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INFORMAÇÃO

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A partir da próxima segunda-feira, 19/,08 terá início o Fórum UFMG de Cultura 2019, a ser realizado nos dias 19 a 22 de agosto no Conservatório UFMG (Av. Afonso Pena, 1.534, Centro – Belo Horizonte).

Sua contribuição será de grande importância na formulação de políticas culturais para Instituições de Ensino Superior. 

Para mais informações acesse: www.ufmg.br/cultura.

 

Acesse a edição 1267 online clicando aqui.

 

 

O primeiro Quarta Doze e Trinta do semestre acontece dia 21 de agosto, com show do duo venezuelano “El Taller de los Juglares”. “La Canción en Acción” é o nome da apresentação que será exibida na Praça de Serviços do campus Pampulha (Av. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha). A entrada é franca e aberta ao público externo.

Formado por Bartolomé Díaz e Andrés Barrios, “El Taller de los Juglares” é um dos grupos latino-americanos mais prestigiosos que dedica sua música à infância. Originalmente, foi criado para resgatar a música infantil dos séculos passados. Atualmente, se dedica a repertórios contemporâneos de grande originalidade, alcance e ousadia.

Com o recital interativo, “La Canción en Acción”, toma como ponto de partida uma sala de aula de qualquer escola venezuelana, nas quais as crianças têm contato com seu patrimônio musical. A partir dessa experiência, elas passam a visitar jogos cantados, rezas e canções que estimulam a imaginação. O show é altamente participativo, deixando explícita a singular aproximação entre as sociedades brasileira e venezuelana, suas culturas e crianças.

 

 

 

Para a elaboração do programa Future-se, proposto pelo MEC para a gestão das universidades e institutos federais, não foram feitos estudos de viabilidade e consultados os usuários e pessoas que têm conhecimento e experiência sobre o tema. Esse foi um dos aspectos destacados pelos participantes do debate sobre o programa realizado na tarde desta segunda-feira, 12 de agosto, na Faculdade de Medicina da UFMG. Esse e outros encontros que ainda terão lugar na Universidade seguem orientação do Conselho Universitário no sentido de que a comunidade acadêmica discuta a proposta.

Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, é preciso pensar sobre os impactos administrativos e legais do programa e abrir, o mais breve possível, o diálogo com diferentes instâncias do Congresso Nacional. Ela destacou, no entanto, que a prioridade continua sendo a liberação do orçamento das universidades federais. A UFMG teve R$ 64,5 milhões bloqueados. “Em setembro já teremos dificuldade de cumprir nossos compromissos. E não é possível pensar no futuro se não pudermos realizar nossa missão adequadamente”, disse Sandra.

O Future-se foi apresentado em 17 de julho, em Brasília, como iniciativa que visa ao fortalecimento da autonomia administrativa e financeira das universidades e institutos federais. Na base da proposta, que teria adesão voluntária das instituições, estão, entre outros aspectos, a parceria com organizações sociais e a criação de um fundo de investimentos com cotas negociadas em bolsa. Reitores reunidos nas últimas semanas, no âmbito de entidades como a nacional Andifes e o mineiro Foripes, manifestaram preocupação com a ameaça à autonomia universitária, o futuro do financiamento público das universidades e a necessidade iminente de modificação de diversas leis e normas de órgãos de controle.

Pontos obscuros
Responsável por apresentar as considerações iniciais do debate, o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, que é membro do Conselho Nacional de Educação, afirmou que a proposta do governo tem “muitos pontos obscuros e pouco elaborados” e que ela claramente se apoia “em matriz liberal, em que a métrica última é o dinheiro”.

Segundo Chico Soares, não há sentido em delegar a uma organização social a gestão administrativa, patrimonial e acadêmica das universidades, o que colocaria em questão a autonomia universitária. Ele lembrou ainda que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que a União repasse recursos suficientes para as instituições de educação superior, obrigação que parece ameaçada pela proposta do MEC, que valoriza o papel de outras fontes de recursos.

“Os valores estimados para os fundos de investimento parecem superdimensionados, e os conceitos que aparecem no texto sobre o tema são de difícil compreensão, a não ser para especialistas, o que se repete em outras partes da proposta’, disse Soares, que presidiu o Inep.

Ainda de acordo com Chico Soares, o desafio da comunidade acadêmica é analisar o documento segundo a forma de pensar da universidade, com o suporte da razão e dos princípios que são intrínsecos a ela. “Não faz parte da visão da universidade o imediatismo, o reducionismo. Nossa reflexão deve seguir a linha da liberdade de expressão e de produção e transmissão de conhecimento. É preciso fazer circular a informação e ouvir a comunidade universitária”, disse o professor emérito.

Soares lembrou que as universidades ainda enfrentam gargalos administrativos e legais e pregou a liberdade de uso dos recursos próprios. “É importante que essas dificuldades sejam discutidas”, defendeu.

