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Anunciado na última sexta-feira, dia 27, o corte orçamentário de 14,5% imposto às universidades e institutos federais é um “severo golpe”, que foi recebido com “estarrecimento por dirigentes e comunidades acadêmicas”, afirmou a reitora Sandra Regina Goulart Almeida e o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira em nota veiculada nesta segunda-feira, dia 30.
No caso da UFMG, os dirigentes destacam que o contingenciamento, aplicado sobre as verbas de uso discricionário da instituição, “corresponde a uma redução de R$ 32 milhões, que, se mantido, comprometerá o funcionamento e a manutenção da universidade, com forte impacto nas ações de ensino, pesquisa e extensão, além da assistência estudantil, inviabilizando o apoio a estudantes mais necessitados”.
Sandra e Alessandro também se manifestaram sobre o bloqueio de R$ 3,23 bilhões imposto ao orçamento do Ministério da Educação, medida que definiram como “alarmante”. “Esses cortes reduzem a atuação das universidades como agentes mitigadores do aumento das condições de vulnerabilidade de nossa população, que tem sido fortemente afetada com a pandemia da covid-19 e com a crise econômica”, registraram.
No comunicado, a reitora e o vice-reitor da UFMG mencionaram, ainda, o bloqueio de R$ 3 bilhões sobre os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que, em sua avaliação, “afeta toda a cadeia na qual se desenvolvem as áreas da ciência, da educação e da tecnologia em nosso país, comprometendo também, de forma incisiva, entidades essenciais para a produção de conhecimento, como a Capes e o CNPq”.
Ao fim da nota, Sandra e Alessandro garantem que a UFMG e as demais universidades federais estão mobilizadas para reverter a medida. “A UFMG segue em luta pela garantia de investimento sustentado para a educação, a ciência e a tecnologia como política de Estado, visando ao fortalecimento de nossas universidades públicas, comprovadamente de qualidade e relevância para nosso povo e nossa sociedade”, concluíram.
Andifes também se manifesta
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) se manifestou no sábado, dia 28, também por meio de nota, na qual define como “inadmissível, incompreensível e injustificável” o bloqueio de recursos e defende a recomposição dos orçamentos das universidades federais e da ciência brasileira.
Fonte:https://ufmg.br/

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