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O campus Pampulha da UFMG vai abrigar neste sábado, 6 de março, um posto de vacinação da Prefeitura de Belo Horizonte no sistema drive-thru, em que as pessoas não saem do carro. Idosos de 86 a 88 anos residentes em Belo Horizonte receberão a segunda dose da vacina Coronavac, que será aplicada por equipe da Prefeitura. Na próxima semana (8 a 12 de março), pessoas de 80 a 85 anos serão imunizadas com a primeira dose.
O posto será montado na Unidade Administrativa II (entrada pela Avenida Abrahão Caram, 763, bairro São José) e funcionará das 8h às 15h.
Os profissionais da PBH contarão com apoio de infraestrutura – sobretudo de refrigeração para a conservação das vacinas – do Departamento de Atenção à Saúde do Trabalhador (DAST), vinculado à Pró-reitoria de Recursos Humanos da UFMG, que tem sede no prédio da Unidade II. O campus Pampulha é um dos três postos extras exclusivos para o drive-thru.
Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, a UFMG tem oferecido apoio em várias áreas à Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia. Ela observa que o fácil acesso e os espaços amplos do campus favorecem a adoção do sistema em que as pessoas são vacinadas dentro dos automóveis. “O campus Pampulha é adequado ao objetivo de evitar aglomeração na espera pela vez de vacinar e o desconforto que as filas representam para os idosos”, ressalta.
Sandra Almeida afirma que a participação da UFMG nessa etapa do combate à pandemia, em que se priorizam os grupos vulneráveis, “reforça a atuação responsável e solidária da comunidade universitária”. “Estamos, como sempre, à disposição dos órgãos públicos, de todas as esferas, para otimizar as ações de enfrentamento à covid-19”, frisa.
Nos últimos anos, a UFMG tem feito parcerias com a Prefeitura em campanhas de imunização. O campus Pampulha abrigou postos de vacinação contra a influenza de 2018 a 2020. Em 2019, integrou a campanha da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Em 2017, foi a vez da imunização contra a febre amarela. Todos os anos, o público específico do Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh é atendido prioritariamente como estratégia do Plano Nacional de Imunização (PNI).
De acordo com a vice-diretora do Dast, Catarina Mota Coelho, os profissionais do HC que atuam na linha de frente do combate à pandemia e que integram o principal grupo prioritário para a vacinação foram imunizados em fevereiro, com a primeira e a segunda doses da Coronavac.
Comunidade da UFMG
A administração da UFMG repassou às secretarias municipais de Saúde e Educação de Belo Horizonte os quantitativos referentes à comunidade universitária que devem ser incluídos na escala de grupos prioritários para a vacinação estabelecida pela Prefeitura. Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, professores, servidores técnico-administrativos, profissionais terceirizados e estudantes da UFMG podem ser contemplados como “demais trabalhadores da saúde” e “trabalhadores da educação”, categorias mencionadas nos itens 8 e 18 da escala de prioridades de vacinação da PBH.
Na semana de 8 a 12 de março, o posto da UFMG vai receber pessoas de 83 a 85 anos de idade todos os dias. Os idosos de 82 anos serão vacinados somente a partir da terça-feira, dia 9; os de 81, a partir da quarta, dia 10, e os de 80 anos, na quinta e na sexta-feira, dias 11 e 12.
Outras informações sobre a vacinação contra a covid-19 em Belo Horizonte estão disponíveis no portal da Prefeitura.
Fonte: Itamar Rigueira Jr.

 