Para Chico Soares, é preciso atuar de forma estratégica, mostrando os riscos da proposta do MEC e construir alternativas. “Devemos pensar sempre em preservar o sistema nacional de universidades, protegendo princípios como a gratuidade.”

Linha institucional
A vice-diretora da Faculdade de Medicina, Alamanda Kfoury Pereira, ressaltou que é importante que a comunidade, com base em sua consciência crítica, estabeleça, de forma coletiva, uma linha de ação institucional. Sonia Maria Soares, diretora da Escola de Enfermagem, destacou a “nossa responsabilidade de esclarecer todos os pontos da proposta e trabalhar no que acreditamos, preservando a universidade que estamos construindo”.

Professor da Escola de Engenharia, Evandro Gama defendeu que sejam viabilizadas parcerias de laboratórios da UFMG com empresas para o desenvolvimento de projetos, nos moldes do que se faz na Unicamp. Leonor Gonçalves, enfermeira e pró-reitora adjunta de Recursos Humanos – ela ressaltou que falava como servidora –, enfatizou a importância de que, paralelamente à ação institucional, trabalhadores e usuários das universidades se mobilizem politicamente para defender conquistas recentes como a inclusão de novos grupos sociais nos cursos da UFMG.

O risco de as universidades que não aderirem ao Future-se serem “garroteadas” pelo governo federal foi mencionado pela professora emérita Maria Lucia Malard, da Escola de Arquitetura. Para ela, não se pode admitir a ênfase na venda de serviços por parte das instituições, como está previsto pela proposta. “E o documento não fala em bolsas de pesquisa e extensão. Qual será o destino do CNPq e da Capes”, questionou.

A vice-presidente para o Sudeste da União Nacional dos Estudantes (UNE), Raiza Gomes, falou da dificuldade de os estudantes abordarem temas como assistência estudantil e extensão diante da proposta do MEC. “Temos que propor algo diferente, porque há risco de perdermos o que conquistamos com as cotas e o Reuni, por exemplo. E quem tem mais capacidade de conceber alternativas somos nós, da universidade”, afirmou a estudante de História da UFMG.

Luana Ramalho, presidente da União Estadual dos Estudantes, manifestou o temor de que o Future-se “abra brecha para a privatização das universidades”. Para ela, trata-se de projeto obscuro, que vai contra o “sonho de termos um Brasil desenvolvido e tecnológico”.

Evitar a reatividade foi a recomendação dada pela professora Juliane Correa, da Faculdade de Educação. “Temos que ser propositivos e superar as contradições internas, ser menos emocionais e mais racionais nesse momento político difícil.”

Maria Rosaria Barbato, da Faculdade de Direito e dirigente da Apubh, que representa os professores, afirmou que o Future-se é um primeiro passo de um movimento maior contra as universidades e que é preciso defendê-las porque são fundamentais para a emancipação da sociedade e dos trabalhadores. “Precisamos conversar com todos, dentro e fora da academia, porque a universidade pública é de todos”, disse.

Hoje, haverá novo encontro com a comunidade, para debate sobre o Future-se, a partir das 9h, no auditório do CAD1, campus Pampulha.

 

 

O Plantão Psicológico volta a atender alunos, professores, técnicos e terceirizados da UFMG depois de três anos. Oferecido pelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), o projeto de extensão tem o objetivo de beneficiar pessoas que sentem necessidade de conversar e refletir com um profissional sobre o momento que está vivendo.

O projeto vai receber pessoas que desejam expor uma situação de decisão, dúvida, dificuldade, angústia ou que apenas queiram conversar sobre a vida. Para participar, basta comparecer, às quintas-feiras, das 11h30 às 14h30, na sala de espera do SPA, na sala 2066, segundo andar da Fafich. As chamadas são feitas por ordem de chegada, das 12h às 16h. O atendimento é gratuito.

O serviço é prestado por equipe de 12 estudantes do curso de Psicologia da UFMG, sob a coordenação do professor Paulo Eduardo Evangelista. As sessões duram cerca de 50 minutos e são conduzidas por duplas de alunos do 5º período em diante.

Agilidade
Segundo o professor Evangelista, uma das vantagens do plantão é a rapidez e agilidade do processo, que propicia atendimento imediato. Ele destaca que a equipe numerosa possibilita atender numero significativo de pessoas.

O plantão teve início em 2006, mas foi extinto dez anos depois, com a aposentadoria do professor Miguel Mahfoud, último coordenador do projeto. Neste ano, Paulo Evangelista ingressou como docente na UFMG e decidiu retomar a iniciativa. “Vamos atender todos aqueles que comparecerem, e as pessoas podem vir com a frequência que desejarem” garante o professor.

