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INFORMAÇÃO

 

 

O objetivo é discutir estratégias curatoriais contemporâneas por meio de uma conferência com o filósofo e professor português Paulo Pires do Vale, além de uma mesa-redonda com os membros da comissão curadora do Circuito Polímatas. A promoção é do programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG. A entrada é franca e aberta ao público externo.

Às 15h, o professor da Universidade Católica Portuguesa, ensaísta, curador e presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte de Portugal, Paulo Pires do Vale, ministra uma exposição-ensaio, na qual apresentará seus principais métodos e práticas curatoriais. Na discussão será explorada a ideia da exposição como lugar de ensaio, no sentido filosófico, permitindo articular e gerar sentidos entre os objetos expostos e os processos, físicos e mentais, que lhes deram existência objetual.

Em seguida, uma mesa redonda com os membros da comissão curadora do Circuito Polímatas discutirá os eixos curatoriais da exposição, que partiu de uma reflexão sobre como se poderia configurar a figura atual de um polímata. Inaugurada em maio deste ano, Polímatas reúne, atualmente, obras de 43 artistas em exibição no gramado da Face, no hall da Faculdade de Letras, e no saguão da Reitoria da UFMG. O objetivo é explorar as interseções entre diferentes mídias, linguagens e disciplinas, a fim de contribuir para uma compreensão da arte a partir de sua interseção com diversas áreas do conhecimento.

Serviço
I Encontro Polímatas (com o tema curadoria)
Sexta-feira, 23 de agosto
Horário: 15h às 17h30
Local: Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6627 Pampulha, Belo Horizonte)

 

 

Ópera de Wolfang Amadeus Mozart será reapresentada em formato de bolso, com direção de Mônica Pedrosa, regência de Lincoln Andrade e Paulo Rocha e participação do Coral daFaculdade de Medicina da UFMG.

O projeto de extensão Ópera Studio, da Escola de Música da UFMG, reapresenta, em formato de bolso, nos dias 22 e 23 de agosto, às 17h30, a ópera La Clemenza di Tito, última ópera escrita por Mozart, em parceria com o libretista Caterino Mazzolà.

O espetáculo acontece no auditório da Reitoria da UFMG (Av. Antônio Carlos, 6.627, campus Pampulha), no âmbito do projeto Ao cair da Tarde, da Diretoria de Ação Cultural da UFMG. A entrada é gratuita e aberta
à população.

Um Mozart sério, que demonstra ao público do século XVIII que um espetáculo de ópera, bem mais do que entretenimento, era também “um espelho para os príncipes, exortando-os a governar bem”. Em consonância com a sua época – foi escrita para a coroação do rei Leopoldo II da Bohemia apenas dois anos após o início da Revolução Francesa – a ópera cumpre sua vocação política sob o manto de grande espetáculo.

Em “La Clemenza di Tito”, o soberano, que acabara de assumir o poder após depor o governante anterior, encontra uma população abatida por guerras, instabilidade política e desastres ambientais. Entre interesses pessoais e comunitários, entre leis e o sentido íntimo de justiça, a trama se desenvolve com conspirações, paixões, tentativas de assassinato, remorsos e redenção. Na montagem da Escola de Música, o enredo da ópera, que originalmente se
passa em 79 D.C., na Roma antiga, foi ambientado em um futuro pós-apocalíptico, metafórico e utópico, no qual os personagens se humanizam e se libertam no agir pautado pela ética e pela sinceridade.

O Projeto Ópera Studio produz anualmente, com a colaboração de professores, alunos e técnicos da Escola de Música da UFMG, óperas para apresentações didáticas em espaços do campus da UFMG e externos a ele. A realização dos espetáculos promove a democratização do acesso à arte e à cultura por meio de apresentações gratuitas ou a preços populares,reforçando o compromisso social da Universidade.

 

 

A partir da próxima segunda-feira, 19/,08 terá início o Fórum UFMG de Cultura 2019, a ser realizado nos dias 19 a 22 de agosto no Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534, Centro – Belo Horizonte).

