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Vários estudos tentam encontrar um medicamento eficaz para combater o novo coronavírus. Dois desses estudos estão sendo realizados na UFMG e utilizam anticorpos monoclonais (mAbs), produzidos em laboratório e introduzidos no organismo por meio de injeção ou infusão, com o objetivo de ajudá-lo a combater o vírus e bactérias específicos. Esses anticorpos já são largamente usados na medicina em pacientes com câncer e outras doenças inflamatórias. No caso do tratamento da covid-19, seu uso já foi aprovado de forma emergencial nos Estados Unidos, onde está sendo administrado em pacientes com infecção leve ou moderada.
O estudo internacional Accelerating covid-19 therapeutic interventions and Vaccines (Activ-2) ocorre paralelamente na Faculdade de Medicina e no Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh. Trata-se de plataforma de tratamento para pacientes ambulatoriais com covid-19 coordenada pela National Institutes of Health (NIH), que utiliza anticorpos de pessoas que tiveram a infecção pelo coronavírus. Além da UFMG, a pesquisa envolve centros nos EUA, na Argentina, no Peru, na África do Sul e em outras cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Aderência
Os anticorpos monoclonais bloqueiam a ligação do Sars-CoV-2 com as células do organismo. No laboratório, as proteínas passam por processos de purificação e expansão e, quando aplicados no organismo, conseguem aderir à espícula da superfície do vírus que causa a infecção. Assim, eles impedem que o vírus entre nas células e as infecte.
O tratamento com os anticorpos monoclonais é importante principalmente para pessoas com comorbidades e risco aumentado de evoluir para formas graves da covid-19, visto que pode prevenir o aparecimento da doença e a sua progressão. De acordo com o imunologista Jorge Andrade Pinto, líder da equipe que conduz o estudo na Faculdade de Medicina, os testes com os anticorpos são seguros, uma vez que a tecnologia atual possibilita que sejam produzidos por meio da cultura de tecidos ou de sistemas de expressão microbiana. “A potencial toxicidade de mAbs humanizados é comparável à dos antibióticos”, diz.
O professor acrescenta que é necessário demonstrar que os mAbs são seguros e eficazes para o tratamento de pacientes de alto risco não hospitalizados. “É importante que haja tratamentos efetivos e cientificamente comprovados e que possam ser utilizados nas fases iniciais da covid-19, prevenindo a progressão da doença para formas graves e a necessidade de tratamento hospitalar”, diz.
A infectologista Flávia Ribeiro, que coordena o estudo no Centro de Pesquisas do HC-UFMG/Ebserh, ressalta a importância de as pessoas participarem dos testes do tratamento. “Integrar essa rede de pesquisa gera para o HC a possibilidade de contribuir ainda mais com o combate à pandemia. Para isso, é necessário que a população se mobilize. A participação do cidadão é fundamental.”
Em dose única
A Faculdade de Medicina e o HC já recrutaram os voluntários para os testes sobre evolução clínica com o tratamento, transmissão para os contatos e tempo de duração para a excreção do vírus. Nessa primeira fase, os voluntários serão submetidos ao tratamento com os mAbs BRII-196 e BRII-198 produzidos pela Brii Bioscience. Os anticorpos serão aplicados em dose única, por infusão venosa (por meio de uma agulha ou de um cateter esterilizado).
A expectativa é que mais voluntários sejam convocados para testar novos medicamentos da plataforma Accelerating covid-19 therapeutic interventions and vaccines (Activ-2).
Fonte: Assessorias de comunicação da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínicas (ufmg.br)

 

A UFMG protocolou, na última sexta-feira, dia 30, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pedido de autorização para realização de testes clínicos em humanos (fases 1 e 2) da vacina SpiN-TEC contra a covid-19, desenvolvida pelo CTVacinas e pela Fiocruz Minas. A solicitação é amparada em dossiê com dados e informações sobre o desempenho do imunizante nos testes pré-clínicos feitos com animais.

A importância do imunizante da UFMG para a política vacinal do país foi destacada pela reitora Sandra Regina Goulart Almeida, pelo ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia e Inovações, e por pesquisadores do CTVacinas em entrevista coletiva realizada na tarde deste domingo, dia 1º, em Brasília. De acordo com o ministro, o apoio dado à SpiN-TEC é parte de uma estratégia de combate à covid-19 posta em prática pela Rede Vírus do MCTI. “É uma rede de especialistas formada em fevereiro do ano passado, antes mesmo da covid-19 ser decretada como pandemia pela OMS. Obtivemos resultados muito interessantes, inclusive no núcleo que apoia o desenvolvimento de vacinas. Hoje, o MCTI apoia 15 estratégias vacinais em todo o país”, destacou Pontes.