Pfizer/BionTech, Oxford/AstraZeneca, Moderna, Sinopharm, Sputnik V, Coronavac e Covaxin são algumas das vacinas que já estão sendo aplicadas em todo o mundo como estratégia de combate à pandemia de covid-19. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma vacina leva cerca de 10 anos para ser desenvolvida. No caso da infeção pelo coronavírus, os estudos focados no desenvolvimento de imunizantes ocorreram em tempo recorde – cerca de um ano depois do início da pandemia, já existem vacinas comprovadamente eficazes sendo aplicadas.
Com o objetivo de agilizar a vacinação no Brasil, universidades brasileiras e institutos de pesquisas também estão na corrida para o desenvolvimento de um imunizante nacional. Hoje, a UFMG trabalha com sete projetos: cinco no CTVacinas, parceria estabelecida entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), e duas no Instituto de Ciências Biológicas (ICB).
Segundo Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do CTVacinas e professora da Faculdade de Farmácia da UFMG, a busca por uma vacina brasileira que previna a covid-19 é importante para frear a pandemia e ajudar o país a criar as bases para a produção de imunizantes contra outras doenças no futuro. “Todo o conhecimento adquirido nos estudos para a vacina contra a covid-19 será útil para que possamos criar vacinas contra outras doenças, visto que alguns processos se repetem em todo o percurso de desenvolvimento de um imunizante. Além disso, desenvolver os passos de uma vacina no Brasil é fundamental para a soberania nacional, pois nos garante certa independência no combate às doenças”, diz.
No CTVacinas, são três imunizantes que utilizam plataformas de vetores virais, um baseado em proteína recombinante e outro que utiliza DNA. Já no ICB, uma das vacinas desenvolvidas utiliza RNA, e a outra, bacilos de Calmette-Guérin (BCG).
As sete vacinas (que serão explicitadas a seguir) estão na fase de estudos pré-clínicos, aquela em que os pesquisadores avaliam a sua imunogenicidade, ou seja, a capacidade da substância de provocar uma resposta imune do organismo por meio do desenvolvimento de anticorpos que combatem a doença. Essa fase também atesta os níveis de proteção e segurança do imunizante em animais.
Segundo Ana Paula Fernandes, todas as plataformas utilizadas nas pesquisas feitas na UFMG já são usadas no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, o que ajuda a garantir a segurança dos imunizantes. Além disso, apesar de todas essas vacinas ainda estarem na fase pré-clínica dos estudos, cada uma delas apresenta complexidades próprias e seria produzida de maneira diferente, caso comprovadamente eficiente.
“Precisamos lembrar que a produção de uma vacina é um processo complexo. Para ganharmos tempo, embora ainda estejamos na fase de testes em animais, o CTVacinas já está conversando com as fábricas que poderão produzir os imunizantes para as fases de testes clínicos em humanos. Também estamos conversando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que, quando autorizadas as fases clínicas, isso seja feito o mais rapidamente possível. O Brasil tem pressa para vacinar a sua população, então é importante que consigamos financiamento para as próximas etapas dos estudos”, diz.
Conheça os sete imunizantes:
Vírus MVA usado como vetor: utiliza, como plataforma, o vírus MVA, que já é empregado como vetor na vacina contra a varíola. O vírus MVA recebe genes do Sars-CoV-2 e passa a produzir as proteínas S (Spike) e N (do nucleocapsídeo viral) do novo coronavírus, que são utilizadas por ele para infectar as células humanas. Em contato com as células do paciente, o vírus induziria o organismo à resposta imune contra a covid-19. Essa vacina prevê a imunidade por meio de duas doses, aplicadas em via intramuscular. Os estudos que podem dar origem ao imunizante estão sendo financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Vírus Influenza usado como vetor: também prevê a aplicação em duas doses, porém por via intranasal. Nesse estudo, foram feitas alterações genéticas no vírus H1N1, que causa a gripe. Depois dessas alterações, o vírus da gripe tornou-se capaz de transportar parte da proteína S do Sars-CoV-2, que possibilita que o vírus infecte as células humanas. A intenção é que, depois de inserido no organismo, o vírus dotado dessa parte dessa proteína estimule o corpo humano a produzir os anticorpos para a covid-19, ao mesmo tempo que protege o organismo da influenza, tornando-se assim uma vacina ambivalente. Essa pesquisa é feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de São Paulo (USP), com financiamento do CNPq, do MCTI e da Fundação Oswaldo Cruz.
Adenovírus (Ad5) usado como vetor: também de administração intramuscular e aplicada em duas doses, essa vacina consiste na modificação genética do Adenovírus 5, que provoca infecções respiratórias. Os cientistas inserem partes do genoma do Sars-CoV-2 no adenovírus, que se torna capaz de produzir as proteínas S e N do coronavírus (as utilizadas pelo vírus para infectar as células humanas). O produto será então introduzido no organismo humano, estimulando-o a produzir anticorpos contra a covid-19. O mecanismo é o mesmo empregado no desenvolvimento da vacina Oxford/AstraZeneca. A pesquisa é financiada pelo CNPq, por meio de edital do MCTI.
Proteína recombinante (“quimera”) usada como plataforma: bastante versátil, essa vacina é considerada a mais fácil de ser produzida. A administração é intramuscular, em duas doses. A pesquisa que deu origem ao desenvolvimento desse imunizante baseou-se na modificação genética da bactéria E.coli, que recebeu pedaços do genoma do Sars-Cov-2 para que fosse possível produzir as duas proteínas que o coronavírus utiliza para infectar as células humanas (as proteínas S e N). O composto, chamado de “quimera”, é então injetado no corpo humano e induz à resposta imune. Por ter um método de produção mais simples, essa vacina poderia ser produzida na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais. A pesquisa é financiada pelo CNPq e pelo MCTI.
DNA: é o imunizante mais adiantado entre os que estão sendo desenvolvidos no CTVacinas. Os antígenos do Sars-Cov-2 são incluídos em um plasmídeo, o que promove sua expressão nas células do organismo e apresentação ao sistema imune, induzindo à resposta celular de defesa. Mais estável que o RNA, o DNA viabiliza que essa vacina seja mais facilmente trabalhada, uma vez que ela pode ser armazenada em freezers comuns, facilitando, assim, o armazenamento e a logística de distribuição. O processo de produção se assemelha ao das vacinas de RNA, porém com o acréscimo de uma etapa, a de transcrição do DNA em molécula de RNA. A pesquisa é financiada pelo CNPq e pelo MCTIC.
RNA mensageiro: o mRNA (ou RNA mensageiro sintético) é encapsulado por um elemento transportador de proteínas, o lipossomo. Tal estrutura tem fácil acesso às células do corpo humano depois de inoculada porque é reconhecida como um elemento do organismo. Já dentro da célula, o composto mimetiza a proteína S do vírus Sars-Cov-2, incentivando a resposta imune do organismo. Essa vacina, que pode ser facilmente adaptada para eventuais mutações do coronavírus, tem aplicação intramuscular, em duas doses. O projeto é financiado pelo CNPq, por meio de edital do MCTI.
Bacilos de Calmette-Guérin (BCG) usados como vetores: de aplicação intramuscular, essa vacina baseia-se na inserção de sequências do genoma do Sars-Cov-2 em bacilos de Calmette-Guérin (BCG), os causadores da tuberculose. O objetivo é que a modificação genética induza os bacilos a produzir as proteínas S e N do Sars-Cov-2. A vacina é ambivalente, pois, depois de inserido no organismo, o composto o estimula a produzir anticorpos contra covid-19 e a própria tuberculose. Esse imunizante é considerado muito seguro porque parte de uma vacina já bem conhecida, a BCG. Isso gera expectativa de mais rapidez nas fases de testes em humanos. A vacina está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Butantan, com financiamento do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Fonte: Luana Macieira