Sua contribuição será de grande importância na formulação de políticas culturais para Instituições de Ensino Superior. 

Para mais informações acesse: www.ufmg.br/cultura.

 

Acesse a edição 1267 online clicando aqui.

 

 

O primeiro Quarta Doze e Trinta do semestre acontece dia 21 de agosto, com show do duo venezuelano “El Taller de los Juglares”. “La Canción en Acción” é o nome da apresentação que será exibida na Praça de Serviços do campus Pampulha (Av. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha). A entrada é franca e aberta ao público externo.

Formado por Bartolomé Díaz e Andrés Barrios, “El Taller de los Juglares” é um dos grupos latino-americanos mais prestigiosos que dedica sua música à infância. Originalmente, foi criado para resgatar a música infantil dos séculos passados. Atualmente, se dedica a repertórios contemporâneos de grande originalidade, alcance e ousadia.

Com o recital interativo, “La Canción en Acción”, toma como ponto de partida uma sala de aula de qualquer escola venezuelana, nas quais as crianças têm contato com seu patrimônio musical. A partir dessa experiência, elas passam a visitar jogos cantados, rezas e canções que estimulam a imaginação. O show é altamente participativo, deixando explícita a singular aproximação entre as sociedades brasileira e venezuelana, suas culturas e crianças.

 

 

 

Para a elaboração do programa Future-se, proposto pelo MEC para a gestão das universidades e institutos federais, não foram feitos estudos de viabilidade e consultados os usuários e pessoas que têm conhecimento e experiência sobre o tema. Esse foi um dos aspectos destacados pelos participantes do debate sobre o programa realizado na tarde desta segunda-feira, 12 de agosto, na Faculdade de Medicina da UFMG. Esse e outros encontros que ainda terão lugar na Universidade seguem orientação do Conselho Universitário no sentido de que a comunidade acadêmica discuta a proposta.

Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, é preciso pensar sobre os impactos administrativos e legais do programa e abrir, o mais breve possível, o diálogo com diferentes instâncias do Congresso Nacional. Ela destacou, no entanto, que a prioridade continua sendo a liberação do orçamento das universidades federais. A UFMG teve R$ 64,5 milhões bloqueados. “Em setembro já teremos dificuldade de cumprir nossos compromissos. E não é possível pensar no futuro se não pudermos realizar nossa missão adequadamente”, disse Sandra.

O Future-se foi apresentado em 17 de julho, em Brasília, como iniciativa que visa ao fortalecimento da autonomia administrativa e financeira das universidades e institutos federais. Na base da proposta, que teria adesão voluntária das instituições, estão, entre outros aspectos, a parceria com organizações sociais e a criação de um fundo de investimentos com cotas negociadas em bolsa. Reitores reunidos nas últimas semanas, no âmbito de entidades como a nacional Andifes e o mineiro Foripes, manifestaram preocupação com a ameaça à autonomia universitária, o futuro do financiamento público das universidades e a necessidade iminente de modificação de diversas leis e normas de órgãos de controle.

Pontos obscuros
Responsável por apresentar as considerações iniciais do debate, o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, que é membro do Conselho Nacional de Educação, afirmou que a proposta do governo tem “muitos pontos obscuros e pouco elaborados” e que ela claramente se apoia “em matriz liberal, em que a métrica última é o dinheiro”.

Segundo Chico Soares, não há sentido em delegar a uma organização social a gestão administrativa, patrimonial e acadêmica das universidades, o que colocaria em questão a autonomia universitária. Ele lembrou ainda que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que a União repasse recursos suficientes para as instituições de educação superior, obrigação que parece ameaçada pela proposta do MEC, que valoriza o papel de outras fontes de recursos.

“Os valores estimados para os fundos de investimento parecem superdimensionados, e os conceitos que aparecem no texto sobre o tema são de difícil compreensão, a não ser para especialistas, o que se repete em outras partes da proposta’, disse Soares, que presidiu o Inep.

