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Diabetes é uma doença onde ocorre o aumento na quantidade de açúcar (glicose) no sangue. É uma das doenças crônicas mais freqüentes, atingindo mais de 7% da população brasileira. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, tendo a função de transportar para dentro das células a glicose sanguínea proveniente dos alimentos. Esta glicose no interior das células serão convertidas em energia, sendo essenciais para a manutenção da vida. A diabetes se desenvolve quando o corpo não fabrica insulina suficiente ou não pode usá-la apropriadamente. A conseqüencia disto é o aumento da glicose (açúcar) no sangue. Com o tempo, os níveis altos de açúcar no sangue podem causar problemas sérios à saúde.

Classificamos o diabetes em dois tipos: diabetes tipo 1 (dependente de insulina) e diabetes tipo 2 (não dependente de insulina).

  • Nos diabéticos tipo 1 o que ocorre é uma destruição das células produtoras de insulina no pâncreas. Este tipo de diabetes é mais raro, representando aproximadamente 10% dos casos, sendo o acometimento com mais freqüência em jovens. Nestes casos, a falta da produção de insulina é que leva ao conseqüente aumento da glicose (açúcar) no sangue. Não se sabe até hoje o que provoca o diabetes tipo 1, porém sabe-se que esta doença nunca é diretamente herdada.
  • Nos diabéticos tipo 2 a insulina é produzida pelo pâncreas, porém são insuficientes, ou seja, a insulina nestes indivívuos não consegue transportar para dentro das células a glicose sanguínea proveniente dos alimentos. Não funcionando direito a insulina, teremos o conseqüente aumento da glicose no sangue. Atinge com mais freqüência os adultos e o fator familiar nestes casos é importante e há relação com a obesidade, embora a obesidade não leve, obrigatoriamente, ao diabetes. Este tipo de diabetes é muito comum (ler artigo sobre síndrome metabólica neste site).

Os pacientes diabéticos não tratados eliminam o excesso de açúcar pela urina, o que provoca vários sintomas, sendo mais comuns emagrecimento (mesmo sem regime alimentar), cansaço, micção freqüente e sede excessiva.

  • O tratamento do diabetes tipo 2 é feito através de dieta, exercícios e, se necessário, de comprimidos orais. Só eventualmente é incluido a administração de insulina. As complicações agudas, nessas pessoas, são raras, mas podem surgir complicações a médio prazo (durante a gravidez). No longo prazo são mais comuns problemas nos grandes vasos do coração, cérebro e extremidades dos membros, além dos pequenos vasos dos olhos, rins e pés e também nos nervos.
  • O diabetes tipo 1 tem menor incidência mas possue implicações mais sérias que o tipo 2. Estes diabéticos precisam de tomar injeções diárias de insulina para controlar a doença, que em geral se inicia na infância ou na adolescência, sendo necessário também atividade física e controle de dieta. Evolução rápida para um estado de coma poderá ocorrer devido a níveis de glicose muito altos (hiperglicemia) ou muito baixos (hipoglicemia). Esse tipo de diabetes pode provocar deficiência de crescimento e desenvolvimento do jovem, além das complicações de longo prazo que aparecem no diabete tipo 2.

As principais estratégias para o controle glicêmico (glicose no sangue) envolvem a educação em diabetes, motivação pessoal, disciplina, força de vontade, controle domiciliar da glicemia, apoio social e familiar e equilíbrio emocional. Tudo isso, combinado com medicação adequada, dieta e exercícios.

O tipo de medicação, bem como a sua dose, é definido em função da dieta e do nível de atividade físicas. É muito importante, porém, que o diabético entenda os mecanismos da doença, assim como as condições que causam o aumento ou a diminuição brusca da glicemia. Ele deve seguir as orientações dietéticas sobre o que comer e a quantidade a ser ingerida e, se possível, ter conhecimentos ainda mais específicos, como os perfis de ação terapêutica das várias insulinas.

Atividade física regular aumenta a ação da insulina e diminue a quantidade de açúcar no sangue. Qualquer atividade física deve ser considerada um exercício, embora as atividades regulares sejam muito melhores para controlar o açúcar do sangue.

Pacientes diabéticos devem evitar a ingestão de açúcares de ação rápida como doces, balas, geléias, frutas e seus sucos. Estes açúcares de ação rápida produzem altos níveis de glicose no sangue.

Os alimentos com açúcares de ação lenta como batatas, vegetais e arroz, são mais seguros para os diabéticos porque seu açúcar se transforma em glicose de uma maneira mais vagarosa.

Algumas regras de dieta como comer de 4 a 6 pequenas refeições ou lanches por dia, manter horários rígidos para as refeições (não pular refeições), não comer além das quantidades recomendadas pelo seu médico, comer pães com fibras, integrais e evitar o pão branco, comer verduras e legumes todos os dias e evitar gorduras saturadas, açúcares e álcool, devem ser lembradas.

O controle domiciliar do diabetes é um dos resultados do avanço da tecnologia para o tratamento da doença. Há aparelhos eletrônicos portáteis, que permitem a medição dos níveis de glicose no sangue. O teste pode ser feito pelo próprio indivíduo, com apenas uma gota de sangue. O resultado é mostrado em alguns segundos.

Existem aproximadamente 5 milhões de brasileiros com diabetes e aproximadamente metade destas pessoas não sabem que têm a doença.

Um bom controle da glicose no sangue retardará ou prevenirá as complicações tardias do diabetes.

As complicações podem levar muitos anos para aparecer e nem todas as pessoas as apresentarão, porém o mais grave é que não podemos prever quem ou quando as terá. Este é o grande desafio pois é preciso diagnosticar e posteriormente conscientizar os portadores de diabetes da importância de seu tratamento.

 

http://medscanbh.com.br/DIABETES.asp

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