Ao elogiar o trabalho dos pesquisadores da UFMG, o ministro mencionou outras ações de enfrentamento da pandemia desenvolvidas em Minas Gerais, como as pesquisas com kits diagnóstico, e lembrou que o CTVacinas, com o financiamento do próprio MCTI, terá suas atividades expandidas para se transformar em um centro nacional de vacinas. “Com isso, o Brasil poderá produzir insumos farmacêuticos para testes pré-clínicos e desenvolver imunizantes para doenças negligenciadas”, afirmou.

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, classificou como “emblemático” o pedido de autorização protocolado pela UFMG na Anvisa. “Trata-se de um marco, pois eleva o país à condição de produtor de vacinas”, afirmou ele, destacando que há várias plataformas vacinais em testes no Brasil, como DNA, RNA e proteínas recombinantes – caso da SpiN-TEC. Morales também elogiou a capacidade de mobilização da comunidade científica brasileira. “Nossos pesquisadores, a exemplo do que ocorreu com a crise do zika vírus, souberam responder à pandemia com muita competência científica”.

 

Para maiores informações, acesse: ufmg.br

 

 

A UFMG iniciou discussões para a implantação temporária e emergencial do regime de ensino híbrido na graduação, que mescla atividades remotas e presenciais. O movimento ocorre no âmbito do amplo planejamento que a Universidade tem feito para que o retorno às atividades presenciais ocorra de maneira gradual e participativa, em consonância com os indicadores da pandemia.
A ideia é que esse regime seja implantado em sintonia com os parâmetros estabelecidos pelo Plano para o retorno presencial de atividades não adaptáveis ao modo remoto. Assim, se as cidades em que a UFMG mantém campi estiverem no cenário de retorno relativo à etapa 1, o teto de ocupação dos espaços físicos será igual a 20%; se estiverem no cenário relativo à etapa 2, o teto de ocupação será de 40%. Os critérios estabelecidos para cada etapa de retorno estão descritos na edição mais recente do plano, publicada no mês passado.
“Não há uma data definida para o retorno presencial amplo, mas temos a expectativa de que seja possível, no segundo período letivo de 2021, ampliar a oferta de atividades presenciais. Nosso foco é o ‘como’, ou seja, vamos estabelecer critérios, diretrizes e parâmetros para essa volta gradual, uma vez que as condições sanitárias são dinâmicas”, afirma a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira.
Segundo a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, a expectativa é que o planejamento dessa transição do Ensino Remoto Emergencial (ERE) para o Ensino Híbrido Emergencial (EHE) envolva toda a comunidade acadêmica, de forma a se mensurar o impacto que o retorno de algumas atividades presenciais deve ocasionar na vida da comunidade e da cidade. “A UFMG tem retomado as aulas presenciais de forma gradual, seguindo as orientações das autoridades sanitárias locais e o plano de retorno e o protocolo de biossegurança aprovados pela instituição”, demarca a reitora.
Fórum de debate
O planejamento para a implantação do Ensino Híbrido Emergencial (EHE) será tema do Fórum de Integração Docente que ocorre nesta quarta-feira, dia 21 de julho, das 14h às 16h. A ideia é que, nessas discussões, a Administração Central da Universidade, auxiliada por toda a comunidade acadêmica e pelos colegiados de cursos de graduação e departamentos, possa identificar as atividades curriculares que mais sofreram prejuízos no processo de ensino-aprendizagem ao serem ofertadas remotamente, para que então se possa priorizar o retorno delas para o ensino presencial de forma integral ou parcial – a exemplo das atividades que têm carga horária prática e trabalhos de laboratório e de campo.
Os fóruns on-line são espaços destinados à reflexão de questões relacionadas às mudanças no ensino provocadas pela pandemia. Transmitidos pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC) no YouTube, são abertos à participação de toda a comunidade.
Da edição desta quarta-feira, dia 21, participam a reitora Sandra Goulart Almeida, o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira, o pró-reitor adjunto de Graduação, Bruno Teixeira, as professoras Cristina Alvim e Andréa Rodrigues Motta, presidente do grupo de trabalho instituído pela Câmara de Graduação para o planejamento do retorno gradual às atividades presenciais. A atuação desse grupo de trabalho teve início no dia 11 de junho. Além de docentes e representantes de diversas áreas da Administração Central, ele reúne dois representantes discentes, indicados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Veja a resolução que instituiu o GT.
De acordo com a titular da Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ), Maria José Flores, o encontro desta quarta-feira vai ampliar as discussões que vêm sendo realizadas por dirigentes de diversas instâncias da UFMG – Reitoria, diretorias de unidades acadêmicas, colegiados de cursos e departamentos. “Esperamos que o fórum contribua para também mobilizar estudantes, servidores técnico-administrativos em educação e professores que não ocupam cargos de gestão. É importante que todos conheçam as diretrizes iniciais propostas e se empenhem no enfrentamento desse desafio. Precisamos nos organizar para dar conta de promover uma retomada segura sem deixar nenhum curso para trás”, defende a professora.
Fonte: Ewerton Martins Ribeiro (ufmg.br)

