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INFORMAÇÃO

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A pedido do Ministério da Economia, o Congresso aprovou corte de 92% nos recursos destinados à ciência. Dos R$ 690 milhões reservados para bolsas e apoio a pesquisas do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, sobraram R$ 55,2 milhões. A redução é resultado de modificação do Projeto de Lei do Congresso Nacional n° 16, realizada de última hora na quinta-feira, 7, pela Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional, a pedido do Ministro da Economia, Paulo Guedes.
O PLN 16 abria crédito suplementar e destinava o valor ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mais de 90% recursos foram transferidos para outros ministérios e os 8% restantes da verba inicialmente prevista estão destinados ao atendimento de despesas relacionadas aos radiofármacos, substâncias utilizadas para radioterapia e exames de diagnóstico por imagem.
Em resposta, as oito entidades que fazem parte da Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no Parlamento enviaram uma nota de protesto ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. No texto, intitulado Manobra do Ministério da Economia afronta a ciência nacional, as instituições qualificam a modificação como um golpe na ciência e na inovação, denunciam o prejuízo da medida para o desenvolvimento nacional e a sobrevivência da área e fazem um apelo aos parlamentares para que a decisão seja revertida.
Em entrevista ao programa Conexões, da Rádio UFMG Educativa, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro, afirmou que cortes como esse recente “têm afetado [as instituições de pesquisa brasileiras] de uma forma muito dura”. Segundo Ribeiro, que é professor da USP, as verbas anteriormente destinadas à pesquisa seriam essenciais para, entre outras coisas, “atualizar laboratórios, comprar produtos necessários para pesquisa, fornecer bolsas de desenvolvimento científico e apoio técnico”.
Não é de hoje que as áreas de ciência e tecnologia e da educação têm sofrido com a falta de recursos. Em 2020, o Brasil teve o menor investimento em ciência dos últimos 12 anos, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ministro da Educação no governo Dilma Rousseff (PT), Renato Janine lembra que, como “tudo o que é pesquisa e inteligência se move numa velocidade muito acelerada”, o efeito dos cortes na ciência brasileira é deixar equipamentos e informações desatualizadas. Com isso, o Brasil “corre o risco de perder o que está acontecendo de novo no mundo”, lamenta o professor.
Ouça a entrevista conduzida pela jornalista Luíza Glória.
Dia de mobilização
A comunidade científica brasileira está se mobilizando para reverter os cortes. Nesta sexta-feira, dia 15, uma série de eventos debaterão seus impactos na produção científica. Às 10h30, a SBPC Minas reúne pesquisadores e lideranças acadêmicas mineiras para discutir os efeitos do corte de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). À tarde, a partir das 13h, com participação do próprio Renato Janine Ribeiro, de parlamentares e de representantes da comunidade científica, a SBPC promove um grande debate sobre alternativas para reverter os cortes orçamentários no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O evento, on-line, será transmitido pelo canal da entidade no YouTube.
Produção: Enaile Almeida e Nicolle Teixeira, sob orientação de Hugo Rafael e Alessandra Dantas
Fonte: ufmg.br
A Faculdade de Medicina da UFMG foi um dos centros escolhidos para participar dos estudos da Pfizer para testagem de uma medicação oral contra a covid-19. Três pesquisas vão avaliar a segurança e eficácia do composto PF-07321332 na prevenção da infecção e dos sintomas causados pelo Sars-CoV-2 em grupos diferentes.

A medicação é um antiviral inibidor de protease, classe de drogas também utilizadas contra outros vírus, como o HIV e o da hepatite C. Elas agem para evitar sua replicação completa. O medicamento provoca uma redução da carga viral, impedindo o agravamento da doença com manifestações mais sérias dos sintomas e o risco de morte.

Trata-se de estudo duplo cego, em que os voluntários são aleatoriamente reunidos em um grupo que recebe a medicação avaliada ou em um grupo que recebe placebo. O tratamento é feito com duas doses diárias do composto PF-07321332 associado ao ritonavir (usado para aumentar o nível da droga ativa), por cinco dias seguidos. O acompanhamento terá duração de 24 semanas, com três visitas presenciais no primeiro mês e as demais consultas feitas por telefone.

A participação é gratuita e os voluntários serão ressarcidos com o custo de deslocamento. Embora a pesquisa planeje envolver cerca de 3 mil participantes, em todos os centros, não há limite de recrutamento para a Faculdade de Medicina. A previsão, porém, é que essa etapa se encerre ainda neste mês; os resultados finais serão divulgados até seis meses mais tarde.

“Esse é um dos primeiros estudos feitos com medicação oral e um grande avanço que se soma a outras estratégias de intervenções, tanto preventivas quanto terapêuticas, contra o coronavírus. Uma vez comprovada a eficácia do medicamento, espera-se produção em larga escala e acesso universal, a exemplo do que ocorre com outras doenças infecciosas globais como HIV e tuberculose”, destaca o professor Jorge Andrade Pinto, coordenador dos estudos na Faculdade de Medicina.

O voluntário receberá um tratamento fácil de ser seguido, uma vez que será feito por via oral. Jorge Pinto acrescenta que os antivirais de uso oral têm relevante potencial de escala, já que são mais fáceis de produzir que as vacinas e exigem menos recursos para armazenamento e manuseio.

A medicação testada é a mesma já utilizada em outros dois estudos da Pfizer dos quais a Faculdade de Medicina da UFMG também participa. No segundo estudo (1002), previsto para começar na segunda quinzena de outubro, a segurança e eficácia será em relação à população de baixo risco, incluindo pessoas já vacinadas. O terceiro teste (1006), com início previsto até novembro, tem o objetivo de verificar o composto em uso preventivo para pessoas que convivem com quem foi diagnosticado com covid-19.

Como participar
No momento, estão abertas as inscrições de voluntários para o primeiro estudo (1005), que objetiva avaliar se a medicação reduz a duração e a gravidade da covid-19 em pessoas recentemente diagnosticadas e que apresentem risco aumentado para a forma grave da doença. Podem participar pessoas não vacinadas e que não pretendam se vacinar durante a pesquisa, com pelo menos 18 anos e algum fator clínico como índice de massa corporal acima de 25, tabagismo, 60 anos ou mais de idade, diabetes, doença renal crônica, cardíaca ou pulmonar, imunossupressão ou algum câncer em atividade.

Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (31) 98109-1143 e pelo e-mail cov3001.ufmg@gmail.com, apresentar o exame realizado nos últimos cinco dias com o resultado positivo para covid-19 ou apenas revelar ter desenvolvido manifestações características da doença. Nesse caso, a equipe responsável avaliará os sintomas e fará a testagem. Os voluntários serão recebidos no ambulatório São Vicente, do Hospital das Clínicas da UFMG, para os exames e, posteriormente, na Unidade de Pesquisa Clínica em Vacinas (UPqVac) da Faculdade de Medicina.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina (ufmg.br)

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