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O consumo e a exposição indireta ao tabaco são a segunda causa de mortalidade no mundo, atrás apenas da hipertensão. O número de fumantes é significativo e crescente, especialmente nos países em desenvolvimento. Pesquisa do doutorado em Demografia desenvolvida na Faculdade de Ciências Econômicas (Face) reconstrói a história do tabagismo no Brasil e avalia em que medida as mudanças na prevalência desse hábito afetarão a mortalidade até 2030.

Em sua tese, o pesquisador Cristiano Sathler dos Reis reconstrói a história do tabagismo brasileiro de 1948 a 2008, por idade, período e coorte de nascimento. Segundo o pesquisador, a prevalência do tabagismo entre os homens sempre foi superior à feminina, independentemente da idade, período e coorte. Além disso, o nível educacional desempenha papel importante como preditor do consumo do tabaco. Em geral, a prevalência do tabagismo é menor entre indivíduos mais escolarizados. De 1980 a 2015, o país registrou mais de 6,5 milhões de mortes decorrentes do consumo do tabaco, sendo 4,7 milhões de homens e 1,8 milhão de mulheres. A diferença no número de óbitos por sexo, segundo Reis, deve-se ao fato de a iniciação das mulheres no tabagismo ter ocorrido cerca de 15 anos após a dos homens. “Percebemos que as diferenças sociais, econômicas e culturais influenciaram no atraso de iniciação das mulheres, que atingiram o pico de 35% somente na década de 80. Metade dos homens, na década de 50, já fumava, alcançando o pico de 66,3% no início dos anos 70”, compara.

Outros fatores que confirmam a iniciação tardia das mulheres são a tendência de queda na taxa de mortalidade atribuída ao tabagismo entre os homens e o aumento de óbitos entre as mulheres, de 1980 a 2015. Em 1984, para cada 100 mil habitantes, foram registrados 669,6 óbitos de homens e 80 de mulheres. Em 2015, a mortalidade entre os homens caiu para 353,3, enquanto entre as mulheres subiu para 255,2 a cada 100 mil habitantes.

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