 

 

De um lado, a UFMG, detentora de patente desenvolvida por pesquisadores dos departamentos de Química, do ICEx, e de Odontologia Restauradora, da Faculdade de Odontologia; de outro, uma empresária e empreendedora da indústria têxtil, em Jundiaí, no estado de São Paulo, em busca de inovações para o setor, para combater a pandemia de covid-19. Desse encontro, ocorrido em abril do ano passado, nasceu uma parceria que teve como fruto o composto químico Nanoativ. O produto revelou-se um potente antiviral capaz de proteger grandes ambientes do Sars-CoV-2 por até 28 dias.
 
O desenvolvimento da tecnologia, os testes, a aprovação e o depósito da nova patente ocorreram em oito meses, tempo considerado recorde para os padrões no campo da inovação. Isso só foi possível, conforme ressalta o coordenador da pesquisa e chefe do Departamento de Química da UFMG, professor Rubén Dario Sinisterra, em razão do aproveitamento de estudos anteriores, realizados com a professora Maria Esperanza Cortés e com dois ex-pós-graduandos da Faculdade de Odontologia (André Pataro e Michel Furtado Araujo), que já haviam gerado patente concedida à UFMG pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2017, para ser usada em enxaguantes bucais e em doenças periodontais.
 
Conforme conta o professor, o Departamento de Química estava fazendo pesquisas de caráter emergencial para o combate ao novo coronavírus quando recebeu a demanda da empresa Erhena, de São Paulo, por um composto antiviral que pudesse ser aplicado em tecidos. “Imediatamente, propus que o potencial antiviral do composto patenteado fosse avaliado”, comenta Rubén Dario.
 
Confiante na capacidade antiviral da substância, o professor e os pós-graduandos Alfonso Martinez e Daniel Grajales, do Programa de Inovação Tecnológica e Biofarmacêutica da UFMG, desenvolveram novas pesquisas tomando essa patente como referência. Também foram feitas adequações para possibilitar a impregnação da tecnologia em tecidos encaminhados pela Ehrena. “Os testes antivirais realizados em laboratório da Unicamp pela professora Clarice Weins Arns, já em julho, apresentaram excelentes resultados, o que trouxe ótimas expectativas”, afirma o professor.
 
