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Visando alertar as pessoas sobre um tipo de golpe muito utilizado por criminosos, resolvemos relatar uma situação vivenciada, recentemente, pelos diretores da Assufemg, quando um dos diretores teve seu celular clonado e os criminosos, enviaram mensagens, via WhatsApp, para seus contatos pedindo dinheiro, alegando uma necessidade urgente e prometendo o reembolso no dia seguinte. Essas foram a introdução de algumas das conversas.:
“Oi, fulana! Consegue me fazer um favor? Pode efetuar um pagamento para mim? Amanhã cedinho te retorno o valor.”
“Oi, fulano! Está podendo falar? Consegue fazer um pagamento para mim? Pagar de que jeito? É boleto? Não é PIX. Amanhã pago a você amigo”
“Olá, fulana! Você pode me fazer um favor? Estou com um probleminha e preciso pagar uma conta. Quebra essa pra mim.”
Sabíamos que nosso colega não agiria dessa forma e ficamos desconfiados. O fato foi compartilhado entre os diretores e quase todos haviam recebido mensagens similares. A primeira providência foi tentar falar com nosso colega por meio de ligação telefônica, mas não conseguimos. Então, entramos em contato com seu filho que nos informou sobre a clonagem do celular. Assim, felizmente, ninguém efetuou transferência.
Casos como este são cada vez mais comuns. Portanto, se você receber alguma mensagem suspeita pedindo depósitos em dinheiro, desconfie mesmo que seja de uma pessoa próxima. Ligue para a pessoa que solicitou e confirme se o pedido é realmente dela. Nunca realize nenhuma operação bancária, a pedido, sem antes conversar pessoalmente ou por chamada telefônica.
Como se proteger do golpe? Veja algumas dicas de especialistas:
 Redobre sua atenção com contatos que solicitam depósitos, dados de cartão, ou outra ação que possa resultar em dano financeiro. Não forneça senhas, dados ou códigos para ninguém
 Desconfie de ligações que solicitam a confirmação de um número recebido por SMS.
 Desconfie de mensagens que peçam para clicar em link para obter vantagem.
 Somente preencha formulários que estejam nos sites oficiais.
 Somente baixe aplicativos das lojas oficiais.
 Não confie e nem compartilhe links e informações sem ter certeza de sua origem ou destino.
 Evite utilizar redes públicas de internet, pois a interceptação dos dados contam com menos segurança.
 Ative a autenticação de dois fatores nas configurações da conta do WhatsApp.
 Atualize sempre o antivírus de seu smartphone e computador.
O que fazer caso seja uma vítima?
 Notifique a família e os amigos sobre a fraude, pois os golpistas, com certeza, irão utilizar sua lista de contatos para enviar mensagens.
 Entre em contato com a operadora de telefonia para relatar o problema e solicitar a suspensão temporária (bloqueio) da linha telefônica.
 Entre em contato, por e-mail, support@whatsapp.com e solicite a desativação temporária de sua conta, colocando no campo assunto o seguinte: “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta”. E no corpo do texto informe o número de seu telefone, no formato internacional, +55 9 xxx xxx xxxx.
 Quando reativar a linha, reinstale o aplicativo do WhatsApp e configure a sua conta.

 

Servidores docentes e técnico-administrativos em educação da UFMG com 18 anos ou mais (completos até 30 de junho), incluindo terceirizados, poderão tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19 nesta sexta-feira, dia 4, e sábado, dia 5, nos postos de saúde (fixos e extras, das 7h30 às 16h) e nos pontos de drive-thru (das 8h às 16h) espalhados por Belo Horizonte. A lista, disponível no site da Prefeitura, inclui o posto instalado no campus Pampulha.
Para se vacinar, os profissionais precisam seguir as seguintes orientações: ser trabalhador da educação superior em Belo Horizonte, apresentar documento de identificação com foto, não ter sido vacinado contra a covid-19, não ter tomado qualquer outra vacina nos últimos 14 dias e não ter tido a doença com início de sintomas nos últimos 30 dias.
O trabalhador também precisa apresentar um documento que comprove seu vínculo com a UFMG, como contracheque emitido nos últimos três meses, carteira ou contrato de trabalho. No caso de profissionais terceirizados, as pró-reitorias de Recursos Humanos e de Administração também poderão fornecer a comprovação necessária.
De acordo com a professora Cristina Alvim, coordenadora do Comitê Permanente de Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG, a ampliação da vacinação para os trabalhadores da educação superior traz mais segurança para a comunidade universitária, principalmente para as pessoas que desempenham atividades presenciais que não podem ser executadas em modo remoto. “Vale ressaltar que a melhor vacina é a que está disponível. Todas apresentam eficácia e segurança satisfatórias e estão contribuindo para salvar vidas. O mais importante é que tenhamos um contingente crescente de pessoas imunizadas. O ato de vacinar é um pacto coletivo”, destaca a professora. A UFMG está na etapa 1 do Plano para o retorno presencial de atividades não adaptáveis ao modo remoto.
Todas as informações sobre a vacinação em Belo Horizonte podem ser consultadas no site da Prefeitura.
Outros grupos
Além dos profissionais de ensino superior que atuam em Belo Horizonte, a Prefeitura está ampliando, a partir de hoje, dia 1º, a imunização para trabalhadores dos ensinos fundamental e médio, grupo que inclui profissionais do Centro Pedagógico e do Colégio Técnico, além de pessoas com deficiência permanente que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e se cadastraram no portal até as 23h59 do dia 30 de maio.
Fonte: ufmg.br