Ainda de acordo com Chico Soares, o desafio da comunidade acadêmica é analisar o documento segundo a forma de pensar da universidade, com o suporte da razão e dos princípios que são intrínsecos a ela. “Não faz parte da visão da universidade o imediatismo, o reducionismo. Nossa reflexão deve seguir a linha da liberdade de expressão e de produção e transmissão de conhecimento. É preciso fazer circular a informação e ouvir a comunidade universitária”, disse o professor emérito.

Soares lembrou que as universidades ainda enfrentam gargalos administrativos e legais e pregou a liberdade de uso dos recursos próprios. “É importante que essas dificuldades sejam discutidas”, defendeu.

Para Chico Soares, é preciso atuar de forma estratégica, mostrando os riscos da proposta do MEC e construir alternativas. “Devemos pensar sempre em preservar o sistema nacional de universidades, protegendo princípios como a gratuidade.”

Linha institucional
A vice-diretora da Faculdade de Medicina, Alamanda Kfoury Pereira, ressaltou que é importante que a comunidade, com base em sua consciência crítica, estabeleça, de forma coletiva, uma linha de ação institucional. Sonia Maria Soares, diretora da Escola de Enfermagem, destacou a “nossa responsabilidade de esclarecer todos os pontos da proposta e trabalhar no que acreditamos, preservando a universidade que estamos construindo”.

Professor da Escola de Engenharia, Evandro Gama defendeu que sejam viabilizadas parcerias de laboratórios da UFMG com empresas para o desenvolvimento de projetos, nos moldes do que se faz na Unicamp. Leonor Gonçalves, enfermeira e pró-reitora adjunta de Recursos Humanos – ela ressaltou que falava como servidora –, enfatizou a importância de que, paralelamente à ação institucional, trabalhadores e usuários das universidades se mobilizem politicamente para defender conquistas recentes como a inclusão de novos grupos sociais nos cursos da UFMG.

O risco de as universidades que não aderirem ao Future-se serem “garroteadas” pelo governo federal foi mencionado pela professora emérita Maria Lucia Malard, da Escola de Arquitetura. Para ela, não se pode admitir a ênfase na venda de serviços por parte das instituições, como está previsto pela proposta. “E o documento não fala em bolsas de pesquisa e extensão. Qual será o destino do CNPq e da Capes”, questionou.

A vice-presidente para o Sudeste da União Nacional dos Estudantes (UNE), Raiza Gomes, falou da dificuldade de os estudantes abordarem temas como assistência estudantil e extensão diante da proposta do MEC. “Temos que propor algo diferente, porque há risco de perdermos o que conquistamos com as cotas e o Reuni, por exemplo. E quem tem mais capacidade de conceber alternativas somos nós, da universidade”, afirmou a estudante de História da UFMG.

Luana Ramalho, presidente da União Estadual dos Estudantes, manifestou o temor de que o Future-se “abra brecha para a privatização das universidades”. Para ela, trata-se de projeto obscuro, que vai contra o “sonho de termos um Brasil desenvolvido e tecnológico”.

Evitar a reatividade foi a recomendação dada pela professora Juliane Correa, da Faculdade de Educação. “Temos que ser propositivos e superar as contradições internas, ser menos emocionais e mais racionais nesse momento político difícil.”

Maria Rosaria Barbato, da Faculdade de Direito e dirigente da Apubh, que representa os professores, afirmou que o Future-se é um primeiro passo de um movimento maior contra as universidades e que é preciso defendê-las porque são fundamentais para a emancipação da sociedade e dos trabalhadores. “Precisamos conversar com todos, dentro e fora da academia, porque a universidade pública é de todos”, disse.

Hoje, haverá novo encontro com a comunidade, para debate sobre o Future-se, a partir das 9h, no auditório do CAD1, campus Pampulha.

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