Ele explica a importância de um atendimento profissional. “O sofrimento mental é mais bem cuidado por profissionais da psicologia.” A preocupação principal é a orientação sobre o sentido da vida e evitar que as pessoas alcancem estágios mais avançados de sofrimento.

Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a secretaria do SPA pelo telefone (31) 3409-5070.

 

 

A Diretoria de Ação Cultural da UFMG promove entre os dias 19 e 22 de agosto, no Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1.534), a edição 2019 do Fórum UFMG de Cultura. Sob o tema Políticas e Gestão Cultural nas Instituições de Ensino Superior (IES), o evento irá refletir sobre a gestão cultural nas universidades públicas. Estarão presentes gestores de diversas IES nacionais, além dos convidados internacionais Rubens Bayardo Garcia (Argentina) e Paulo Pires do Vale (Portugal). As palestras e mesas-redondas são abertas a toda a população, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente em www.ufmg.br/cultura.

Iniciado em 2014, o Fórum de Cultura realizou diversos encontros com o intuito de estimular e potencializar a formulação de políticas institucionais no âmbito da UFMG. Em 2019, o encontro promove debates em nível internacional e nacional, propiciando a troca de experiências entre gestores, população e comunidade acadêmica.

Segundo o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli, o princípio geral do Fórum é o entendimento da cultura como um direito básico do cidadão. Desde sua criação, pauta-se pela promoção da diversidade cultural, democratização da produção e do acesso à cultura, responsabilidade socioambiental, promoção da interlocução entre múltiplos territórios e cartografias culturais e pela discussão de políticas de fomento.

As atividades integram a programação do Encontro Internacional Arte, Cultura e Democracia no Século XXI, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Palestras
Na segunda-feira (19) às 14h, acontece a abertura do Fórum com a presença da reitora Sandra Regina Goulart Almeida e do diretor de Ação Cultural da UFMG Fernando Antonio Mencarelli. Em seguida, Antonio Albino Canelas Rubim, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, abrirá a rodada de palestras com o tema “Universidade, Políticas e Planos de Cultura”. Às 16h, o pró-reitor de Cultura da Universidade Federal do Cariri, Robson Almeida, discutirá os desafios de se institucionalizar a cultura nas IES.

Na terça (20), acontece a mesa-redonda “Políticas e planos de cultura na universidade”, com a participação de Alexandre Molina (Universidade Federal de Uberlândia), Jonas Defante (Instituto Federal Fluminense) e Patrícia Silva Dorneles (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O último dia (22) contará com dois palestrantes internacionais. Às 14h, o argentino Rubens Bayardo Garcia falará sobre a experiência em gestão cultural na Universidade de San Martín. O encerramento do fórum será às 16h, com palestra sobre a estratégia do Plano Nacional das Artes de Portugal, que prevê abranger todo o universo escolar português no período 2019-2024. Quem apresenta é o comissário do plano, Paulo Pires do Vale.

GT gestores da região Sudeste
Na quarta (21), o evento será fechado ao público para abrigar as discussões do Grupo de Trabalho do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste. O GT visa a formulação dos Planos de Desenvolvimento Institucional e Planos de Cultura das IES e é um desdobramento da articulação nacional de gestores de cultura por meio do Fórum Nacional de Gestão Cultural das IES (Forcult). A terceira edição do Forcult acontece entre 31 de julho e 3 de agosto. Em debate, estão o papel atual da cultura nas instituições, a ampliação do intercâmbio de experiências e as estratégias de fortalecimento das políticas culturais no âmbito acadêmico.

PROGRAMAÇÃO:
19/08
14h – Abertura com a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e o diretor de Ação Cultural da UFMG, Fernando Mencarelli

14h15 – Palestra Universidade, Políticas e Planos de Cultura | Antonio Albino Canelas Rubim
Professor do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia

16h – Palestra Universidade cultural: Institucionalizar a cultura nas IES a partir da política e da gestão cultural | Robson Almeida
Pró-reitor de Cultura e coordenador do processo de elaboração do Plano de Cultura da Universidade Federal do Cariri

20/08
14h – Mesa-redonda Políticas e planos de cultura na universidade
Alexandre Molina | Universidade Federal de Uberlândia
Jonas Defante | Instituto Federal Fluminense
Patricia Silva Dorneles | Universidade Federal do Rio de Janeiro

21/08
14h – Reunião do Grupo de Trabalho do Fórum de Gestão Cultural das Instituições de Ensino Superior do Sudeste

22/08
14h – Palestra Gestão cultural na universidade pública | Rubens Bayardo Garcia
Diretor da Carreira de Especialização em Gestão Cultural e Políticas Culturais do Instituto de Altos Estudos Sociais da Universidad Nacional de San Martín

16h – Palestra Plano Nacional das Artes de Portugal | Paulo Pires do Vale
Comissário do Plano Nacional das Artes, curador, ensaísta e professor universitário.

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