 

 

 

Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso Nacional em março deste ano, seguida do veto presidencial e de um bloqueio de recursos que afetou vários ministérios, o orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) sofrerá um grande impacto.

O veto reduziu em R$1,1 bilhão o orçamento do Ministério da Educação e afetou de modo não linear as universidades, atingindo principalmente os recursos de capital. Em seguida, houve um bloqueio orçamentário no MEC no valor R$2,7 bilhões, que resultou em perda linear de 13,8% no orçamento das Ifes.

Considerando o veto, a UFMG conta, em 2021, com R$157,72 milhões de recursos discricionários do tesouro, o que representa diminuição de R$50,57 milhões. Esse montante representa perda global de 26,72% em relação a 2020. O veto somado ao bloqueio poderá resultar em redução de até 36,5% dos recursos discricionários destinados à UFMG neste ano na comparação com 2020, o que compromete a capacidade de funcionamento adequado da instituição. “É um dado assustador”, resume a reitora Sandra Regina Goulart Almeida.

Se esse cenário se mantiver, a UFMG contará com apenas R$132,27 milhões para fechar suas contas em 2021, uma redução de R$ 76 milhões em relação ao ano passado. “Com esse orçamento, voltaremos aos patamares de 2006, ou seja, situação anterior à implantação do Reuni, o programa de expansão das universidades federais”, lembra a reitora.

Duas frentes
Bloqueios e vetos presidenciais são modalidades diferentes de restrição orçamentária. Enquanto os vetos representam um corte que somente poderá ser recomposto por meio de projetos de lei do congresso (PLN), os bloqueios podem ser desfeitos, ao longo do ano, pelo Ministério da Economia, de acordo com a disponibilidade orçamentária. “Teremos, portanto, que atuar ativamente em duas frentes: fazer um movimento para tentar desbloquear os 13,8% e, ao mesmo tempo, trabalhar com os parlamentares  com vistas à recomposição do orçamento por meio de projetos de lei”, indica Sandra Goulart Almeida.

Além disso, segundo a reitora, o limite de arrecadação de recursos próprios decorrentes de convênios celebrados com órgãos públicos e outras entidades foi reduzido em 52,17% na comparação com 2020. “Isso decorre dos limites orçamentários impostos pela lei do teto dos gastos públicos”, acrescenta.

Na avaliação de Sandra Goulart Almeida, o cenário atual, com essa sucessão de cortes, pode comprometer o futuro da UFMG e impactar também a economia local, regional e nacional. “Nossas universidades, além de desenvolverem atividades de ensino, pesquisa e extensão, influenciam a vida econômica e social dos municípios onde estão instaladas. Só a UFMG movimenta cerca de 60 mil pessoas na realização rotineira de suas atividades”, exemplifica a reitora.

Outra variável que agrava esse cenário é a nova forma de distribuição dos recursos, adotada no ano passado, quando a Lei Orçamentaria Anual (LOA) passou a ser dividida em duas unidades: órgãos 26238 (no âmbito do orçamento geral do MEC) e 93217 (as chamadas Programações Condicionadas à Aprovação Legislativa, em que a liberação de recursos depende de autorização do Congresso). Segundo a reitora, em 2020, 40% dos recursos da LOA foram alocados como programações condicionadas e desbloqueados ao longo do ano; os outros 60% foram liberados para empenho pelo MEC. Em 2021, a estratégia foi mantida, mas os percentuais se inverteram: 40% foram liberados por empenho via MEC e 60% foram condicionados e liberados na semana passada, com exceção do bloqueio de 13,8%, que na UFMG corresponde a 25 milhões.

