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A Diretoria de Ação Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugura na próxima segunda-feira (14), às 18h, no saguão da Reitoria, a exposição “Sonho e Realidade: homenagem à Álvaro Apocalypse”. Além de uma sala especial com desenhos e pinturas do multiartista, serão exibidas obras de 16 ex-alunos que tiveram aula com Apocalypse durante a década de 70. A visitação pode ser feita até 30 de março de 2020, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

Conhecido por ter criado centenas de bonecos à frente do Grupo Giramundo, Álvaro foi pintor, ilustrador, gravador, desenhista, diretor de teatro, cenógrafo, museólogo e publicitário. Desde 1959, Apocalypse também foi professor da Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG, onde deu aulas, entre outros alunos, para Geraldo Roberto da Silva. Foi Geraldo quem teve a ideia da exposição, após sonhar com o antigo professor. “Sonhei com Álvaro e senti que ele me passou uma incumbência, não obrigatória, mas uma sugestão agradável. Acordei com a ideia batucando na minha cabeça. E hoje, estamos aqui, aceitando e cumprindo a boa sugestão do que consegui apanhar do sonho”, conta.

Serão expostas obras de Canuta Duque, Claudia Marinuzzi,  Elizabeth Calil, Erli Fantini, Geraldo Roberto da Silva, José Alberto Nemer, Joyce Brandão, Liliane Romanelli,  Lúcia Marques (in memoriam) Márcia  Meyer Guimarães,  Maria  José  Vargas  Boaventura, Olímpia Couto,  Rosângela Ferreira, Rosana  Mendes  Campos e Thalma  de  Oliveira.  

Quem assina a curadoria são os professores da EBA, Beatriz Coelho e Fabricio Fernandino. “A homenagem se pauta em um corte histórico, perfazendo através de uma linha do tempo a evolução da obra desse mestre do desenho. É uma exposição composta por obras cedidas pelo Acervo Artístico da UFMG, pelo Acervo Apocalypse, e Teatro Giramundo, assim como coleções de particulares e da família do artista”, explicam.

Segundo os curadores, a escolha do dia 14 de outubro, para a abertura da visitação não foi ao acaso. “Ela acontece na véspera do Dia do Professor, uma ação simbólica, por meio da qual a UFMG visa estender a todos os professores, o reconhecimento do papel fundamental de cada um para a formação de pessoas preparadas para a vida e construtores de uma nação mais justa e democrática”, comentam.

Trajetória

Álvaro Brandão Apocalypse (1937-2003) estudou litografia e gravura em metal na Escola Guignard e iniciou o curso de Direito na UFMG, em 1956. A partir de 1959, integrou o corpo docente da recém-criada Escola de Belas Artes da UFMG, lecionando disciplinas de Desenho e Pintura. Tornou-se professor titular em 1981, participando efetivamente da vida artística dentro e fora da universidade, até sua aposentadoria. Em 1970, Álvaro criou o Grupo Giramundo, de teatro de bonecos, instalado por um longo período nas dependências da UFMG. As montagens do grupo são, até hoje, presença marcante nos Festivais de Inverno da universidade, com produções de peças de sucesso e de reconhecimento imediato.

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