 

 

 

O CTVacinas da UFMG terá suas atividades ampliadas para se transformar em um polo nacional de desenvolvimento de imunizantes, fármacos e kits diagnósticos. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e o governo estadual anunciaram o aporte de R$ 80 milhões para financiar a expansão do Centro, instalado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec).
O acordo foi acertado em reuniões realizadas na semana passada (13 e 14 de julho), quando a UFMG recebeu a visita do secretário-geral de Governo, Mateus Simões, e do subsecretário de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Felipe Attiê. O MCTI foi representado pelo secretário de Estruturas Financeiras e de Projetos, Marcelo Meirelles, pelo diretor do Departamento de Estruturas para Viabilização Financeira e Projetos, Carlos Marques, e pelo coordenador-geral de Modelagem de Instrumentos Financeiros da Secretaria de Estruturas Financeiras e de Projetos (Sefip) do MCTI, Carlos Alberto Fernandes.
A parceria que une o MCTI, o governo de Minas e a UFMG começou a ser desenhada em fevereiro deste ano, quando a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o pró-reitor de Pesquisa, Mario Montenegro Campos, a professora Ana Paula Fernandes, do CTVacinas, e o vice-governador Paulo Brant reuniram-se em Brasília com o ministro Marcos Pontes. O acordo ora negociado é um desdobramento daquele encontro, cuja pauta central foi a transformação do CTVacinas em um centro nacional de vacinas. “Essas parcerias são fundamentais. Elas miram não apenas o combate a esta pandemia, mas principalmente o futuro de um país que ambiciona ser soberano na produção de vacinas, diagnósticos e medicamentos”, afirma a reitora Sandra Goulart Almeida.
Segundo a reitora, esses recursos se somam a outros liberados por parlamentares estaduais e pela Prefeitura de Belo Horizonte direcionados especificamente para os testes da SpiN-TEC, a vacina contra a covid-19.
Investimentos
Dos R$ 80 milhões aportados no CTVacinas, R$ 30 milhões serão liberados pelo governo de Minas, por meio da Fapemig e da Secretaria Estadual de Saúde. Os outros R$ 50 milhões virão do MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A parceria com o governo de Minas também prevê o compartilhamento de laboratórios e a cooperação em projetos de desenvolvimento entre a Funed e a UFMG como contrapartida ao valor investido.
Fonte: Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e ufmg.br

 

 

