepcionais” obtidos até então pela UFMG. “Temos competência para desenvolver e produzir vacinas em nosso estado e precisamos estar preparados para a necessidade de novas vacinas”, afirmou.
Fonte: Itamar Rigueira Jr.

 

 

UFMG precisa de R$ 30 milhões para avançar às etapas 1 e 2 dos testes clínicos da vacina contra a covid-19, a Spintec, desenvolvida no CTVacinas e uma das três mais adiantadas em estudo no país. Nas últimas semanas, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida vem-se reunindo com parlamentares e autoridades de várias instâncias governamentais em busca de apoio financeiro.
 
“É um trabalho incessante, e, felizmente, a acolhida tem sido a melhor possível. Já conseguimos o apoio de alguns deputados estaduais, e a bancada mineira na Câmara Federal também está empenhada em liberar recursos. Além disso, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do prefeito Alexandre Kalil, manifestou total apoio e garantiu que contribuirá com recursos para não deixar a pesquisa ser interrompida”, informa a reitora.
 
Na próxima quarta feira, dia 14, Sandra Goulart irá à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a convite do presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), e por requerimento da deputada Beatriz Cerqueira (PT), para apresentar estudos em andamento que tratam do desenvolvimento e da produção de vacina contra a covid-19 pela UFMG. “Todos os apoios e esforços serão necessários”, afirma a reitora, que também acredita que o imunizante será selecionado para receber financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
 
Bancada federal
Sandra Goulart e a professora Ana Paula Fernandes, do CTVacinas, reuniram-se, no último dia 7, com deputados da bancada mineira da Câmara Federal para apresentar os resultados preliminares da pesquisa da UFMG e solicitar suporte financeiro para o prosseguimento dos testes. A candidata vacinal do CTVacinas da UFMG, que está em estágio mais adiantado, conta com financiamento inicial do MCTI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e precisa de mais recursos para seguir em frente.
 
O imunizante foi aplicado em camundongos e alcançou efetividade de 100% – todos os animais expostos ao vírus e vacinados sobreviveram. A próxima etapa é o teste em símios, e, em seguida, serão feitos os testes clínicos (em humanos). Os R$30 milhões são necessários para a realização das etapas 1 e 2, que antecedem a fase 3, o último estágio dos estudos em humanos. A expectativa dos pesquisadores, caso a UFMG consiga recursos para dar continuidade à pesquisa, é que a vacina esteja disponível, em 2022, para produção em escala industrial e para campanhas de vacinação da população brasileira.
 
O encontro com os parlamentares federais foi articulado pelo deputado federal Diego Andrade (PSD), líder da bancada mineira e da maioria na Câmara dos Deputados. “Todos manifestaram apoio à ciência, à pesquisa, ao desenvolvimento de uma vacina com tecnologia totalmente brasileira e se comprometeram a apoiar a iniciativa da UFMG”, disse a reitora Sandra Goulart Almeida.
 
Diego Andrade avalia que é fundamental que o Brasil tenha uma vacina nacional. “Estou impressionado com o trabalho sério e o nível de tecnologia que temos dentro do CTVacinas da UFMG. No que depender do nosso mandato, haverá sempre o apoio irrestrito para que possamos produzir uma vacina 100% brasileira”, afirmou o parlamentar.
 
A candidata a vacina da UFMG apresenta resultados animadores, garante a professora Ana Paula Fernandes. “É um imunizante de fácil produção e baixo custo. Os resultados têm demonstrado sua eficácia em relação às novas variantes do coronavírus identificadas no Brasil e no Reino Unido. Se recebermos os recursos, estaremos prontos para fazer os testes clínicos a partir de setembro deste ano”, estima a pesquisadora.
 
Bancada estadual
O projeto de pesquisa da vacina da UFMG receberá R$ 2 milhões destinados por emenda parlamentar individual da deputada estadual Laura Serrano (Novo). A deputada mineira reuniu-se com a reitora da UFMG na semana passada e, ao tomar conhecimento dos primeiros resultados da pesquisa, decidiu apoiar o projeto e levou a proposta ao deputado federal Diego Andrade, que organizou a reunião com a bancada federal mineira.
 
Nesta sexta-feira, dia 9, a reitora apresentou o projeto para o deputado estadual Bartô, também do Novo, que estuda a possibilidade de destinação de recursos, via emenda parlamentar individual. A previsão é de repasse de R$ 700 mil. O deputado é coordenador da Frente Parlamentar de Vacinação em Minas Gerais.
 
Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, o desenvolvimento de vacinas brasileiras é uma questão de soberania nacional. “Precisamos que os investimentos sejam feitos nas universidades federais e nas instituições públicas de pesquisa, de modo a fornecer condições para que as vacinas possam ser produzidas no país. Isso também trará enorme benefício econômico, uma vez que barateia os custos de produção”, diz a reitora, lembrando, ainda, que o novo coronavírus continuará por muito tempo e que novas vacinas deverão ser desenvolvidas inclusive para neutralizar as variantes do Sars-CoV-2, que têm maior capacidade de transmissão.
 
Imunizante do CTVacinas é versátil e de fácil produção
Um dos sete projetos de imunizantes em estudo na UFMG contra a covid-19, a vacina Spintec, do CTVacinas da UFMG, vale-se de uma proteína recombinante como plataforma. Bastante versátil, essa candidata vacinal é tida como de fácil fabricação. A administração é intramuscular, em duas doses.
 