Testes in loco
Após os ensaios em laboratório, a tecnologia precisava ser testada em diferentes ambientes para comprovação de sua eficácia. Isso ocorreu com a intermediação da empresária e empreendedora Renata Iwamizu, que envolveu a Ehrena, empresa recém-criada, e uma produtora brasileira de fitas adesivas, a Adelbras. Usando a tecnologia da UFMG, as empresas desenvolveram uma fita adesiva experimental com o Nanoativ em sua composição, inserido já no processo de fabricação.
 
Finalizado o produto piloto, os testes de eficácia foram realizados em uma área de 300 metros quadrados em diferentes ambientes no aeroporto de Viracopos, em Campinas. A fita adesiva, visível, foi afixada em áreas com grande movimento de pessoas, sujeitas a toques frequentes de mãos, como balcões de atendimento, maçanetas de portas e corrimões de escadas, entre outras superfícies.
 
Durante um mês (entre o fim de novembro e o fim de dezembro de 2020), foram realizadas análises microbiológicas semanais, a cargo dos laboratórios da UFMG, que comprovaram a eficácia da tecnologia aplicada. “Os testes demostraram a capacidade antiviral e também antibacteriana da fita, que preservou o ambiente livre de vírus, como o novo coronavírus, e de diferentes bactérias por até 28 dias”, informa Rubén Sinisterra.
 
O composto dispensa o uso de solventes e álcool e utiliza encapsulante de origem renovável. Entre as vantagens da tecnologia, está a sua não volatilidade, o que prolonga sua ação antiviral e antibacteriana.
 
Novas aplicações
UFMG e Ehrena estão estudando novas aplicações para a tecnologia por meio de testes com cosméticos, produtos hospitalares, saneantes e veterinários. Segundo Renata Iwamizu, foi possível perceber, desde o primeiro contato com a UFMG, a potência da parceria que se avizinhava. “A tecnologia mostrou-se muito promissora após diversos testes de aplicação que desenvolvemos, conferindo características antivirais por tempo prolongado em diferentes produtos, e não apenas do setor têxtil”, diz a empresária, fundadora da Ehrena. Há 20 anos atuando na indústria têxtil, Iwamizu é detentora de patentes nacionais e internacionais relacionados a produtos nanotecnológicos e à funcionalização de tecidos.
 
Com mais de 1.100 depósitos, a UFMG é uma das instituições de pesquisa que lideram o registro de patentes e a transferência de tecnologia no Brasil.
 
Fonte: Isaura Mourão

 

