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A Faculdade de Medicina da UFMG passou a integrar a rede Covid-19 Prevention Network (CoVPN), criada para oferecer respostas à pandemia do novo coronavírus. Apenas dois centros brasileiros foram selecionados para esse trabalho mundial. O outro é o Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com sede no Rio de Janeiro.

O trabalho na Unidade é conduzido pelo Grupo de Pesquisa em HIV/aids em Crianças, Adolescentes e Gestantes, coordenado pelo professor Jorge Andrade Pinto, do Departamento de Pediatria. “Essa é a principal rede global que conduzirá os estudos da fase 3 das vacinas candidatas à prevenção da infecção pelo SARS-CoV-2”, afirma o professor Andrade. “É uma satisfação integrar uma rede internacional de ponta que busca abrir caminhos para sairmos da pandemia”, acrescenta.

O primeiro estudo do qual a Faculdade de Medicina participa como centro colaborador é o CoVPN 5001, ensaio clínico que busca compreender a infecção e a resposta imunológica ao SARS-CoV-2 em adultos. Para isso, reunirá voluntários com apresentação clínica variável de infecção recente.

“Serão recrutados participantes assintomáticos, com sintomas leves não hospitalizados e hospitalizados – eles podem se deslocar entre os grupos se os sintomas piorarem ao longo do estudo”, explica o professor. Oitocentos participantes serão avaliados por cerca de 60 centros de pesquisa localizados nos EUA, no Peru e na África do Sul, além do Brasil.

Ao compreender o curso clínico da infecção, principalmente no seu início, será possível sugerir eventuais marcadores de proteção que podem ser usados na avaliação da eficácia de vacinas para a covid-19. De acordo com o professor Jorge Andrade, esse primeiro estudo representa uma base importante para os ensaios da fase 3, com início previsto para setembro próximo na Faculdade de Medicina.

A rede
O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (National Institute of Allergy and Infectious Diseases – NIAID) foi responsável pela criação da rede CoVPN para estudar vacinas e anticorpos monoclonais para combater o vírus.

Com capacidade de pesquisa global, a CoVPN inclui a Rede de Ensaios de Vacinas contra o HIV (HVTN), o Consórcio de Pesquisa Clínica de Doenças Infecciosas (IDCRC) e a Rede de Ensaios de Prevenção do HIV (HPTN).

Integram o grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina, além do professor Jorge Pinto, os professores Flávia Ferreira, do Departamento de Pediatria, Helena Duani e Júlia Caporali, do Departamento de Clínica Médica, e Mario Dias Correa e Patrícia Teixeira, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia.

O grupo é composto de equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, epidemiologistas, biólogos, assistentes sociais e técnicos, além de um comitê comunitário formado por representantes da sociedade civil.

Fonte: (Deborah Castro / Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina)

 

 

 

Estão abertas as inscrições para seleção de 800 mineiros que desejam ser voluntários nos testes da fase 3 da vacina contra o coronavírus, a CoronaVac, desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O ensaio, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por todas as outras entidades que regulamentam esse tipo de procedimento nos campos ético e legal, é coordenado em todo o Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo. A vacina começa a ser aplicada na próxima semana.

Em Minas Gerais, os testes estão a cargo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos (CPDF) do ICB, sob coordenação do professor Mauro Martins Teixeira.

A participação é restrita a médicos, enfermeiros e paramédicos, que atuem diretamente no cuidado de pacientes infectados pelo vírus e cumpram todos os critérios:

•  ter mais de 18 anos
•  não ter sido contaminado pelo novo coronavírus
•  não participar de outros experimentos
•  não estar grávida
•  não ter intenção de engravidar nos próximos meses
•  não apresentar doenças crônicas
•  não fazer uso de medicamentos contínuos
•  ter registro ativo no conselho profissional de seu ofício

Caso preencha todos esses critérios, o voluntário deverá entrar em contato com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos do ICB-UFMG, pelo e-mail profiscovbh@gmail.com.

O professor Mauro Teixeira explica que a vacina utiliza o vírus morto e purificado, uma tecnologia conhecida e de eficácia já bastante comprovada para doenças como gripe, poliomielite e pneumonias, entre outras.

Resultados mais rápidos
Segundo o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, a escolha por profissionais de saúde que trabalham com pacientes de covid-19 deverá agilizar os resultados dos testes. Serão nove mil voluntários em todo o Brasil. Os resultados dos testes devem sair em outubro.

Além de centros de pesquisa de Minas e São Paulo, participam outros do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Se comprovada a eficácia da vacina, o acordo com a Sinovac prevê a transferência de tecnologia para o Butantan produzir 100 milhões de doses, das quais 60 milhões ficarão no Brasil. O imunizante será distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais informações podem ser encontradas no site do governo de São Paulo, ao qual está vinculado o Instituto Butantan.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social e Divulgação Científica do ICB

 

 
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A Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG) será um dos 12 centros que serão responsáveis pelos testes de fase 3, em humanos, da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB), nesta quarta-feira (1º).

Além de Minas, Dória informou que os testes vão ser realizados em nove mil voluntários em centros de pesquisas de mais cinco estados: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.

A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos do mundo.

“Quero ressaltar que o acordo com a Sinovac prevê explicitamente a transferência de tecnologia para a produção em escala industrial da vacina contra o coronavírus em São Paulo pelo Butantan. E assegurar também que a vacina será distribuída gratuitamente pelo SUS em São Paulo e em todo o país. A capacidade de produção do Instituto Butantan é de 100 milhões de unidades da vacina”, disse o governador de São Paulo.

Procurada, a UFMG ainda não se manifestou sobre a pesquisa ou sobre quando abrirá cadastro para voluntários.

Procedimento

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Sinovac é considerada por muitos especialistas como uma das mais promissoras do mundo, pelo fato de usar tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas.

Com essa perspectiva, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente.

O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. O modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Agora a farmacêutica fornecerá ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o intuito de demonstrar sua eficácia e segurança. Caso a vacina seja aprovada, os passos seguintes serão o registro do produto pela Anvisa e fornecimento da vacina pelo SUS em todo o Brasil.

“A união da experiência do Butantan na produção de imunobiológicos aos esforços da Sinovac permitirá que logo o país tenha uma vacina efetiva e segura contra a Covid-19, protegendo as pessoas e salvando milhares de vidas”, disse o diretor do Instituto Butantan e integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do estado, Dimas Tadeu Covas.

Covid em Minas

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretária de Estado e Saúde de Minas Gerais (SES-MG), nesta quarta-feira, Minas tem até o momento 47.584 casos de coronavírus confirmados e 1.007 óbitos pela doença. O balanço também aponta 27.912 casos recuperados e que a letalidade da doença no estado é de 2,1%.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) para comentar os testes da vacina que serão feitos em Minas, mas a pasta informou que as negociações sobre o assunto não passaram pela secretaria e foram feitos diretamente pelo Governo de São Paulo com a UFMG.

 

Fonte: Jornal Hoje em Dia

 

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