A UFMG manteve-se como a quinta melhor universidade da América Latina, a terceira melhor instituição de ensino superior e a melhor federal do país, segundo o ranking do Times Higher Education (THE), um dos três mais importantes do mundo. O resultado da edição 2021 da versão latino-americana do levantamento foi divulgado na última terça-feira, dia 13. Na comparação com a avaliação do ano passado, a UFMG registrou evolução nas dimensões Pesquisa (83,7 para 85,5) e Ensino (90,3 para 91,6).
Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o resultado ratifica a qualidade da UFMG, demonstrada em várias avaliações nacionais e internacionais e em edições anteriores do levantamento do THE. “Ele também indica algo que temos mencionado sistematicamente: UFMG conseguiu melhorar o seu desempenho em todos os campos mesmo com as restrições orçamentárias enfrentadas nos últimos anos. Temos feito muito – e as nossas ações de combate à covid-19 comprovam isso – com recursos cada vez mais escassos”, afirma a reitora.
Sandra Goulart alerta, no entanto, que o desempenho em rankings e em outros modelos de avaliação, como o do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – no qual a UFMG aparece como a universidade mais bem posicionada no país – poderá ficar comprometido no futuro caso a tendência de cortes e bloqueios orçamentários se mantenha. “Necessitamos de investimento sustentável para manter a produção científica, acadêmica e cultural em patamares aceitáveis e competitivos para atender às demandas da sociedade e do país”, afirma a reitora da UFMG.
Impacto
A Pró-reitoria de Pesquisa (PRPq) é a instância responsável por reunir indicadores que sustentam a participação da UFMG nos rankings internacionais. Um dos responsáveis por esse trabalho, o professor Carlos Basílio Pinheiro, diretor de Produção Científica da PRPq, afirma que outro destaque da UFMG no ranking é o critério de Citações, no qual alcançou a nota 79, sendo superada apenas pela PUC do Chile, primeira colocada geral no levantamento. “É um resultado que consolida a UFMG como uma das universidades brasileiras de produção científica mais impactante de toda a América Latina”, resume.
O pró-reitor Mário Montenegro Campos acrescenta que o desempenho da Universidade no THE corrobora outros levantamentos de diferentes perfis aos quais a Universidade se submete. Entre os mais recentes estão a própria avaliação do Inep e a premiação que a UFMG recebeu da Clarivate Analytics como líder no registro de patentes na última década. “Isso mostra o reconhecimento do relevante papel da atuação da UFMG na pesquisa, no ensino, na extensão e na inovação”, pontua.
Critérios
Os critérios usados pelo THE são agrupados em cinco áreas: Ensino (ambiente de aprendizado), Pesquisas (quantidade, investimentos e reputação), Citações (influência e alcance da sua produção científica), Perspectiva internacional (cooperação e intercâmbio de docentes e estudantes) e Renda na indústria (capacidade de uma universidade de contribuir com o setor industrial por meio de inovações, invenções e consultorias).
Pelo terceiro ano consecutivo, o ranking é liderado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, seguida de USP, Unicamp e do Instituto de Tecnologia de Monterrey do México. Abaixo da UFMG e entre as 10 instituições mais bem avaliadas da América Latina, figuram, ainda, a Universidade do Chile, a PUC-RJ, a UFRGS, a Unifesp e a UFRJ.
Nesta edição, 177 universidades de 13 países latino-americanos foram avaliadas. O país com maior representação na lista é o Brasil, com 67 universidades, seguido de Chile (28), Colômbia (24), México (23), Equador (11), Argentina (9) e Peru ( 8 )
Responsável pela organização do levantamento, o Times Higher Education é uma publicação inglesa que veicula conteúdos referentes à educação superior. É vinculada ao jornal The Times, que produz uma série de rankings que estão entre os mais conceituados do mundo.
Fonte: Matheus Espíndola (ufmg.br)

 

 