A UFMG e o governo de Minas Gerais contarão com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para o desenvolvimento de vacinas no estado. A reitora Sandra Regina Goulart Almeida e o vice-governador Paulo Brant foram recebidos na última quinta-feira (4), em Brasília, pelo ministro Marcos Pontes, e ficou acertada parceria que deve promover incremento nas pesquisas realizadas pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da UFMG e instituições vinculadas ao governo do estado.
De acordo com Sandra Almeida, o objetivo do esforço conjunto é viabilizar o desenvolvimento de imunizantes nacionais, o que reduzirá a dependência do Brasil em relação a vacinas e insumos produzidos no exterior. “O CT-Vacinas da UFMG tem tido papel importante na testagem diagnóstica e está trabalhando no sentido de desenvolver uma vacina nacional para a covid-19, além de outros estudos relevantes para o campo das vacinas. A parceria estabelecida com o MCTI, envolvendo também o governo do estado, será fundamental não apenas para a continuidade do desenvolvimento do imunizante contra o coronavírus, mas também para as pesquisas com vacinas a longo prazo”, disse.
A reitora da UFMG lembrou que o CT-Vacinas tem amplo conhecimento instalado neste campo. “A expectativa é que tenhamos aqui um centro nacional especializado em vacinas para que possamos enfrentar os desafios que, sabemos, estão por vir. Necessitamos, mais do que nunca, de articulação entre as universidades e os órgãos públicos estaduais e federais para garantir investimento contínuo”, afirmou Sandra Almeida.
O ministro Marcos Pontes destacou que a vacina que está sendo desenvolvida pela UFMG, com tecnologia nacional, “é importantíssima para o estado e para o país e tem grande relevância para a ciência brasileira”.
O vice-governador Paulo Brant disse que a iniciativa conjunta “dá esperança à sociedade brasileira em meio à pandemia”. Ele enfatizou que o CT-Vacinas da UFMG tem desenvolvido “um ótimo trabalho” e que é necessário apoio adicional. “Esse esforço vai contar com o Governo de Minas, com o MCTI e com outras instituições, públicas e privadas, e logo poderemos dar ótimas notícias para os brasileiros”, afirmou.
Testes clínicos
A parceria que une o MCTI, o governo de Minas e a UFMG deverá garantir a sequência de um trabalho que começou no início de 2020, antes mesmo de declarada a pandemia. A equipe do CT-Vacinas logo começou a se organizar para desenvolver o imunizante contra o Sars-CoV-2, e, em março, o projeto já estava pronto. Em maio, os recursos foram liberados pela Finep, e pouco depois o grupo iniciava os testes com as diversas plataformas vacinais.
Depois da identificação e produção em pequena escala dos antígenos (adenovírus, proteínas recombinantes e outros) e dos testes bem-sucedidos de imunogenicidade em camundongos, o CT-Vacinas está pronto, segundo a professora Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do Centro, para iniciar os testes clínicos. As fases 1 e 2, de imunogenicidade e segurança em humanos, devem demandar investimento de R$ 15 a 20 milhões. Para a fase 3, ainda não há orçamento. A previsão, segundo Ana Paula, é de que, “se tudo der certo, com a colaboração de todas as partes envolvidas”, os testes em humanos sejam iniciados até o fim deste ano.
O desenvolvimento do imunizante do CT-Vacinas da UFMG adota tecnologia semelhante à utilizada pela Universidade de Oxford, que trabalha com vetores virais (vírus não patogênicos para os seres humanos) capazes de codificar proteínas do coronavírus sem causar a doença, mas estimulando a produção de anticorpos e células de defesa. De acordo com o professor Flávio Fonseca, que também compõe o grupo de coordenação do Centro, a diferença básica entre a vacina que está sendo produzida na UFMG e a de Oxford é a utilização, pelo CT-Vacinas, de outros vetores virais, além do adenovírus. “A estratégia de usar diferentes vetores minimiza a resposta contra o próprio vetor, ampliando a eficácia da vacina”, explica o microbiologista da UFMG.
Ana Paula Fernandes destaca que o CT-Vacinas e outros centros brasileiros têm plena capacidade de produzir vacinas e assim reduzir a necessidade de importar esses produtos. “É preciso quebrar a cultura de importação de imunizantes que impera no Brasil. Os resultados promissores que obtivemos até agora demonstram que temos competência multidisciplinar, dominamos as diversas plataformas vacinais e contamos com ferramentas que estão disponíveis nos grandes centros de pesquisa estrangeiros”, afirma a cientista, ressaltando ainda a importância do financiamento de longo prazo que viabilizou as pesquisas nesse campo, ao longo das últimas décadas.
Fonte: Itamar Rigueira Jr. / Com informações do portal do MCTI

Em um ato simbólico, o primeiro imunizado foi o enfermeiro do CTI Adulto Antônio Alves Ribeiro, 61, que trabalha na instituição há 38 anos. “Fiquei muito feliz em ser o primeiro. A vacina é cientificamente segura. Espero que todos se vacinem contra o coronavírus”, disse ele.
O HC-UFMG recebeu 2,5 mil doses da vacina Coronavac, desenvolvida na China e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo. Os primeiros a receber o imunizante serão os profissionais da assistência que atuam nas unidades de terapia intensiva (UTIs) do hospital. A ampliação da cobertura para todos os profissionais será gradativa, conforme a disponibilidade das doses.
Perspectiva de trabalho seguro
“O início da vacinação era aguardado com grande expectativa pelos trabalhadores do HC. Desde o início da pandemia, eles estão fortemente engajados nos atendimento aos casos suspeitos e confirmados da doença. A vacina traz uma perspectiva não só de controle da pandemia no mundo, mas também de um trabalho mais seguro. A imunização não vai liberar as pessoas da necessidade do respeito ao isolamento social, do uso das máscaras e das medidas de higiene, mas temos uma perspectiva de médio e longo prazo de voltar à normalidade da assistência e da vida social”, disse a superintendente do Hospital das Clínicas, Andrea Maria Silveira.
O HC-UFMG está alinhado com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde e com as diretrizes da Secretaria de Saúde de Minas Gerais e da Prefeitura de Belo Horizonte.
Fonte: Assessoria de Comunicação do HC
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