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Deputados reuniram-se nesta quarta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tratar da greve nas universidades federais. Os parlamentares pediram à ministra que as negociações com representantes dos professores e servidores sejam reabertas, mesmo que o governo ainda não tenha definido uma proposta de reajuste. Na segunda-feira a ministra comunicou a todas as entidades sindicais de servidores que o governo só retomaria o diálogo a partir do dia 13 de agosto.

Os parlamentares que participaram da reunião integram as comissões de Educação e Cultura, e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Segundo o presidente da Comissão de Educação, deputado Newton Lima (PT-SP), a ministra não se comprometeu com a volta imediata das negociações, mas ficou de pensar no assunto.

Os deputados também pediram uma solução conjunta para os professores e os técnicos administrativos das universidades, que apresentaram propostas de reajuste salarial diferentes para o governo. Segundo os parlamentares, o atendimento de apenas uma das categorias não acabaria com a paralisação das aulas nas universidades. Os professores estão em greve desde 17 de maio. Já os técnicos deflagraram o movimento em 11 de junho.

Outras categorias
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que também participou do encontro, disse que os parlamentares pediram a retomada do diálogo com todas as categorias do funcionalismo em greve. Além de servidores das universidades, a paralisação atinge diversos órgãos do Executivo, como a Fundação Osvaldo Cruz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Alencar, o governo está “muito tímido na negociação”. Ele afirmou que o Executivo tem que ser mais sensível às propostas dos servidores. “Um dia de greve, em qualquer setor, deveria ser olhado com aflição pelo Executivo”, disse Alencar. “O governo tem que negociar à exaustão”.

Números finais
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse que o governo não tem como definir, neste momento, os percentuais de aumento para todas as categorias. Segundo ele, isso só será possível após o fechamento dos números da proposta orçamentária para 2013, tarefa que ainda está sendo executada pelos ministérios. A proposta do orçamento do próximo ano deve ser enviada ao Congresso no dia 31 de agosto.

“Não tem como tomar uma decisão sobre uma categoria. É preciso, primeiro, definir um valor global, e, a partir dele, pensar o que será possível de oferecer em termos de composição salarial para cada uma das carreiras. Isso só deverá acontecer lá pela segunda quinzena de agosto”, afirmou Pimenta.Fonte:Agência Câmara-02/08/12

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