O Laboratório de Genética Celular e Molecular do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG iniciou os testes do método de detecção da covid-19 que utiliza amostras salivares. Os exames estão sendo feitos em vários estados do país por laboratórios que integram o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19. A rede de laboratórios pretende realizar 30 mil testes, dos quais 10% serão feitos no laboratório do ICB, sob a coordenação do professor Vasco Azevedo, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução.
Parte das amostras analisadas na UFMG está sendo coletada no Centro de Referência e Atendimento à Covid-19 do município de Caeté. Segundo Vasco Azevedo, as amostras colhidas no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte fazem parte do esforço da rede em mostrar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o método de diagnóstico salivar é eficiente. Para isso, os pesquisadores comparam os resultados dos testes feitos com a saliva com aqueles efetuados pelo método swab nosorofaríngeo (RT-PCR), no mesmo indivíduo.
Menos invasivo e mais rápido (sai em dois minutos) que o RT-PCR, o teste salivar utiliza raios infravermelhos que incidem sobre as amostras. Posteriormente, elas são analisadas por inteligência artificial. “Estamos percebendo que os resultados por saliva e por swab são equivalentes, o que prova que o método de testagem salivar é tão eficiente quanto o RT-PCR, recomendado pela Organização Mundial de Sapude (OMS). Comprovar essa eficiência é requisito para que a Anvisa aprove a nova tecnologia”, explica Azevedo.
Segundo os dados que foram enviados à Anvisa, o método de diagnóstico salivar tem acurácia de 92%, o que atesta a sua eficiência e qualidade. Ele foi desenvolvido pelo professor Luiz Ricardo Goulart, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
“Estamos realizando uma espécie de teste clínico com o método de diagnóstico salivar, em moldes semelhantes ao que se faz quando uma vacina é testada. Depois da aprovação da Anvisa, o método será certificado e poderá ser comercializado e utilizado em larga escala”, diz Azevedo.
Para o pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG, André Massensini, que coordena o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19, a validação do teste salivar é importante porque a testagem em massa ajuda no controle da pandemia no país. “Ter mais um método de diagnóstico considerado padrão é essencial para que consigamos aumentar a testagem no Brasil. A UFMG entende a importância de conduzir uma iniciativa como esta e é a instituição responsável pela maior parte dos testes já feitos pela rede”, diz.
O Laboratório de Genética Celular e Molecular do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG iniciou os testes do método de detecção da covid-19 que utiliza amostras salivares. Os exames estão sendo feitos em vários estados do país por laboratórios que integram o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19. A rede de laboratórios pretende realizar 30 mil testes, dos quais 10% serão feitos no laboratório do ICB, sob a coordenação do professor Vasco Azevedo, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução.
Parte das amostras analisadas na UFMG está sendo coletada no Centro de Referência e Atendimento à Covid-19 do município de Caeté. Segundo Vasco Azevedo, as amostras colhidas no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte fazem parte do esforço da rede em mostrar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o método de diagnóstico salivar é eficiente. Para isso, os pesquisadores comparam os resultados dos testes feitos com a saliva com aqueles efetuados pelo método swab nosorofaríngeo (RT-PCR), no mesmo indivíduo.
Menos invasivo e mais rápido (sai em dois minutos) que o RT-PCR, o teste salivar utiliza raios infravermelhos que incidem sobre as amostras. Posteriormente, elas são analisadas por inteligência artificial. “Estamos percebendo que os resultados por saliva e por swab são equivalentes, o que prova que o método de testagem salivar é tão eficiente quanto o RT-PCR, recomendado pela Organização Mundial de Sapude (OMS). Comprovar essa eficiência é requisito para que a Anvisa aprove a nova tecnologia”, explica Azevedo.
Segundo os dados que foram enviados à Anvisa, o método de diagnóstico salivar tem acurácia de 92%, o que atesta a sua eficiência e qualidade. Ele foi desenvolvido pelo professor Luiz Ricardo Goulart, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
“Estamos realizando uma espécie de teste clínico com o método de diagnóstico salivar, em moldes semelhantes ao que se faz quando uma vacina é testada. Depois da aprovação da Anvisa, o método será certificado e poderá ser comercializado e utilizado em larga escala”, diz Azevedo.
Para o pró-reitor adjunto de Pesquisa da UFMG, André Massensini, que coordena o Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19, a validação do teste salivar é importante porque a testagem em massa ajuda no controle da pandemia no país. “Ter mais um método de diagnóstico considerado padrão é essencial para que consigamos aumentar a testagem no Brasil. A UFMG entende a importância de conduzir uma iniciativa como esta e é a instituição responsável pela maior parte dos testes já feitos pela rede”, diz.
Além dos moradores de Caeté, o ICB também está oferecendo os testes, de forma gratuita, a pessoas da sua comunidade que estão frequentam o campus Pampulha. A intenção é que, futuramente, toda a comunidade universitária possa ter acesso aos testes salivares. “Isso dará mais segurança para o futuro retorno às atividades no campus”, avalia Azevedo. A participação na pesquisa não é aberta à população em geral.
Trabalho em rede
O Projeto institucional em rede: laboratórios de campanha para testes de diagnóstico da covid-19 foi lançado em julho do ano passado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e já realizou mais de 370 mil testes de diagnóstico da doença – a maior parte foi processada nos laboratórios da UFMG. A iniciativa, que conta com 13 universidades das cinco regiões brasileiras, teve início com uma rede da UFMG dedicada a ampliar a capacidade de testagem da doença, por meio da detecção de marcadores moleculares do vírus Sars-CoV-2. O projeto é financiado com recursos de R$ 32,5 milhões repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Além da UFMG, a rede de laboratórios de campanha congrega as universidades federais Fluminense (UFF), da Paraíba (UFPB), de Pernambuco (UFPE), de Goiás (UFG), de São Paulo (Unifesp), de Santa Maria (UFSM), do Mato Grosso do Sul (UFMS), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Amazonas (Ufam), do Paraná (UFPR), do Oeste da Bahia (Ufob) e a Estadual de Santa Cruz (Uesc/BA).
Da UFMG, participam os professores André Massensini, Betânia Drumond, Erna Kroon, Flávio Fonseca, Giliane Trindade, João Trindade Marques, Jonatas Abrahão, Mauro Teixeira, Renato Santana, Ricardo Gazzinelli, Santuza Teixeira, Vasco Azevedo, Renan Pedra de Souza, vinculados ao Instituto de Ciências Biológicas; Henrique Figueiredo, Maria Isabel Guedes e Zélia Lobato, da Escola de Veterinária; Adriano de Paula Sabino e Ana Paula Moura Fernandes, da Faculdade de Farmácia, e José Nélio Januário, da Faculdade de Medicina.
As informações sobre os testes realizados pelo projeto são atualizadas diariamente.
Fonte: Luana Macieira (ufmg.br)
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