A pesquisa que deu origem a essa vacina baseou-se na modificação genética da bactéria E.coli, que recebeu pedaços do genoma do Sars-Cov-2 para que fosse possível produzir as duas proteínas que o coronavírus utiliza para infectar as células humanas (S e N). O composto, chamado de “quimera proteica”, é então injetado no corpo humano e induz à resposta imune. O estudo é financiado pelo CNPq e pelo MCTI.
 
Sandra Goulart informa que a UFMG e a Fundação Ezequiel Dias (Funed) estudam parceria para a fabricação da Spintec após sua aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conclusão das etapas de testes. Um termo de confidencialidade entre as duas instituições está sendo elaborado, e os detalhes da parceria serão definidos posteriormente.
 
Os outros seis estudos (quatro no próprio CTVacinas e dois no ICB) recorrem a vetores e plataformas variados, como vírus, adenovírus, DNA, RNA mensageiro e até os Bacilos Calmette-Guérin (BCG), agentes causadores da tuberculose.
 
Fonte: CT Vacinas, UFMG

 

 

Um grupo de pesquisadores do Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, liderado pelos professores Renato Santana e Renan Pedra de Souza, acaba de desenvolver um teste rápido e de baixo custo que consegue detectar as variantes do novo coronavírus mais presentes no Brasil e no mundo: as brasileiras (P1, mais conhecida como a variante de Manaus, e P2), a B.1.1.7 (inglesa) e a B.1.351 (africana).
Enquanto o sequenciamento genético convencional, método mais usado para detectar as variantes do Sars-CoV-2, leva até seis semanas para ficar pronto e pode custar de R$500 a R$600 por amostra analisada, o teste desenvolvido na UFMG custa em média R$70 e mostra resultados em apenas seis horas.
Segundo Renato Santana, docente do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução do ICB, o novo método oferece outras vantagens quando comparado ao sequenciamento genético tradicional. “Quando realiza o sequenciamento convencional, você faz uma projeção, pois ele é feito apenas com centenas de amostras. Com o novo teste, que consegue varrer um número muito maior de amostras, é possível visualizar a frequência das variantes de forma mais fidedigna e condizente com a realidade. Além disso, qualquer laboratório que já realiza o PCR é capaz de fazer esse teste de diagnóstico das variantes, diferentemente do sequenciamento, que exige máquinas caras e disponíveis em poucos ambientes.
O professor acrescenta que a técnica desenvolvida na UFMG não identifica novas variantes, mas revela quais delas, já conhecidas, estão presentes nas amostras analisadas. “O sequenciamento genético ainda é importante porque somente ele é capaz de descobrir uma variante nova, até então desconhecida. Mas, depois da descoberta, o teste que desenvolvemos se torna a melhor ferramenta para detecção, pois pode ser constantemente adaptado para reconhecer as que aparecem. Os dois testes são, portanto, complementares”, afirma Santana.
Conhecendo o inimigo
Renato Santana destaca a importância de conhecer as variantes que prevalecem no país. Segundo o pesquisador, “é necessário saber quais estão circulando nas diversas regiões brasileiras e por que algumas estão associadas à maior taxa de transmissibilidade da covid-19″. Ele destaca que algumas mutações ocorrem na região da proteína de superfície do Sars-CoV-2, responsável pela introdução do vírus na célula. “Essas mutações facilitam a entrada do vírus e, quanto mais vírus entra na célula, maior será a carga viral no organismo e, consequentemente, a taxa de transmissibilidade por aquele paciente”, ressalta o professor do ICB.
Santana conta que, até há pouco tempo, os pesquisadores acreditavam que as novas variantes aumentavam apenas a taxa de transmissibilidade. Porém, estudo publicado na revista Nature mostrou que a variante da Inglaterra, por exemplo, está associada também ao aumento da letalidade. Ela aumenta o índice de mortes em 59%, principalmente em homens com mais de 51 anos.
“Isso nos preocupa bastante, porque a P1, de Manaus, tem a mesma mutação que essa variante inglesa. Precisamos conhecer a distribuição das variantes nas regiões do país para que os hospitais possam preparar suas estruturas para o atendimento de pacientes em estado grave onde essas variantes prevaleçam. É uma questão de planejamento de saúde pública”, diz.
Renato Santana acrescenta que, uma vez que estudos já comprovaram que a variante de Manaus (P1) está associada à carga viral mais alta nos indivíduos, os pesquisadores agora estão investigando a P2, a de maior prevalência em Belo Horizonte, onde apareceu em mais de 90% das amostras coletadas. Para isso, o grupo pesquisa em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), mapeando amostras de todo o estado. Paralelamente ao estudo estadual, o grupo de pesquisadores desenvolve uma investigação de abrangência nacional em conjunto com o Instituto Hermes Pardini.
“Como o Hermes Pardini tem unidades em todo o território brasileiro, conseguiremos analisar mais de cinco mil amostras nos 27 estados. Essas análises nos darão um panorama atualizado da frequência das variantes de Sars-CoV-2 no país e possibilitarão planejar melhor o combate à pandemia”, afirma o professor do ICB.
Fonte: Luana Macieira

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