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O Ministério da Educação (MEC) anunciou, no dia 03/06, a redução do bloqueio do orçamento discricionário das universidades e institutos federais de 14,5% para 7,2%. Foram liberados R$ 1,6 bilhão de um montante de R$ 3,2 milhões. No caso da UFMG, o corte divulgado no dia 27 de maio, que era de 32 milhões, caiu para 16 milhões.
“A redução é resultado da forte mobilização da comunidade científica e acadêmica, de seus dirigentes e da Andifes [Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior] e demais entidades, que seguem empenhados em reverter todo o bloqueio”, observa a reitora Sandra Regina Goulart Almeida. Em mais uma ação nesse sentido, a reitora participou na manhã da última segunda-feira, dia 6, de audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados convocada por requerimento de vários parlamentares.
“As universidades federais têm-se organizado num planejamento de retorno às atividades presenciais, e o orçamento de R$ 5,3 bilhões está muito distante da projeção apresentada pelas instituições como o mínimo necessário para o bom funcionamento”, afirmou à Agência Câmara o deputado federal Rogério Correia, um dos autores do pedido de audiência, que também reuniu, entre outros dirigentes, os presidentes da Andifes, Marcus Vinicius David, e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro.
Conselho Universitário se posiciona
O mais recente bloqueio de recursos orçamentários foi recebido com “apreensão e repúdio” pelo Conselho Universitário da UFMG, que se reuniu no dia 02/06. Em nota à comunidade, o órgão máximo de deliberação da Universidade sustenta que a medida “incidirá sobre um orçamento já reduzido ao longo dos últimos anos e comprometerá de forma inequívoca o funcionamento da Universidade e sua capacidade de desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão que lhe foram delegadas pela sociedade”.
No comunicado, o Conselho também endossa a nota divulgada pela Reitoria no dia 30 de maio e “convoca a comunidade a unir-se na defesa da reversão dos cortes orçamentários determinados pelo governo federal e na promoção da universidade pública e gratuita”.
Fonte: ufmg.br







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