Fonte: ufmg.br

 

 

Tecnologia inédita para o diagnóstico da covid-19 acaba de ser patenteada pela UFMG: um teste de detecção de anticorpos específicos em amostras de urina de pacientes, que podem ser coletadas em qualquer período do dia. Baseado no método Elisa – sigla, em inglês, para ensaio de imunoabsorção por ligação enzimática –, o processo é mais simples, barato e menos invasivo do que o exame que usa sangue. A Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG mantém negociações com laboratórios das áreas de saúde e biotecnologia para transferir a inovação à sociedade o mais rapidamente possível.
Existem diversas opções de testes sorológicos no mercado para identificação de anticorpos de Sars-CoV-2 com o uso do sangue. A tecnologia criada na UFMG, no entanto, destaca-se por seu pioneirismo. “Não há nenhum teste disponível que usa urina dos pacientes. Também não encontramos nenhum relato na literatura que pudesse indicar o uso da urina para a pesquisa por anticorpos específicos ao vírus causador da covid-19”, ressalta a pesquisadora Fernanda Ludolf Ribeiro de Melo, integrante do grupo. Ela explica que a presença de anticorpos na urina de pacientes ainda é pouco estudada, e isso provavelmente é o motivo pelo qual as pesquisas para diagnóstico da covid-19 não tenham optado pelo uso dessa amostra biológica.
“Poucas pessoas acreditam que existam [anticorpos na urina], mas há relatos para outras doenças, o que inspirou a ideia”, conta a pesquisadora. Como residente de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde: Infectologia e Medicina Tropical (PPG-IMT) da UFMG, Fernanda decidiu levar sua hipótese ao supervisor, o professor Eduardo Antônio Ferraz Coelho, que acreditou no potencial da proposta e sugeriu a formação de uma equipe para dar prosseguimento aos estudos. “Contatamos os professores Flávio Fonseca, que desenvolve pesquisas sobre a covid-19, e Vandack Nobre, que trabalha com projetos relacionados à doença no Hospital das Clínicas, e eles prontamente acreditaram na ideia. Avaliaram como interessante e inovadora”, relata Fernanda Ludolf.
Uniram-se à equipe formada por Eduardo Coelho, coordenador do PPG-IMT, Flávio Fonseca, vinculado ao Departamento de Microbiologia do ICB e integrante do Centro de Tecnologia em Vacinas (CTVacinas), Vandack Alencar Nobre Júnior, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina, as professoras Cecilia Ravetti e Paula Vassallo, também da Medicina, e os doutorandos Fernanda Fonseca Ramos, João Augusto Oliveira da Silva, ambos do PPG-IMT, e Flávia Fonseca Bagno (ICB).
Urina x sangue
“Por ser um teste quantitativo-qualitativo do tipo Elisa, conseguimos excelentes valores de especificidade e sensibilidade. Obtivemos com a nossa técnica de urine based-Elisa resultados melhores que os alcançados com Elisa empregando amostras de soro dos pacientes, anteriormente aprovada pelo FDA [Food and Drug Administration, dos EUA] e pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Brasil]”, afirma Fernanda Ludolf.
Parâmetros de sensibilidade e especificidade são utilizados na interpretação de um teste diagnóstico e definem suas características e limitações. O primeiro indica a menor quantidade de anticorpos que o exame consegue detectar, e o segundo corresponde à capacidade de identificar apenas anticorpos contra antígenos do Sars-CoV-2. De acordo com material produzido pelo Ministério da Saúde para definição da acurácia dos testes diagnósticos registrados na Anvisa para a covid-19, uma baixa sensibilidade pode, por exemplo, resultar em piora dos índices de identificação do coronavírus nos pacientes, provocando aumento do número de resultados falsos-negativos e a não detecção dos casos assintomáticos.
Com a eficácia comprovada, era preciso verificar as vantagens do diagnóstico usando urina. O grupo conseguiu analisar diversas amostras de pacientes em poucas horas, o que indica que o teste é rápido. Os pesquisadores destacam os benefícios de um exame pouco invasivo, como o proposto pela equipe da UFMG. “Muitas pessoas não aceitam puncionar seu sangue por motivos físicos, psicológicos ou religiosos. Como é menos invasivo, o novo teste poderia ser feito em toda a população, o que seria importante para os estudos epidemiológicos e as ações das autoridades governamentais”, sugere Ludolf.
Por ser um material que é expelido naturalmente, a urina ainda elimina a necessidade de um flebotomista, de agulhas e seringas, o que barateia o processo, complementa a pesquisadora. “A urina com conservante é bastante estável e pode ficar por dias fora de uma geladeira comum ou anos dentro dela. E como pode ser coletada em qualquer período do dia, oferece maior praticidade para sua obtenção”, prossegue Fernanda Ludolf. Por causa dessa característica, o método também possibilita que tanto a coleta quanto o transporte para a análise sejam feitos em horários convenientes para o paciente.
A patente da inovação foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) no fim de abril. Agora, o grupo mantém contatos com interessados, especialmente laboratórios de diagnóstico, para ofertar a tecnologia à sociedade. “Esperamos que chegue ao mercado o quanto antes para que a população possa se beneficiar desse método em um momento em que testes diagnósticos têm sido muito importantes para nortear as ações pessoais e governamentais de enfrentamento da pandemia”, conclui Fernanda Ludolf.
Fonte: Luíza França
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