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A vontade de parar de fumar acompanha muitos fumantes. O cigarro é hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, a causa de 30% a 40% das mortes por câncer no mundo e mata, por ano, quase 5 milhões de pessoas.

Para alertar sobre os perigos do tabagismo, foi criado o Dia Mundial sem Tabaco. Além do câncer de pulmão, os efeitos do tabaco são devastadores e causam danos em todo o corpo. A médica Célia Tosello, chefe de Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), alerta para os outros males. “Aém da conhecida correlação entre o hábito de fumar e maior risco de câncer de pulmão, vários outros tipos de câncer estão associados ao tabagismo”.

“Alguns trabalhos da literatura confirmam o maior risco para os tumores de rim, fígado, trato urinário (incluindo bexiga), pleura (mesotelioma), leucemia mielóide, pâncreas, cavidade nasal e seios paranasais, estômago, trato aero-digestivo alto e colo uterino”, lista ela, mostrando que o perigo é ainda maior do que pensamos.

Para as mulheres, o tabagismo tem consequçencias ainda piores e pode estar relacionado ao câncer de mama. Um estudo realizado recentemente pelo Departamento de Comportamento de Saúde do Roswell Park Cancer Institute, nos EUA, comprovou que mulheres que vivem ou trabalham em ambiente sem cigarro têm menor propensão ao desenvolvimento do câncer de mama. Além disso, os estados americanos com um número menor de mulheres fumantes apresentaram um índice significativamente menor de morte por câncer de mama.

Célia Tosello afirma ainda que o cigarro pode estar ligado a outro tipo de câncer: o de cólon.”Devemos considerar que a ação e a agressividade dessas doenças são potencializadas pelo hábito de fumar”. Os tumores na cabeça e na área do pescoço, como como lábios, fossas nasais, boca, garganta, laringe, faringe, nódulos linfáticos, glândulas salivares e glândulas tireóide, podem ser potencializados em até 15 vezes.

Uma pesquisa realizada pelo Setor de Oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp, aponta que cerca de 95% dos pacientes com algum destes tumores são fumantes ou têm histórico de tabagismo. O cigarro está associado a 92% dos pacientes homens com câncer de boca e a 67% das mulheres.

Mesmo com esses dados alarmantes, no Brasil 16% da população é fumante, o que corresponde a um número de 32 milhões de pessoas. No mundo, o número de tabagistas corresponde a 1,1 bilhão de pessoas. Este número aumenta aind mais se levarmos em conta os fumantes passivos.

Para o diretor-clínico do IBCC, Marcelo Alvarenga Calil, não há dúvidas de que é preciso vencer o tabagismo para ganhar a luta contra o câncer. “Combater o tabagismo é uma das principais atitudes para uma melhor qualidade de vida e, principalmente, para diminuir drasticamente as chances de desenvolver um câncer. Apesar de saber que o câncer pode ser causado por diferentes motivos, temos ciência de que o tabaco potencializa as predisposições”.

 

Pesquisadores descobriram que os poluentes liberados a partir da fumaça do cigarro podem durar mais tempo dentro de uma casa do que se pensava anteriormente.

 

Os poluentes, apelidados de “fumaça passiva” do cigarro, podem “grudar” na casa, nas superfícies e nas fendas por longos períodos de tempo após o fumante deixar o local. Dessa forma, se não-fumantes passarem a viver em uma casa antes habitada por fumantes, eles podem absorver esses produtos químicos tóxicos.

 

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após estudar os lares de 100 fumantes e 50 não-fumantes que estavam planejando se mudar. Os níveis de nicotina foram usados como um “marcador” para resíduos químicos, que vêm da fumaça do tabaco.

 

Produtos químicos em paredes, tetos, pisos e outras superfícies foram medidos, bem como o ar. Os pesquisadores ainda procuraram por nicotina na ponta dos dedos dos moradores em todas as casas, bem como um produto da decomposição da nicotina, cotinina, nas amostras de urina de crianças.

 

As gotas oleosas e pegajosas do cigarro duraram meses. Segundo os pesquisadores, enquanto muito menos poluentes foram encontrados na casa após um fumante ativo ter se mudado, ainda havia 10 a 20% do que era encontrado quando ele vivia lá.

 

Apesar do fato de que a casa estava vaga há meses, e até foi limpa após um fumante deixá-la, a fumaça passiva ainda podia afetar um novo ocupante não-fumante.

 

No estudo, 25 não-fumantes se mudaram para casas que anteriormente eram de propriedade de fumantes. Os pesquisadores verificaram novamente os resíduos de nicotina, os químicos em toda a casa, bem como na ponta dos dedos e na urina.

 

Após medidas cuidadosas, os pesquisadores concluíram que os níveis de nicotina no ar das casas, vagas por dois meses após os fumantes terem se mudado, ainda ficaram entre 35 e 98 vezes mais altos do que nas casas de não-fumantes. Quanto a superfícies, os níveis de nicotina foram de 30 a 150 vezes mais altos nas casas dos fumantes em comparação com as casas de não-fumantes.

 

Os não-fumantes que se mudaram para casas de fumantes tinham níveis de nicotina nos dedos de 7 a 8 vezes maior do que aqueles que ficaram em casas de não-fumantes. A urina infantil continha níveis de nicotina 3 a 5 vezes maior do que em casas de não-fumantes.

 

Os pesquisadores aconselham as pessoas que vivem em casas antes ocupadas por fumantes a manterem as superfícies as mais limpas possíveis, assim como as mãos das crianças. [DailyTech]

 

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