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Nesta segunda-feira, 29, a UFMG abre inscrições para o 47º Festival de Inverno. O evento será realizado de 17 a 25 de julho, em Belo Horizonte, e as inscrições podem ser feitas até dia 18, no site do evento, onde também está disponível a programação.

A partir desta edição, o Festival de Inverno rende tributo a artistas. Neste ano, os homenageados são a artista plástica Yara Tupynambá e o teatrólogo João das Neves.

Um dos destaques da programação são as aulas abertas, eventos gratuitos e sem limite de inscrições. As aulas serão ministradas por importantes nomes da cultura e da educação brasileiras, como o músico Maurício Tizumba, a coreógrafa Dudude Herrmann, a professora Mariana Lima Muniz, da Escola de Belas Artes da UFMG, e José Sávio Oliveira de Araújo, doutor em educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nos Fóruns de Diálogo, debatedores da academia e de fora dela vão discutir temas pertinentes ao próprio trânsito de saberes entre a Universidade e as cidades. Serão cinco encontros, todos no Conservatório UFMG.

A programação inclui ainda oficinas que abordam o cinema (Um cinema da diversidade estética e narrativa, com Joel Zito Araújo), manifestações da cultura afro-brasileira (Cantando e reinando com as tradições dos Arturos, com Jorge Antonio dos Santos) e projetos especiais sobre a relação entre arte e cidade. Um dos destaques dessa vertente será a palestra-show do músico e ensaísta José Miguel Wisnik.

“O conhecimento em arte produzido na Universidade precisa dialogar com aquele gerado fora. Existe uma fissura entre o que se faz no âmbito acadêmico e fora da Universidade em termos de arte, e o Festival de Inverno, por sua própria natureza e história, tem a potencialidade de colaborar para o fomento desse vínculo”, afirma a professora Mônica Medeiros Ribeiro, da Escola de Belas-Artes e coordenadora do Festival.

Outro coordenador do evento, o professor Ernani Maletta ressalta o caráter utópico que motivou a escolha dessa diretriz conceitual: a plenitude da interseção cidade-universidade. “É claro que esse é um horizonte inalcançável, mas, como toda utopia, serve para direcionar nossas ações”, explica Malleta. Para ele, mais do que o caráter prático, importa o aspecto simbólico dessa contraocupação: “Queremos refletir sobre o espaço simbólico que a universidade ocupa na cidade, o espaço simbólico que a arte ocupa na nossa vida e o espaço simbólico que ocupamos na vida do outro”, teoriza.

No sábado, dia 25, o gramado da Reitoria será palco, às 19h, para apresentação do Grupo Galpão. A trupe encerra a programação do evento com a encenação de Os gigantes da montanha, peça de Pirandello em que se discute o valor da arte e a sua capacidade de comunicação com o mundo moderno.
Nobrega%20boletim.jpg A programação inclui apresentações artísticas como aula-espetáculo do músico, ator e pesquisador Antonio Nóbrega [na foto de Walter Carvalho], show de Hermeto Paschoal, exposição de Yara Tupynambá e espetáculo da Mimulus Cia de Dança. Outro destaque será a realização de mais uma edição do Domingo no campus, com atividades diversas ao ar livre.

Os artistas homenageados
Mineira de Montes Claros, Yara Tupynambá estudou com Guignard e Goeldi e foi bolsista do Pratt Institute, New York. Participou dos Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e outras cidades brasileiras e ganhou salas especiais nas Bienais de São Paulo e de Salvador, entre outros eventos.

Integrou inúmeras mostras internacionais e expôs individualmente em Paris, Nova York, Londres e Santiago, entre outras capitais. Há obras suas em museus e coleções em diversos países. No Brasil, tem trabalhos em acervos como o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e na UFMG. Foi professora de gravura da Escola Guignard e da UFMG, onde dirigiu a Escola de Belas Artes. Mantém o Instituto Yara Tupynambá, em Belo Horizonte.

O diretor e autor teatral João das Neves, nascido em 1935, no Rio de Janeiro, começou a carreira no Opinião, grupo focado no teatro de protesto e de resistência e centro de estudos e difusão da dramaturgia nacional e popular. Seu primeiro texto foi O último carro (1976), montado pelo grupo. Encenou autores como Ferreira Gullar, Plínio Marcos e Bertolt Brecht.

João das Neves recebeu prêmios como o Molière de melhor direção e o Prêmio Brasília de melhor autor (1976) e o Mambembe por direção (1977). No fim da década de 1980, mudou-se para Rio Branco, onde fundou o Grupo Poronga, com atores amadores vindos da periferia. Em 1992, fixou-se em Belo Horizonte, onde encenou o espetáculo Primeiras estórias, baseado no livro homônimo de Guimarães Rosa. A carreira de João das Neves, artista que está ainda em intensa atividade, é marcada por pesquisas realizadas com povos indígenas.

Leia mais em reportagem do Boletim UFMG.

(Com assessoria de imprensa do Festival de Inverno).Fonte:UFMG-29/6/15

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